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Crouch: o Robot ainda está para as curvas

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Crouch: o Robot ainda está para as curvas

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Aos 44 anos, o antigo avançado inglês bisou pelo Liverpool em Anfield e resolveu o duelo de lendas com o Chelsea (2-0). Os dois golos foram em frente à bancada mítica Kop e… voltou a dança: o Robot ainda está para as curvas.

A dança do Robot voltou a animar as bancadas de Anfield no passado sábado. Peter Crouch, antigo internacional inglês que representou o Liverpool entre 2005 e 2008, resolveu com um bis o jogo de lendas frente ao Chelsea e fez a mítica dança do para delírio dos adeptos reds: aos 44 anos o Robot ainda está para as curvas.

Esta dança foi, então, originalmente adotada pelo avançado na celebração de um golo pela Inglaterra frente à Hungria, a 30 de maio de 2006. Mas este festejo do Robot manteve-se em golos especiais, fosse em Anfield ou fora de casa, ou até mesmo em momentos icónicos com a camisola de Inglaterra.

A imprensa inglesa chegou a revelar que a dança fora inspirada na música “I Bet You Look Good on the Dancefloor”, da banda britânica Arctic Monkeys. Mas Crouch nunca confirmou essa informação.

Mais do que Núñez, Díaz ou Jota

A verdade é que um golo de cabeça e outro de chapéu fizeram as delícias dos fãs reds e a imprensa inglesa aproveitou para lembrar um facto curioso.

Em 2025, Crouch já fez dois golos em Anfield… mais um do que Darwin Núñez (1), Luis Díaz (1) e Diogo Jota (1), três dos atacantes do atual plantel do Liverpool às ordens de Arne Slot.

Reaparição depois do 100º golo na Premier League

Crouch viveu um dia em Anfield para mais tarde recordar com a família

Pai de quatro filhos (dois rapazes e duas raparigas), Peter Crouch tinha feito a dança do Robot pela última vez a 1 de fevereiro de 2017, quando fez o 100º golo da carreira na Premier League com a camisola do Stoke City.

Contudo, o regresso a Anfield reavivou memórias antigas.

E o Robot mostrou, em campo, que embora não tendo sido um avançado de classe mundial, tinha qualidade de sobra para ser importante numa equipa do nível do Liverpool.

O filho mais novo viu, finalmente, o Robot

No final da partida, Peter Crouch não escondeu, então, a emoção por ter bisado em frente ao Kop e festejado com a família.

“Isto é tudo emocionante! Nunca pensei voltar a Anfield como jogador. Jogar uma partida destas, marcar dois golos e celebrar em frente aos fãs e à minha família é incrível”, explicou.

E, por fim, acrescentou, então, o orgulho por ter feito a delícia das crianças da Fundação Liverpool. “Tantas crianças aqui a fazer a dança do Robot, maravilhoso. Fazer isto por uma Fundação é o mais importante. O meu filho mais novo (John, nascido em 2019) nunca me tinha visto a jogar, às vezes até pensava que eu estava a mentir-lhe. Jogar nesta equipa ao lado do Stevie (Gerrard) e outros foi muito bom para mim”, confessou.

O primeiro golo foi de cabeça, respondendo a um cruzamento de Sinama-Pongolle, avançado francês que passou pelo Sporting.

Já o segundo nasceu de um chapéu bem medido, após cruzamento de Mark González, fazendo a bola sobrevoar por cima de Green.

Aos 44 anos, o Robot ainda está para as curvas.

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