Tem sido uma viagem de excelência. Após quatro meses e meio à frente da Federação que rege a modalidade que me deu tudo na vida, o Atletismo, estou cada vez mais convencido que estava certo quando optámos por dar este passo, o de avançar para aquele que, não tenho dúvidas, é o maior desafio da minha vida. Como uma longa maratona.
Mas correr por gosto, por prazer naquilo que fazemos, não cansa. E sinto-me motivado e cada vez mais empenhado para continuar a correr por mais, Mais Atletismo.
Foi, também, com esta convicção que aceitámos, enquanto Federação Portuguesa de Atletismo, o repto lançado por Fernando Gomes de integrar a lista candidata à Comissão Executiva do Comité Olímpico de Portugal. Ao eleger Fernando Gomes, as federações escolheram alguém que irá olhar de igual modo para todas as modalidades, que irá defender e colocar sempre em primeiro lugar o interesse dos atletas.
Tem sido essa, de resto, a preocupação maior desta direção da FPA e minha em particular, olhar em primeiro lugar para os atletas. São eles os artistas, é, portanto, a eles que nada deve faltar. Sei bem o que digo porque estive em quatro Jogos Olímpicos e sempre lutei, por mim e pelos meus colegas, pelas melhores condições, para conseguirmos representar dignamente o nosso País.
É, pois, com este espírito de missão que chegamos ao COP. Sabemos o peso que a Federação de Atletismo representou para esta eleição. Assim com o peso que isso agora representa em termos de exigência para que não caiam em saco roto as expectativas de podermos ter uma voz ativa na luta por melhorias essenciais para o desempenho dos atletas.
E com isto volto ao início. Temos feito uma gestão no terreno, procurando ouvir, ouvir muito, conhecer a fundo o real estado do atletismo, das associações, dos clubes, dos municípios, das estruturas. Só estando no terreno saberemos como e quando agir.
Não poderia terminar esta primeira participação no Craques.pt sem agradecer e dar os parabéns pela coragem do convite para aqui ter uma participação regular. Coragem, porque demonstram estar atentos aos sinais e que há mais vida no desporto além do futebol. Ou não fosse o atletismo a modalidade mais praticada neste País.
E por fim, transmitir publicamente a imensa felicidade que senti ao ver mais uma atleta ser consagrada com uma medalha. Foi o caso da Patrícia Silva nestes Mundiais que decorreram na China. Ela merece, porque também é craque.