
Fonte: FPA
O grupo atribuído a Portugal apresenta-se como acessível para a progressão ao Main Round. No entanto, a inclusão de um dos países anfitriões, a Dinamarca, poderá resultar numa fase subsequente iniciada sem pontos acumulados. Nesse contexto, é fundamental que a equipa esteja preparada para enfrentar os desafios com determinação, apesar da concentração de adversários mais competitivos nesta fase do torneio. Em competições de elevado nível, um golo ou um ponto pode ser decisivo, diferenciando um resultado final de excelência de outro que possa não corresponder às expectativas.
A conquista deste nível de autoexigência e reconhecimento externo é fruto de um processo contínuo de desenvolvimento. O sucesso atual é resultado do talento e empenho de diversos treinadores, do investimento da federação nas seleções nacionais e dos clubes nas competições internacionais, bem como de uma profunda transformação na mentalidade dos jogadores. Este conjunto de fatores tem contribuído para o crescimento e a consolidação do andebol português no panorama internacional.
Observe-se o exemplo dos três principais clubes portugueses a competir na Europa, que se qualificaram para as fases subsequentes da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Este percurso iniciou-se há alguns anos, com a ambição do FC Porto em participar na “inacessível” Liga dos Campeões, exemplo seguido pelo Sporting CP e pelo SL Benfica, culminando na recente vitória dos encarnados na Liga Europa. De salientar ainda a ambição do Sporting em alcançar a ‘Final Four’ da principal competição europeia de clubes, outro projeto considerado “inacessível”.
Com isto, uma parte crucial da evolução, da melhoria e do aumento da competitividade é cumprida. Adicionalmente, para além dos jogadores que atuam nos nossos clubes mais competitivos a nível internacional, outros encontram-se no estrangeiro, acumulando títulos e experiências. Como é o caso de Luis Frade no Barcelona (Espanha), Miguel Martins no Dínamo de Bucareste (Roménia), João Gomes no Gummersbach (Alemanha) ou Gilberto Duarte no AEK (Grécia), entre muitos outros.
Não podemos esquecer os jogadores mais jovens, que têm alcançado resultados de mérito com as suas seleções nacionais. Onde adquirem experiência em níveis elevados de competição e, simultaneamente, conquistam espaço e tempo de jogo na principal liga nacional. Num contexto de maior diversidade competitiva, proporcionando-lhes, então, condições mais precoces para serem úteis e terem rendimento.
Tal como noutros desportos, diversos jogadores portugueses têm optado por emigrar, já que, por diversos motivos, não se destacavam anteriormente. Esta mudança tem-lhes permitido alcançar níveis de desempenho que não pareciam possíveis em Portugal, justificando assim a sua inclusão entre os melhores jogadores.
Em suma, a Europa representa um ambiente propício ao desenvolvimento do andebol português. A sua natureza desafiante tem contribuído significativamente para o crescimento e aprimoramento de clubes, treinadores e jogadores, posicionando-os para um desempenho de alta performance entre os melhores. Mais uma vez, o andebol e o desporto português demonstram a sua capacidade de se posicionarem num ranking que muitas outras empresas consideram difícil de alcançar. No entanto, este é um tema que merece ser abordado em maior detalhe noutro contexto. Boa sorte, Portugal, em mais um Europeu!

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