
Os 15 diamantes que guiaram o Sporting ao recorde
O Sporting de Rúben Amorim, João Pereira e Rui Borges quebrou um jejum de 71 anos, ao sagrar-se bicampeão. E fê-lo, batendo um recorde num capítulo onde os leões costumam sobressair naturalmente: a formação. Conhecido por ser um dos maiores clubes formadores do Mundo, o Sporting fez, então, o inédito. Chegou ao título de campeão utilizando 15 jogadores oriundos da formação, considerando então os jovens que cumpriram, pelo menos um ano, nos escalões de infantis, iniciados, juvenis e juniores. E o Craques dá-lhe a conhecer os 15 diamantes que guiaram o Sporting ao recorde.
Esta situação também se deveu a alguns contextos inusitados com que a equipa verde-e-branca teve de lidar durante a época. Nomeadamente, a razia de lesões que afetou especialmente o meio-campo, ainda que tenha atingido todos os setores do terreno.
A onda de lesões começou pouco depois da entrada de João Pereira, treinador que rendeu Ruben Amorim no final de novembro. Mas acentuou-se, então, após a chegada de Rui Borges. E o técnico mirandelense não teve pejo em apostar nos meninos da formação, tendo até ficado privado de dois deles para o que restava da época – João Simões e Daniel Bragança.
Sem um trabalho de excelência na formação, certamente que o Sporting seria obrigado a mexer mais no mercado de janeiro. Não o fez, mas com um propósito pensado. Por esse motivo, abriu espaço ao aparecimento de vários jovens talentos que ajudaram a equipa nos momentos mais difíceis.
Os 15 diamantes utilizados na caminhada rumo ao título foram os seguintes: Quenda, Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma, Daniel Bragança, João Simões, Ricardo Esgaio, Eduardo Felicíssimo, Mateus Fernandes, Alexandre Brito, Henrique Arreiol, Dário Essugo, José Silva, Mauro Couto, Rodrigo Ribeiro e, por fim, Afonso Moreira. Todos eles deram o seu contributo para o bicampeonato do leão.
Poderiam ser, até, 16, mas o defesa David Moreira, lançado no prolongamento da final da Taça de Portugal por Rui Borges, não alinhou na Liga Portugal.

O anterior recorde pertencia ao FC Porto que, curiosamente, o havia estabelecido numa época em que também se sagrou, então, bicampeão. Em 1995/96, o técnico António Oliveira utilizou, então, 14 jogadores oriundos da formação azul-e-branca. Eram eles: Vítor Baía, Vítor Nóvoa, Secretário, Jorge Costa, Rui Jorge, João Pinto, Folha, Rui Barros, Bino, Bandeirinha, Jorge Couto, Semedo, Jorge Silva e Domingos Paciência.
Ainda que, na história do campeonato português, nenhum clube tenha sido campeão só com jogadores oriundos da formação, o Sporting estabeleceu, então, um novo recorde de jovens diamantes utilizados na conquista do título nacional.
Muitos poderiam pensar que, a nível europeu e mundial, o recorde da utilização de jogadores oriundos da formação num título de campeão interno e, até, europeu seria do Ajax. Mas não. O recorde pertence ao ‘eterno’ Celtic de Jock Stein que, em 1966/67, ganhou a Liga escocesa e a antiga Taça dos Clubes Campeões Europeus em… Lisboa. Mais precisamente no Jamor, diante do Inter Milão.

Todos os 26 jogadores do plantel desse Celtic foram formados nas camadas jovens do clube ou nasceram em Glasgow. Aliás, o 11 titular na final do Jamor e os respetivos suplentes ‘saíram’ da formação do Celtic. Então conhecidos como os “Lisbon Lions”, ficaram na história por mais do que uma razão.

Aos 20 anos, Mauro Couto começa, assim, a afirmar-se como um dos extremos emergentes da formação do Sporting. Canhoto, veloz e com impacto direto no último terço, o jovem dá passos consistentes num percurso que o coloca, naturalmente, na órbita dos 'Craques do Amanhã'. Mesmo sendo uma das peças preponderantes na equipa B, não se [...]

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