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Nunca será só futebol.
3 fevereiro

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Nunca será só futebol.

Leiria despertou ferida. A tempestade Kristin levou árvores, telhados, vida e memórias. A cidade levou símbolos e vitórias. O Dr. Magalhães Pessoa, imponente casa de sonhos, foi também atingido, deixando marcas difíceis de apagar. No entanto, algo que já vimos mais do que uma vez no Magalhães Pessoa, é que ninguém desiste. Hoje, os treinos são outros. Onde antes havia bola, agora há vassouras. Onde antes se calçavam chuteiras, agora pegam-se em pás. Atletas, dirigentes e staff trocaram o jogo no relvado pela sua reconstrução. Não há exercícios táticos nem bolas paradas - há trabalho coletivo, lágrimas e um profundo sentido de pertença. Mas uma coisa é certa: o objetivo mantém-se o mesmo de sempre - vencer. Hoje, com jornadas ainda por disputar, não esquecemos o trajeto do União de Leiria feminino, que, ao fim de 10 jornadas, ocupa o 2.º lugar do Campeonato Nacional da III Divisão, com uma campanha bastante sólida: 7 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota, num registo de 33 golos marcados e 11 sofridos. Que a pausa seja curta, porque Leiria não joga sozinha. O jogo de hoje é outro , mas há algo que o futebol — e Leiria — nos têm mostrado: há sempre resistência, união, identidade e reconstrução.

Kika Nazareth: Trabalho, Entrega e Amor à Camisola
27 janeiro

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Kika Nazareth: Trabalho, Entrega e Amor à Camisola

Este fim de semana, Kika Nazareth conquistou o 16.º troféu da carreira, depois do Barcelona bater o Real Madrid por 2-0 na final da Supercopa de Espanha. No Benfica, Kika passou seis épocas, disputou mais de 100 jogos oficiais e marcou 82 golos, deixando a sua marca de forma indelével no clube. Foram anos de crescimento, afirmação e identidade, antes de levar o seu talento para terra de “nuestros hermanos” e, há dois anos, vestir as cores do Barcelona — hoje, indiscutivelmente, a melhor equipa do mundo no futebol feminino. A saída do Benfica não foi um ponto final, mas um passo lógico. Kika levou consigo tudo o que construiu em Portugal: personalidade, leitura de jogo e maturidade competitiva. Em Barcelona encontrou um contexto de exigência máxima, onde só joga quem entrega todos os dias e onde o coletivo está sempre acima do individual. E foi aí que voltou a provar que o talento português não é promessa: é realidade. O percurso recente, no entanto, tem sido marcado por ausências forçadas nos grandes palcos. Na época passada, uma lesão impediu-a de estar em campo na final da Liga dos Campeões, em Lisboa, diante do Arsenal. Esta temporada, uma expulsão — contestada pelo próprio Barcelona — afastou-a da final da Supercopa de Espanha frente ao Real Madrid. Duas finais, dois momentos de consagração coletiva, duas vezes fora das quatro linhas. Para muitas jogadoras, seriam capítulos difíceis de digerir. Para Kika, foram apenas mais etapas do caminho. Porque Kika venceu na mesma. Venceu porque esteve sempre presente. Porque nunca deixou de ser parte ativa do grupo. É uma presença notada com ou sem bola, com ou sem minutos. É mais uma voz no banco, mais uma adepta na bancada, mais uma líder silenciosa num balneário repleto de estrelas. A dedicação, a entrega e o amor com que defende cada camisola tornam Kika maior do que qualquer ausência. DR X @BarcaFem Já nem todos ou todas querem ser Cristiano Ronaldo, Marta ou Alex Morgan. Muitos querem ser Kika Nazareth. Porque Kika representa um talento possível, próximo, construído com trabalho e persistência. O talento está lá — sempre esteve — e os resultados confirmam-no. Esta época, soma já 25 jogos e cinco golos pelo Barcelona, números que ajudam a contar a história, mas não a explicam por completo. Kika é influência constante: na forma como ocupa espaços, como liga setores, como pensa o jogo antes das outras. Hoje, Kika Nazareth é muito mais do que uma internacional portuguesa a jogar no estrangeiro. É um símbolo do futebol feminino nacional, dentro e fora de Portugal. Um exemplo de como se cresce sem perder identidade, de como se vence mesmo quando não se joga, de como o impacto vai muito além do marcador. Num futebol cada vez mais obcecado por estatísticas, Kika continua a provar que há vitórias que não cabem em números. E é por isso que tantos querem ser como ela.

