No passado fim-de-semana, o conceituado torneio norte-americano de Indian Wells consagrou, na final mais esperada, o inglês Jack Draper, 7º no ranking mundial (deu um salto de 7 lugares), que arrasou no duelo decisivo ao bater o dinamarquês Holger Rune (21 anos), por claros 2-0 (6-2, 6-2).
No momento mais alto da carreira, Draper, de 23 anos, não deu qualquer hipótese a Rune no jogo que lhe permitiu somar os pontos necessários para estar hoje, virtualmente, no 7.º lugar da classificação geral ATP – apenas atrás de Casper Ruud (6º), Novak Djokovic (5.º), Taylor Frytz (4.º), Carlos Alcaraz (3.º), Alexander Zverev (2.º) e Janik Sinner (1.º).
A meia-final já tinha demonstrado que 2025 pode muito bem ser o ano de Draper na modalidade. Nessa tarde de sábado, o inglês ultrapassou Carlos Alcaraz, num jogo verdadeiramente louco, que terminou em 2-1 a favor de Draper.
O jovem espanhol – que já foi número 1 do Mundo – tinha sido o vencedor das duas últimas edições em Indian Wells (2023 e 2024) e chegava a esta edição como um dos grandes favoritos à vitória.
Caiu aos pés do inglês que, depois, na final, arrasou em Indian Wells, acabando por conquistar a sua terceira vitória ATP e, claramente, a mais importante (tinha vencido, até então, apenas os torneios de Viena e Estugarda).
Na final feminina, a surpresa não foi menor. A jovem russa Mirra Andreeva, de apenas 17 anos, superiorizou-se perante a melhor jogadora da atualidade e número 1 do Mundo, Aryna Sabalenka, por 2-1 (2-6, 6-4 e 6-3), confirmando-se como uma das maiores promessas do momento.
Para Andreeva, refira-se, esta foi a segunda vitória consecutiva em torneios ATP 1000, porque já havia triunfado, há três semanas, no Dubai.
Desta vez, contudo, a proeza foi ainda maior. Conseguiu vencer, no espaço de 48 horas, a número 2 do Mundo (Iga Świątek) na meia-final e, na final, a número 1 (Aryna Sabalenka). Notável! Aos 17 anos, Andreeva é, virtualmente, a atual 6.ª classificada no ranking WTA.
E, quase sem interrupção, aí está já outro grande torneio ATP 1000 em andamento: Miami Open. Carlos Alcaraz e Alexander Zverev são os principais cabeças de cartaz. Em 2024, a competição foi ganha por Janik Sinner mas este tenista italiano não está presente, desta vez.
O português Nuno Borges, melhor tenista luso da atualidade (41º no ranking mundial) defronta esta quinta-feira, em hora a definir, o belga Zizou Bergs (49.º). Borges caiu na segunda ronda de Indian Wells. Vai agora tentar ir mais longe, e voltar a aproximar-se do melhor ranking que ocupou até hoje: 30.º.
Nota curiosa, para finalizar: Novak Djokovic, o tenista da história com mais vitórias em competições do Grand Slam (24), teve uma péssima prestação no torneio anterior (eliminado logo na 1.ª ronda de Indian Wells, por Van de Zandschulp), mas chega a Miami duplamente motivado: vai querer limpar essa má imagem e – imagine-se – tentar conquistar o… 100º torneio ATP da carreira. Será que é desta?