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49 anos depois, a Taça repete um feito histórico e o Fafe volta a estar no centro da história

Vitória do Fafe frente ao Sp. Braga nos quartos de final da Taça de Portugal - Foto: Facebook/AD Fafe

49 anos depois, a Taça repete um feito histórico e o Fafe volta a estar no centro da história

Alexandre ManãoAlexandre Manão|

A Taça de Portugal 2025/26 entrou definitivamente para a história do futebol português. Quarenta e nove anos depois, a Prova Rainha volta a apresentar um cenário que parecia irrepetível: duas equipas de divisões inferiores garantiram presença nas meias finais da competição, algo que não acontecia desde a temporada de 1976/77.

Na altura, os protagonistas foram o AD Fafe e o Gil Vicente, ambos fora da elite do futebol nacional. Em 2025/26, a história repete se, agora com Fafe e Torreense, numa coincidência carregada de simbolismo: é novamente o Fafe a ligar duas épocas históricas separadas por quase meio século.

Quando duas equipas de escalões inferiores desafiaram a Taça

Para compreender a verdadeira dimensão deste momento, é necessário recuar até 1976/77. Nessa época, o futebol português apresentava uma organização competitiva muito diferente da atual. O Fafe e o Gil Vicente militavam na Segunda Divisão Zona Norte, um escalão que correspondia, em termos hierárquicos, à atual Segunda Liga, mas que estava dividido em quatro séries regionais, num modelo semelhante ao do atual Campeonato de Portugal.

Ainda assim, o impacto do feito foi enorme. Duas equipas fora da Primeira Divisão chegaram às meias-finais da Taça de Portugal, algo absolutamente extraordinário para a época e que, durante décadas, não voltou a repetir se.

Dois anos depois, na temporada de 1978/79, o Fafe voltou a atingir as meias finais da competição, reforçando a sua ligação histórica à Prova Rainha. Nessa edição, os fafenses foram eliminados pelo Sporting, com uma derrota por 1-0.

Desde então, houve campanhas memoráveis de clubes de escalões inferiores, surpresas isoladas e eliminações improváveis, mas nunca mais duas equipas fora da Primeira Liga conseguiram chegar juntas às meias-finais da Taça de Portugal. Até agora.

O presente reencontra o passado

Quase cinquenta anos depois, o cenário volta a repetir-se. O Fafe regressa às meias finais da Taça de Portugal, agora como clube da Liga 3, e fá-lo com um peso histórico ainda maior. A equipa fafense tornou-se na primeira formação do terceiro escalão do futebol português, ou de um escalão inferior, a eliminar três equipas da Primeira Liga numa única edição da prova, um feito inédito na história da competição.

Moreirense, Arouca e Braga foram afastados pelo Fafe nesta edição, todos clubes do principal escalão, num percurso marcado pela capacidade de competir em jogos de máxima exigência. Um registo que coloca o Fafe isolado neste capítulo da história da Taça de Portugal e reforça o simbolismo de voltar a estar presente num feito que não se via há 49 anos.

O momento mais simbólico da campanha aconteceu ontem, nos quartos de final, no Estádio Municipal de Fafe. Frente aos bracarenses, o Fafe venceu por 2-1, num jogo que ficará gravado na memória do clube e dos seus adeptos.

João Santos abriu o marcador ainda na primeira parte e Carlos Daniel ampliou a vantagem já no segundo tempo, confirmando a maturidade competitiva da equipa fafense. Os arsenalistas ainda reduziram já em cima dos 90 minutos, por intermédio de Mário Dorgeles, mas o golo tardio não foi suficiente para travar a festa no Municipal de Fafe nem impedir uma qualificação histórica para as meias-finais da Taça de Portugal.

A semana horribilis do Sporting de Braga

A eliminação frente ao Fafe surgiu num dos momentos mais delicados da temporada do Sporting de Braga. No passado sábado, os minhotos tinham perdido a final da Taça da Liga frente ao arquirrival Vitória SC, num desfecho pesado a nível emocional e competitivo.

A derrota numa final doméstica, somada à inesperada eliminação da Taça de Portugal frente a uma equipa da Liga 3, transformou essa semana num verdadeiro teste para o Braga. Dois jogos decisivos, dois desaires e ambos com forte carga simbólica acabaram por marcar este momento da época bracarense.

O Torreense confirma um momento raro da Taça

O Torreense garantiu a presença nas meias finais ao vencer a União de Leiria por 3-1, num duelo entre equipas da Segunda Liga. Kévin Zohi, com dois golos, e Musa Drammeh foram decisivos no triunfo da formação de Torres Vedras.

Finalista da Taça de Portugal em 1955/56, o Torreense volta a ultrapassar os quartos-de-final da prova, algo que não acontecia desde 1998/99, e assegura um lugar no sorteio das meias finais, que voltam a ser disputadas a duas mãos.

Com este resultado, fica confirmado um dado histórico de enorme relevância: quarenta e nove anos depois, a Taça de Portugal volta a ter duas equipas fora da Primeira Liga entre os quatro últimos classificados.

Torreense v União de Leiria – Taça de Portugal 2025/26 – foto: facebook/SCU Toreense

Os grandes continuam em cena

No outro lado do quadro competitivo, os clubes do principal escalão também seguem em frente. No grande jogo dos quartos-de-final, o FC Porto venceu o Benfica por 1-0, num clássico intenso decidido por um golo de Bednarek.

Falta ainda definir o último semifinalista. O Sporting defronta o AFS em fevereiro, com uma vaga nas meias-finais em disputa. Seja qual for o desfecho, a edição 2025/26 da Taça de Portugal já garantiu o seu lugar na história.

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