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Explosão final em Amarante mantém equipa no topo da corrida à Liga 2

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Explosão final em Amarante mantém equipa no topo da corrida à Liga 2

Tiago CamposTiago Campos|

Equipa amarantina reforça aspirações de subida à Liga 2 com empate frente ao Belenenses

Há empates que sabem a vitória. Em Amarante, num jogo marcado por condições difíceis, um enorme misto de emoções e um final absolutamente eletrizante, o Amarante FC resgatou um ponto frente ao CF Os Belenenses (2-2), que pode valer muito mais do que isso na luta pela subida à Liga 2.

A partida começou condicionada por uma forte intempérie, que dificultou a circulação de bola e tornou o jogo mais físico e dividido. Ainda assim, foi o Belenenses a criar as primeiras situações de perigo, com Bruninho a acertar na barra logo aos 10 minutos, num aviso claro das intenções da equipa do Restelo.

A equipa visitante foi crescendo com o passar dos minutos, aproveitando melhor as condições do relvado e aproximando-se com frequência da baliza de Martim Duarte. O golo acabou por surgir já em tempo de compensação da primeira parte, com Afonso Afonso a corresponder de cabeça a um livre lateral bem batido por Miguel Bandarra.

Mas a resposta do Amarante foi imediata, e crucial. Ainda antes do intervalo, Tiago Ventura aproveitou um erro defensivo da defesa da equipa do Restelo e, isolado, rematou para uma primeira intervenção de Guilherme Oliveira, mas que viu a bola a ressaltar em Evandro Barros, que restabeleceu a igualdade num momento muito infeliz para a equipa visitante.

Na segunda parte, o Amarante entrou mais afirmativo, tentando assumir o controlo do jogo e pressionar mais alto. No entanto, foi o Belenenses a voltar a adiantar-se no marcador, já depois de um lance polémico na área amarantina que resultou numa grande penalidade. Bruninho, chamado à conversão, não falhou.

O cenário complicou-se ainda mais para a equipa da casa, que na sequência desse lance, ficou reduzida a dez unidades por expulsão do Feliciano,  e teve de lutar contra a desvantagem numérica e no marcador. Ainda assim, nunca deixou de acreditar, sendo que esta equipa faz da sua alma e do espírito de grupo uma das suas maiores forças.

Com o jogo a aproximar-se do fim, o Amarante carregou com tudo o que tinha, já mais com o coração do que com a cabeça. E foi já no último suspiro que o momento aconteceu. Saint-Louis apareceu no sítio certo, no momento certo, a responder a um cruzamento de Moisés Conceição e a fazer o 2-2 que fez explodir o Estádio Municipal de Amarante.

No lance seguinte, o ponta-de-lança Arome quase conseguia a cambalhota no marcador, mas Guilherme Oliveira impediu que o estádio da equipa amarantina vivesse um momento de ainda maior euforia. Aquele golo poderia ter representado que os comandados de Alex Costa ficassem a apenas um ponto da desejada subida à Liga 2.

Um golo que vale um ponto.  Mas que, na prática, pode valer muito mais. O Amarante mantém assim uma vantagem de cinco pontos sobre o Belenenses e fica ainda mais próximo de um feito histórico: a subida à Liga 2.

Para o Belenenses, o resultado representa um duro golpe nas aspirações de promoção, numa fase em que já não há margem para deslizes. São dois pontos de distância para a Académica (que tem um calendário relativamente simples até ao fim do campeonato) e cinco para o Amarante, que precisa apenas de quatro pontos para garantir a promoção à Liga 2.

Em Amarante, vive-se um momento especial. E este empate pode muito bem ter sido mais um passo decisivo rumo ao sonho.

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