Serie A: 618 jogos, 250 golos
Coppa Italia: 59 jogos, 18 golos
Competições Europeias: 103 jogos, 38 golos
Total: 785 jogos, 307 golos
Assistências: 205 assistências
Seleção Italiana: 58 jogos, 9 golos
Campeão do Mundo em 2006
Melhor Jogador do Campeonato da Europa de 2000
Roma teve 7 Reis durante o seu período Monárquico. Designar um jogador do 8º Rei é indicativo do impacto que Totti teve na sociedade italiana e no mundo do futebol em geral. Reparem, o jogador estreia-se em 1993 e despede-se do futebol em 2017. Foram 24 anos a jogar sempre no mesmo clube e a ter rendimento!
Teve o mundo do futebol aos seus pés e nunca quis sair do seu clube do coração. Nem por um cheque em branco do Real Madrid.
Numa fase da nossa sociedade em que tudo é movido pela recompensa material, um exemplo como o de Totti faz-nos pensar na essência do ser humano. Ser promovido para o Real Madrid e recusar é de uma gestão emocional e de clara percepção do seu papel como jogador e capitão.
É o colocar na balança, de um lado o muito dinheiro e prestigio mundial – EGO, de o outro, a utilidade num clube de menor dimensão – O Altruísmo.
É olhar para o que o seu contexto necessita e entregar-se de alma e coração a um clube que lhe deu tudo e tanto necessitou dele. Em vez disso, ao invés de olhar para o seu umbigo, escolheu não ir para um clube rival, nem para outro país.
Atenção, estamos a falar de um jogador que tinha realmente muita qualidade. Além disso, podia ter tido uma carreira desportiva muito ampla, com presença em campeonatos de melhor qualidade do que o italiano. Quem sabe, até poderia ter ganho mais títulos.
Totti refere que, numa das suas histórias de carreira, antes de se assinar pela Roma, estiveram dirigentes do AC Milan e da Lázio a tentar convencer a mãe do jovem Francesco a assinar pelos respectivos clubes.
De nada valeram as tentativas.
A mãe de Francesco Totti e toda a sua família são adeptos do AS Roma. Dessa forma, seria impensável um filho de Roma ir jogar para Milão. No entanto, é importante lembrar que o AC Milan era vencedor da Liga dos Campeões e da liga italiana. Ou seja, tratava-se de uma das melhores equipas do panorama mundial da época e da história.
Mas de nada valeu. Francesco Totti é filho de Roma, e estava escrito que teria de se tornar a maior lenda da historia do clube.
A questão que coloco é. Devemos focar-nos mais na oportunidade de sermos úteis e termos impacto num determinado contexto ou olharmos para uma recompensa monetária mas menor impacto social?
O que nos interessa mais, o que nos move mais, o Legado ou o bem material como factor determinante?
A questão é transversal a todos os sectores da nossa sociedade.
E deixo-a a todos os leitores.