
O dérbi do Minho joga-se hoje, às 20:30, a contar para a sexta jornada do campeonato. As duas equipas não têm feito um arranque de época ‘às mil maravilhas’, e espera-se uma resposta já este fim-de-semana, de ambos os lados.
Mesmo vindo de um triunfo na casa do Estrela, na semana passada, o Vitória tem ficado um pouco aquém do que se esperava de uma equipa desta craveira, com apenas sete pontos em cinco jornadas. O Braga, por outro lado, também ainda não convenceu. Apesar de ter conseguido a qualificação para a Liga Europa, de forma tranquila, os resultados no campeonato, e o atual sétimo lugar, têm desiludido os adeptos.

Por sua vez, o mercado das duas equipas foi bastante diferente. O Braga fez o maior investimento da sua história, e bateu recordes de transferências, com a aquisição de Mario Dorgeles, por 11 milhões de euros ao Nordsjaelland, da Dinamarca, e Pau Víctor, ex-FC Barcelona, por cerca 12 milhões de euros. Por valores inferiores, chegaram ainda outros jogadores importantes como Fran Navarro, do Porto, Leonardo Lelo, do Casa Pia, Gabriel Moscardo, do PSG, ou Gustaf Lagerbielke, do Celtic. Porém, até agora, o investimento não foi justificado, e o Braga soma já a terceira jornada consecutiva sem vencer, sendo a última, uma derrota em casa com o Gil Vicente.

O mercado do Vitória, foi, no entanto, completamente diferente do adversário. Além do fraco investimento feito em novas contratações, deixaram sair várias peças cruciais na equipa, como o capitão Tomás Händel… por apenas três milhões de euros. Para se ter noção da complexidade da questão, saíram oito dos 16 jogadores, que entraram em campo, no último confronto entre as duas formações na época passada. Alguns a custo zero, como foi o caso do capitão Tiago Silva, e outros tantos que saíram por valores muito baixos.
A equipa da casa, o Vitória, ainda não conseguiu iniciar uma sequência de vitórias. Sempre que ganha, não consegue repetir o feito na jornada seguinte. Os vimaranenses estão no oitavo lugar, com sete pontos, com duas vitórias, um empate e duas derrotas. O saldo de golos está negativo, com seis marcados e oito sofridos. Na última jornada venceram o Estrela da Amadora, na Reboleira, por 2-0.

Imediatamente acima do Vitória na tabela, no sétimo lugar, está o Sporting de Braga, com oito pontos. Carlos Vicens até começou o campeonato com o pé direito, com duas vitórias por 3-0, mas, desde então, não voltou a ganhar. Seguiram-se dois empates consecutivos, a duas bolas, e uma derrota caseira com o Gil Vicente. O único destaque individual vai para o reforço, a custo zero, Leonardo Lelo, que é o líder de assistências no campeonato, com quatro.
As fracas exibições, e os maus resultados, têm causado alguma insegurança nos adeptos em relação à continuidade dos treinadores. O mais contestado é mesmo Carlos Vicens. O treinador do SC Braga chegou com o rótulo de antigo adjunto de Pep Guadiola, facto que ajudou a aumentar as expectativas dos adeptos bracarenses. Os gastos do clube durante o mercado, também fez intensificar a especulação em torno do técnico espanhol.
Já Luís Pinto, pode ganho uma lufada de ar fresco, e até alguma margem no comando dos vimaranenses, depois do triunfo por 2-0 na Reboleira, na semana passada. Porém, o restante historial da época não abona a seu favor, e nada está seguro, especialmente num clube com adeptos tão exigentes como os do Vitória.

Nas últimas dez épocas foram realizaram-se 22 dérbis minhotos em competições oficiais, com, clara, vantagem no confronto para o Braga, com 13 vitórias, contra quatro do Vitória, e cinco empates. A mesma tendência verifica-se nos jogos em Guimarães, onde se vai realizar o jogo de hoje. Em dez jogos no D. Afonso Henriques, na última década, os bracarenses conquistaram seis vitórias, e outros dois empates e duas derrotas.

Na jornada passada da Liga 3, os plantéis secundários das duas equipas também se defrontaram, contudo, não foram além de um empate a zeros. Veremos então se Vitória e Braga conseguem protagonizar um espetáculo mais entusiasmante esta semana, uma vez que a esperança de melhoras, é grande nos dois lados.
Dérbi minhoto: preocupações iguais, investimentos opostos

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