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Dirigente do CS Cascais comenta episódio com influencer argentino: “Não seria igual se fosse outra equipa”

Dirigente do CS Cascais comenta episódio com influencer argentino: “Não seria igual se fosse outra equipa”

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O Clube Sportivo de Cascais vive dias de loucos desde que Valen Scarsini, um ‘influencer’ argentino, transmitiu um jogo do clube da 2.ª Divisão da AF Lisboa nas suas redes sociais. Ação que criou uma enorme onda mediática em torno da equipa. Gonçalo Ramos de Moura, diretor-geral da SAD, falou sobre o episódio ao Craques.

Tudo começou na passada segunda-feira, dia 10, quando o influenciador digital argentino divulgou o emblema de Cascais nas suas redes. Isto, após se deparar com a transmissão do jogo do clube frente ao Algés, no Youtube. Valen Scarsini reparou que havia poucas pessoas a assistirem à partida e pediu, então, aos seus fãs para marcarem presença na emissão do jogo seguinte contra o Tires. A comunidade do argentino atendeu ao pedido e cerca de 12 mil pessoas estiveram ao vivo no canal do CS Cascais a assistir ao encontro. Atualmente, a transmissão encontra-se com mais de 115 mil visualizações e os números nas redes sociais do clube também dispararam drasticamente após este episódio. A página de instagram, por exemplo, passou de cerca de três mil seguidores para… mais de 35 mil. Dirigente do CS Cascais comenta episódio com influencer argentino: “Não seria igual se fosse outra equipa”.

“Uma obra mágica do algoritmo”

Em entrevista ao Craques, o diretor-geral da formação cascalense, Gonçalo Ramos de Moura, diz ter tomado conhecimento do sucedido pela primeira vez na segunda-feira. “Através da equipa de media”, após esta notar um “incremento considerável de seguidores nas redes sociais”. Este seria já, por si só, um acontecimento muito positivo para o clube. Mas para Gonçalo havia ainda muito por potenciar e explorar: “A partir daí o que nós fizemos foi tentar maximizar o seu efeito.”

Segundo o dirigente, esta foi “uma obra mágica do algoritmo”, mas admite também que a acontecer “teria de ser com o Cascais”. E que “não seria igual se fosse outra equipa” a estar na mesma situação. “Estamos há dois anos e meio a fazer streamings dos nossos jogos, a comunicar de uma forma muito frequente e com algum volume”, refere.

Gonçalo destacou, também, a importância de uma “estrutura muito bem definida” que teve “pessoas a trabalhar madrugada fora” durante estes dias. Para que pudessem gerir da melhor forma uma situação como esta. “Acho que é muito importante dar uma palavra de apreço à nossa equipa porque houve muito trabalho na resposta àquela situação, eu acho que foi isso que fez a diferença”, considera.

O objetivo da equipa de media é aproveitar esta onda e fazer crescer o clube fora de campo

Resposta necessária

A notoriedade da equipa no futebol português já aumentou consideravelmente com este episódio. Contudo, embora o CEO do CS Cascais esteja “muito contente com o que foi feito até agora”, realça também que “o trabalho ainda não acabou.”

O mesmo reafirma que é necessário “criar hipóteses” para que este pico de visibilidade “não se esfume daqui a umas semanas”. E que se transforme em oportunidades para o futebol nacional. “O nosso foco é aproveitar esta visibilidade não só para o futuro do CS Cascais, mas também para o futuro de outros clubes que também possam beneficiar com isto”, explica Gonçalo ao Craques.

Os jogadores do CS Cascais aderiram à ideia, através das redes sociais do clube

No entanto, o entrevistado, ainda que se mostre muito satisfeito e grato por esta onda mediática, reconhece que o público atraído por Valen “não é aquele que fará mais sentido para o projeto”. E indicou algumas razões: “Claro que isto foi bom para o clube, mas também percebemos que esta não é a nossa audiência, até porque está fora do espaço europeu. Por isso, não tem uma grande capacidade de compra.”

Gonçalo explica que a estratégia futura basear-se-á então na “análise de dados” de forma a poder entender “certas tendências futuras”, e assim continuar a atrair novo público.

Objetivos desportivos

Mediatismos à parte, o objetivo principal para o dia do jogo com o Tires era outro: “conquistar os três pontos”. Esse foi um pedido expresso do dirigente à equipa: “Eu deixei-lhes bem claro que o mais importante era ganhar o jogo, porque, senão, nada disto fazia sentido.”

O clube é líder isolado da 2.ª Divisão da AF Lisboa e ambiciona estar no top-10 de clubes lisboetas até 2030

A equipa respeitou o pedido, e o CS Cascais acabou mesmo por vencer, então, o Tires por 2-1. Um resultado que ajudou a consolidar a liderança da Série 2 na 2.ª Divisão da AF Lisboa. Este triunfo foi também importante para manter a distância de três pontos para o segundo colocado, o Algés. Além disso, foi também mais um passo importante na luta pela subida à Divisão de Honra, “um objetivo assumido” desde cedo esta época.

Ainda que sem tirar os pés do presente, e sem destoar daquilo que são as metas para esta temporada, o diretor-geral do Cascais já antevê o futuro. “Até 2030, nós queremos colocar o CS Cascais no top-10 dos clubes da área metropolitana de Lisboa. É claramente o nosso objetivo”, finaliza.

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