De três em três, Portugal volta a sorrir — e já não é coincidência, é hábito. Na noite de terça-feira, dia 14 de abril, em Riga, na Letónia, as Navegadoras mostraram como se navega em mar aberto, com rumo certo , vencendo por 0-3 numa exibição que teve tanto de eficácia como de identidade coletiva.
E como em toda a boa viagem, há sempre quem segure o leme. Desta vez, foi Kika Nazareth quem assumiu esse papel, guiando a equipa com classe, visão e talento. Foi dela o gesto que desbloqueou o nulo — um livre direto de execução irrepreensível que deu início a uma odisseia à portuguesa. A partir daí, Portugal soltou-se. O coletivo cresceu, circulou com critério e impôs o seu ritmo. O segundo golo surgiu com naturalidade, com Tatiana Pinto a aparecer no momento certo para finalizar uma jogada que espelhou na perfeição a dinâmica ofensiva da equipa.
Na segunda parte, longe de abrandar, as Navegadoras reforçaram a sua superioridade.
E voltou a ser Kika Nazareth a fechar as contas, com mais um momento de classe — um remate potente e colocado que ainda beijou a trave antes de entrar, sublinhado o brilho da sua exibição, mais uma.
Houve ainda espaço para olhar o futuro:
A estreia de Daniela Areia Santos foi mais do que um apontamento – foi a confirmação de uma equipa que não vive apenas do presente, mas que constrói o futuro.
Foto FPF
Três jogos, três vitórias. Nove pontos, nove golos marcados e nenhum sofrido. Mais do que números, a afirmação de uma equipa segura, confiante e cada vez mais dona de si.