
Craques|
Sou natural de Faro, onde iniciei o meu percurso desportivo no futsal aos 16 anos, integrando diretamente uma equipa sénior na cidade de Faro – C.D. “Os Bonjoanenses” -, sem ter passado pela formação. Foi um início muito desafiante, sobretudo porque fiz a transição do futebol para o futsal, sendo uma mudança exigente a nível desportivo, mas acabou por se revelar determinante na minha evolução como pessoa e como jogador. Mais tarde, vim para Lisboa para prosseguir os meus estudos e entrei na Universidade Lusófona no curso de Psicologia, o que também me abriu novas oportunidades no “mundo” do futsal.
O meu primeiro clube em Lisboa foi o Club Desporto Jardim da Amoreira, uma instituição que me acolheu de forma excecional. Encontrei ali pessoas verdadeiramente apaixonadas pelo projeto, com destaque para o ‘Mister’ João Marçal, cuja dedicação e profissionalismo foram uma inspiração. Esse ambiente ajudou-me a consolidar a minha ligação com o futsal e fez-me crescer dentro e fora do campo, maioritariamente a perceber o que é realmente o futsal. Mais tarde, ingressei na equipa de futsal da universidade, conciliando as duas equipas durante o decorrer da temporada.

O desporto universitário é uma vertente extremamente positiva e bem estruturada em Portugal, abrangendo várias modalidades e diversos atletas/estudantes. Tive contacto com o futsal universitário através da minha universidade, e desde então tenho estado muito envolvido, não só como jogador, mas também como alguém que valoriza o papel do desporto na formação pessoal e académica. O futsal universitário permite equilibrar a competitividade com o espírito académico, algo que considero essencial para o bem-estar emocional.
De acordo com os regulamentos do desporto universitário, qualquer aluno pode participar até um ano após o término da sua inscrição na universidade. No nosso caso, a equipa é composta maioritariamente por atuais estudantes, embora alguns atletas tenham terminado recentemente o curso e, por isso, já não possam participar.

Atualmente, a nossa equipa não irá participar nesta edição da primeira divisão do campeonato universitário de Lisboa. Habitualmente, o campeonato é composto por dez equipas, sendo que as quatro melhores classificadas disputam a Final Four nas fases finais. Por um lado, as duas equipas piores classificadas descem de divisão para a segunda. Por outro lado, as duas equipas que vão disputar a final garantem a qualificação para o campeonato nacional universitário, uma competição de grande prestígio a nível académico.
Sim, foi a primeira vez que conquistei o prémio de melhor jogador do ano de futsal em Lisboa, e posso dizer que é um reconhecimento que me deixou extremamente feliz e orgulhoso. É sempre gratificante ver o nosso trabalho, dedicação e esforço serem valorizados, sobretudo quando sabemos o quanto difícil é conciliar a vida académica, o desporto universitário e o clube fora da universidade. Este prémio representa muito mais do que uma distinção individual, é o reflexo de todo o caminho percorrido, das dificuldades superadas e do apoio das pessoas que me acompanharam ao longo desta jornada.

Em termos coletivos, o percurso da equipa da AAULHT (Associação Académica da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias) tem sido superior em termos de sucesso. Criámos a equipa há 4 anos, e, desde então, temos conquistado títulos de forma consecutiva: uma vez campeões da segunda divisão; três vezes campeões da primeira divisão.
Desta forma, garantimos, também, a qualificação para os nacionais universitários de futsal ficando em 5.º lugar, 3.º lugar e, este ano, conquistámos o tão desejado título de campeões nacionais universitários. Este sucesso constante é fruto de um grupo muito unido, dedicado e com um enorme espírito competitivo. Por isso mesmo, este prémio individual é, para mim, também um agradecimento a todo o trabalho coletivo de toda a equipa.

