Emoção, nervos à flor da pele e muitos golos. Os quartos-de-final tiveram de tudo e, em pelo menos três jogos, a canhota foi decisiva na Liga das Nações, pois foram vários os esquerdinos a sobressaírem em desafios cheios de golos e com indecisão até ao último minuto.
Além do show de Trincão no apuramento de Portugal, a nota de destaque vai para o facto de dois jogos terem precisado de desempate por penáltis e o outro ter ficado decidido por um golo de diferença.
Lamine Yamal há muito que se tornou um astro do futebol a nível mundial. O jovem talento “blaugrana” tem colecionado vários recordes desde as suas primeiras aparições.
Após o empate (2-2) entre Países Baixos e Espanha na 1ª mão, o Nuevo Mestalla recebeu o jogo decisivo e o equilíbrio foi a nota dominante ao longo de toda a partida.
A Espanha adiantou-se três vezes no marcador mas a formação orientada por Ronald Koeman conseguiu sempre responder à altura.
Oyarzábal fez valer a sua canhota para abrir o marcador de penálti mas foi também desta forma que Depay repôs o empate. O jogador da Real Sociedad voltaria a recolocar a Espanha na frente aos 67′ mas outro canhoto, Ian Maatsen, faria o 2-2 a sensivelmente dez minutos do fim.
O prolongamento foi uma realidade e Yamal faria mesmo o 3-2, mostrando novamente que a canhota foi decisiva na Liga das Nações: um remate em jeito, sem dar hipótese a Verbruggen.
Desta forma, o craque do Barcelona estabeleceu, então, mais um recorde: é o mais novo de sempre (17 anos e 258 dias) a marcar na Liga das Nações. E Yamal, apesar da tenra idade, cumpriu mesmo os 120 minutos da partida.
Mas Xavi Simons não deixou os espanhóis fazer a festa e voltou a empatar aos 109′, de penálti.
Nos penáltis, a Espanha foi mais forte, ainda que Yamal, neste caso, não tenha feito o gosto ao pé. Valeram-lhe os castigos falhados por Noa Lang e Malen. E a La Roja, atual detentora do troféu, vai defrontar a França nas meias-finais.
Após o desaire (0-2) na Croácia na 1ª mão, a França sabia que precisava de realizar uma exibição convincente no Stade de France. E foi o que fez, empurrando a seleção croata para a sua área e asfixiando o adversário: não fosse a exibição inspirada do guardião Livakovic e a eliminatória ficaria resolvida aos 90′.
Os “Bleus” abriram o marcador pouco antes da hora de jogo, num livre sublime. Michael Olise mostrou a sua canhota decisiva e rematou forte, deixando o guardião croata pregado ao chão.
Num jogo de sentido único, os comandados de Deschamps foram desperdiçando oportunidades mas, aos 81′, Dembélé aproveitou assistência de Olise para empatar a eliminatória e levar o jogo para prolongamento.
Nos penáltis, brilhou Maignan e os franceses preparam-se agora para um duelo escaldante com a Espanha nas meias-finais.
Um dos momentos da noite da Liga das Nações aconteceu aos 36 minutos do Alemanha-Itália: Kimmich imita o célebre canto rápido de Alexander-Arnold (pelo Liverpool, frente ao Barcelona, na Champions de 2018/19) e cobra da direita para Musiala faturar, isto com a defesa italiana completamente a dormir na área.
Esse foi o 2-0 e Kimmich, que há poucos dias selou a renovação pelo Bayern, já havia feito o 1-0 de penálti e assistido para o segundo.
Mas quis ainda repetir a proeza, oferecendo o 3-0 a Kleindienst.
A Itália, que perdera 1-2 em casa na 1ª mão, ficou atordoada mas uma 2ª parte de luxo permitiu-lhe colocar os germânicos em sentido.
Kean (49′ e 69′) e Raspadori (90’+5, de penálti) empataram o jogo e a sorte dos comandados por Nagelsmann foi que o golo do empate já surgiu no final do tempo de compensação.
No único jogo em que a canhota não foi decisiva na Liga das Nações, a equipa de Spalletti ficou a um golo de levar o jogo para prolongamento.
Assim, a Alemanha marcou encontro com Portugal nas meias-finais da Liga das Nações, a 4 de junho. Será que Trincão vai aparecer novamente com a sua canhota decisiva? Temos de esperar para ver.