
Vasco Gonçalves – o ‘líder goleador’ do projeto revolucionário do Alqueidão da Serra
Conversámos com Vasco Gonçalves, o goleador-mor da 1ª Distrital da AF Leiria a 25 de novembro e não foi por acaso. O Processo Revolucionário em Curso (PREC) que decorreu entre 25 de abril de 1974 e 25 de novembro de 1975 também teve como figura central um Vasco Gonçalves. Na altura, o general chegou mesmo a primeiro-ministro. Mas 50 anos depois, na AF Leiria, Vasco Gonçalves quer mesmo é bater o recorde de golos numa época. Vasco Gonçalves – o ‘líder goleador’ do projeto revolucionário do Alqueidão da Serra.
Aos 29 anos, o matador de Alqueidão da Serra conhece a história. “Ouvi isso a minha vida inteira. Hoje-em-dia fala-se mais do 25 de novembro do que quando eu era novo. Mas há alguns anos, percebi quem foi o Vasco Gonçalves, sobre quem ouvia falar em miúdo”, reconhece. Ainda assim, o goleador da AF Leiria vê no plantel do Alqueidão outros nomes mais bem posicionados para liderar.
“Temos três capitães que são o exemplo perfeito disso. O David Marques, central que tem feito toda a trajetória no clube. O Kiko Bento e também o Petita. Sabem como comandar o grupo. Eu posso dar a minha ajuda, mas gosto mesmo é de marcar golos”, atirou.
A cumprir a 6ª época no Alqueidão da Serra, Vasco Gonçalves soma 13 golos em 9 jogos na Divisão Lizsport e, no total, já leva 77 com a camisola do clube. Mas o melhor marcador da história do Alqueidão quer mais. E deixa mesmo uma promessa ao Craques. “Vou chegar aos 100 golos esta época. Pode escrever”, disse, de primeira. E acrescentou: “Faltam 23 golos para lá chegar e eu tinha estabelecido a marca de 40 golos a atingir esta época. Como ainda me faltam 27… é só fazer as contas.”

A manter o ritmo desta e das épocas anteriores, Vasco Gonçalves atingirá certamente os dois objetivos. Nas últimas 4 épocas, fez sempre um mínimo de 29 golos no campeonato. “Estive duas épocas no Guiense e fizemos 5º e 4º lugar. Ficou a sensação de que dava para algo mais a nível coletivo. Na altura, assinei pelo clube porque o presidente me fez uma proposta muito boa. O mister Filipe Faria, que me tinha levado para o Alqueidão, ainda me convidou a ir para a Nazaré, mas a oferta do Guiense era irrecusável”, explica.
Ao todo, foram 66 golos em 61 jogos pelo Guiense. Mas, dois anos volvidos, deu-se, então, o regresso ao Alqueidão da Serra: “O treinador que entrou a meio da segunda época no Guiense não fez questão que eu continuasse. E aceitei voltar, até porque o Alqueidão reforçou-se muito bem. Esta divisão é muito competitiva. Agora há mais equipas a querer subir do que antigamente. O nosso objetivo passa por ficar nos cinco primeiros. Na reta final da época, logo se vê onde estamos…”
A finalizar a conversa, Vasco Gonçalves deixa, então, elogios ao treinador que encontrou no Alqueidão da Serra. “O mister Rui Rodrigues tem enorme experiência, foi adjunto de clubes na 1ª e 2ª Ligas e treinou na Malásia. Ou seja, podia ser do estilo ‘eu é que sei, vocês têm é de jogar’. E não é assim. Ele nunca tinha estado nesta realidade e é muito aberto a receber indicações nossas”, conta.

E deu um exemplo claro. “No último fim-de-semana, contra o Leiria e Marrazes, ao intervalo, após a palestra do mister, ele perguntou se tínhamos algo a dizer. Explicámos que estávamos a sentir dificuldades e dissemos-lhe se podíamos mudar, ele aceitou e ajustámo-nos. Resultado, ganhámos o jogo”, explica.
E o avançado reconhece, então, que é muito difícil de encontrar um técnico com esta humildade. “É um treinador muito versátil. Estou a gostar muito de trabalhar com ele”, reconhece. O Alqueidão é vice-líder e, no próximo domingo, joga com o líder Nazarenos. Adversário que merece todo o respeito a Vasco Gonçalves. “Sabemos que o Nazarenos é muito forte. Eles têm um grande plantel e o Ricky Duarte. Um avançado de 2ª Liga, fácil. É o melhor avançado da AF Leiria há vários anos. ‘Rebenta’ com dois, três defesas sozinho. Mas vamos lá para tentar ganhar”, avisa.

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