Sim, atualmente represento o C.R. Sobredense, um clube que considero uma verdadeira casa. Desde que cheguei, há quatro anos, fui recebido de forma extraordinária, por pessoas genuínas, com uma grande paixão pelo futsal e com um enorme sentimento de união e companheirismo. O ambiente que se vive neste clube tem sido fundamental no meu crescimento, não só como jogador, mas também como pessoa. É um clube onde me sinto valorizado, respeitado e motivado para continuar a evoluir todos os dias.
Neste momento, estou a tirar um mestrado na mesma universidade, em Neuropsicologia Aplicada, e conciliar as aulas e o futsal não é, de forma alguma, fácil. Requer muita organização, disciplina e força de vontade. Há dias longos, com treinos e jogos em horários nem sempre agradáveis, além da exigência académica. No entanto, quando se faz algo com paixão, tudo se torna mais leve. O futsal é, para mim, muito mais que uma modalidade, é um estilo de vida e uma fonte constante de pura motivação e equilíbrio.
Aprendi a gerir o meu tempo, a lidar com o cansaço e manter o foco nos meus objetivos. Acredito que esta capacidade de equilíbrio é uma das maiores lições que o desporto me deu. No final do dia, o sentimento de realização ao ver o esforço recompensado, tanto dentro do campo tanto na universidade, faz tudo valer a pena.

Enquanto me for possível, quero continuar ligado ao futsal universitário e, na verdade, ao desporto em geral, para o resto da minha vida. O futsal é algo que me completa, que me faz verdadeiramente feliz e que está profundamente ligado à pessoa que sou. Ao longo dos anos, percebi que o desporto não é apenas competição. É, também, um espaço de partilha, superação e crescimento pessoal. Estar envolvido neste meio faz-me sentir realizado e motivado a continuar a contribuir, de diferentes formas, para o seu desenvolvimento.
Neste momento, ainda não está totalmente decidido se a AAULHT irá competir esta época na segunda divisão do campeonato universitário de Lisboa, mas independentemente disso, mantenho-me ativo e ligado ao futsal universitário. Atualmente, desempenho funções como treinador-adjunto da equipa do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), que está a competir na primeira divisão do campeonato universitário. Esta experiência tem sido muito enriquecedora, pois permite-me viver o futsal de uma perspetiva diferente, podendo aplicar e transmitir tudo aquilo que aprendi ao longo do meu percurso como jogador. Sinto que o futsal vai acompanhar-me sempre, quer dentro de campo, quer for dele, seja como jogador, treinador ou simplesmente alguém que quer continuar a promover esta modalidade. Porque, no fundo, é isto que me move: estar ligado ao desporto, aprender, ensinar e continuar a crescer através dele.
Sem dúvida. É fundamental que haja um reforço e valorização do desporto universitário. Este ambiente permite aos estudantes desenvolver determinadas competências (trabalho de equipa, responsabilidade, espírito competitivo) enquanto continuam a sua formação académica. Quanto mais atletas se envolverem, mais forte será o futsal universitário, e, consequentemente, o desporto nacional em geral.
Acima de tudo, quero continuar a desfrutar do que faço e a crescer através do futsal. Este desporto deu-me grandes momentos, amizades e aprendizagens que levo comigo para a vida toda. Enquanto tiver paixão e motivação, vou continuar sempre a dar o meu melhor dentro e fora de campo. Acredito que, com dedicação e espírito de equipa, podemos inspirar mais jovens a envolverem-se e a descobrir o quanto o desporto pode transformar vidas. Quero agradecer a todos os que têm feito parte do meu percurso desde o início, família, amigos, treinadores e colegas que acreditaram em mim.
Cada etapa tem sido uma aprendizagem e, sinceramente, sinto que o mais importante ainda está por vir. Por último, agradecer a oportunidade desta entrevista e pelo interesse em conhecer um pouco mais do meu percurso. Obrigado pelo convite e desejo ao Craques.pt todo o sucesso do mundo.
Pedro Viegas foi eleito melhor jogador do ano de futsal universitário de Lisboa

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