Lando Norris e McLaren entram a dominar na etapa de Melbourne, na Austrália. A 1ª etapa já saiu da folha do calendário da Fórmula 1 para 2025, e aí estão as primeiras conclusões sobre uma nova temporada que promete grandes corridas e muitas novidades. Desde logo uma grande surpresa: Lando Norris, inglês de 25 anos – que consta estar perdido de amores pela portuguesa Margarida Corceiro – entrou com o pé a fundo e além de ter conquistado a pole-position, obteve a volta mais rápida do circuito e terminou no primeiro lugar, sendo, assim, o primeiro líder do Mundial de Pilotos. Norris bateu o tetracampeão Max Verstappen (Red Bull) por 0,895 segundos, com o britânico George Russell (Mercedes) em terceiro, a 8,481.
A corrida de Melbourne mostrou que 2025 pode vir a ser um ano excecional não só para Norris como para a McLaren, que apostou forte e apresenta um dos melhores carros do grid.
A chuva intensa foi um dos desafios que os pilotos tiveram de enfrentar em Melbourne e, por isso, foram vários os acidentes que interromperam a corrida – e complicando o trabalho do português Rui Marques, diretor da prova –, desde logo a começar pelo despiste do franco-argelino Isack Hadjar (Racing Bulhl) logo na volta de formação, que atrasou a partida do GP. Depois também o espanhol Carlos Sainz (Williams) e o australiano Jack Doohan (Alpine) tiveram de abandonar logo na primeira volta. No final, apenas 14 carros cruzaram a meta.
A Red Bull entra em 2025 com novos desafios. Apresenta um carro menos dominante do que o dos anos anteriores e um novo piloto para colmatar a saída do mexicano Sergio Pérez. Ainda assim, Liam Lawson foi uma das deceções do fim-de-semana, ao correr demasiado lento.
Ao contrário de Max Verstappen, que mostrou que o novo RB21 nas suas mãos pode ganhar força para continuar a lutar pelo título, como aconteceu nos últimos anos. Para já, conquistou um segundo lugar e podem contar com ele para andar nas posições da frente, sobretudo se os rivais vacilarem.
E por falar em rivais, Lewis Hamilton não teve a estreia que esperava com a Ferrari. Foi mais lento do que o companheiro de equipa, o monegasco Charles Leclerc, e terminou em 10.º. Revelou que ainda não se adaptou ao carro, mas deu nas vistas face a um diálogo acalorado com o engenheiro da sua equipa, Riccardo Adami. Hamilton quer mudanças no carro para melhorar o desempenho já no GP da China.
A Mercedes, por outro lado, eterna candidata ao título mundial de construtores, registou um fim-de-semana de altos e baixos. Se George Russell conseguiu um quarto lugar na classificação, já Andrea Kimi Antonelli não passou sequer para a Q2. Depois, na corrida, Russel chegou ao pódio e Antonelli realizou uma grande recuperação, fechando em quarto lugar. Mas há ainda grande expectativa em perceber como irá comportar-se a Mercedes nesta nova fase pós-Hamilton.
O GP da China, agendado para Xangai nos dias 21 e 23 de março, continuará a dissipar as dúvidas que ainda pairam no ar.