Márcia Carvalho: a gigante do basket português
26 janeiro

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Márcia Carvalho: a gigante do basket português

Márcia Carvalho construiu uma carreira marcada pela persistência, versatilidade e a rara capacidade de se reinventar em mais de uma década ao mais alto nível do basquetebol feminino português e internacional. Nascida a 26 de setembro de 1992, a luso-angolana é exemplo de longevidade competitiva, ao viver diferentes contextos, países e ligas. Sempre com impacto dentro e fora do campo. Márcia iniciou o seu percurso no Sport Algés Dafundo, ainda muito jovem, numa fase em que conciliava jogos na equipa sénior com a formação. Rapidamente despertou a atenção no panorama nacional, passando pelo MCEL-Algés e pelo Montijo Banda Basket, onde começou a ganhar maior protagonismo e minutos consistentes na Liga Feminina. A época 2012/13 marcou um primeiro salto qualitativo, com estatuto de titular e números sólidos que evidenciavam a sua evolução como jogadora exterior completa. Márcia Carvalho: a gigante do basket português. Afirmação na Liga Feminina Seguiram-se passagens pelo Sporting Clube de Portugal e pelo Clube Desportivo Torres Novas, clubes onde consolidou o seu perfil competitivo, combinando intensidade defensiva, leitura de jogo e capacidade de decisão. A época 2017/18, novamente ao serviço do Sport Algés Dafundo, foi um ponto alto da sua carreira: médias de dois dígitos em pontos, forte presença nos ressaltos para uma jogadora exterior e reconhecimento individual, com distinções como Player of the Week, participação no All-Star Game da Liga Feminina e menções honrosas da Eurobasket.com. Experiência internacional A ambição levou Márcia além-fronteiras. Em 2019/20 viveu uma época de grande aprendizagem, dividida entre a 2.ª Bundesliga alemã e a Liga Feminina 2 espanhola, experiências que lhe permitiram adaptar-se a diferentes estilos de jogo e exigências físicas. A jogar em Espanha, ao serviço do ADBA Avilés, manteve regularidade estatística e destacou-se pela fiabilidade no lançamento exterior e nos lances livres. Em 2023, somou ainda uma experiência na América do Sul, representando os Búcaros de Bucaramanga, na Colômbia, participando na Liga Sudamericana e ampliando o seu currículo internacional. Liderança e títulos De regresso a Portugal, Márcia viveu momentos de sucesso coletivo com o Imortal BC. Onde se sagrou Campeã da Divisão I em 2022, depois de conquistar o título da fase regular da Zona Sul. A sua carreira inclui ainda presenças em meias-finais da Liga Portuguesa, finais da Supertaça e da Taça de Portugal, e, mais recentemente, meias-finais da Liga Sudamericana e dos play-offs nacionais. Presente e legado Após passagens recentes pelo Académico do Funchal / Ferragudo Basquetebol Lagoa e pelo Remax Évora André Resende, Márcia Carvalho regressa em 2025/26 ao Sporting Clube de Portugal. Fechando, então, um ciclo simbólico com um dos clubes mais marcantes do seu percurso. Mais do que números, a carreira de Márcia Carvalho define-se pela resiliência, profissionalismo e amor ao jogo. É uma jogadora que atravessou gerações do basquetebol feminino português, deixando a sua marca em cada balneário por onde passou. E afirmando-se como uma referência de consistência e dedicação no desporto nacional. Ao longo do seu percurso internacional, a carreira de Márcia Carvalho esteve também muito próxima de ganhar uma dimensão africana. Filha de pais angolanos, a jogadora chegou a ser convocada para a Seleção Angolana de Basquetebol Feminino, refletindo o reconhecimento do seu valor além-fronteiras e a ligação afetiva ao país de origem da sua família. No entanto, acabou por não poder disputar o Campeonato Africano de Nações. Por ter sido considerada jogadora naturalizada, num contexto em que Angola já contava com outra atleta naturalizada, Italee Lucas, situação que a regulamentação da FIBA não permite ultrapassar. Apesar de não se ter concretizado a sua presença em competição oficial, este episódio simboliza o alcance internacional da sua carreira e o respeito que granjeou no panorama do basquetebol africano.

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