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Adepto do Arouca foi sozinho aos Açores: "Quase chorei"

Adepto do Arouca foi sozinho aos Açores: “Quase chorei”

Eduardo Pedrosa CostaEduardo Pedrosa Costa|

Francisco Esteves foi o único adepto do Arouca nos Açores e contou ao Craques.pt que teve de se conter para não se emocionar com os abraços dos jogadores.

No último domingo o futebol português viu um momento bonito. Francisco Esteves foi o único adepto do Arouca presente nos Açores para o encontro frente ao Santa Clara. No final do jogo, os jogadores foram cumprimentá-lo, num momento em que, ao Craques.pt, confessa que teve de se conter para não se emocionar.

Como foi este momento nos Açores?

Decidi sexta-feira ir ao jogo no domingo. Não estava a encontrar voos baratos mas com a ajuda dos meus pais consegui ir. Fui para o Porto à meia noite e cheguei a Lisboa às quatro da manhã para apanhar o voo para os Açores.

Fui sozinho.

Como te sentiste quando os jogadores foram à tua beira?

Inicialmente pensei que eles só iam lá bater palmas e agradecer, o habitual, o que para mim já significa muito. Mas terem vindo à minha beira. cumprimentaram-me… quase chorei, tive de me conter para não chorar. Foi um momento incrível.

Costumas ir ver os jogos todos? É habitual estares sozinho nos jogos fora?

Nos jogos fora, equipados à Arouca e para apoiar mesmo, costumo ir eu e mais dois colegas. Não vamos para lá tentar conseguir uma camisola para depois vender no OLX. Não tenho nenhum problema com isso, mas nós vamos para apoiar.

Eu vivo em Gaia, apesar de ser natural de Arouca, por isso todos os jogos eu tenho de fazer uma viagem de autocarro de uma hora, de duas em duas semanas não é fácil mas gosto e já me habituei. Gosto de ir apoiar os jogadores, sobretudo esta equipa técnica, que são simpáticos, perguntam sempre como correu a viagem, se eu estou bem.

Como surgiu esta paixão pelo Arouca?

Surgiu quando o Arouca subiu pela primeira vez à Primeira Liga. Só se falava disso na cidade. Comecei a ir aos jogos em casa, depois fora, e uma pessoa começa a gostar cada vez mais e a sentir que é uma parte importante porque todos os clubes precisam de adeptos.

Esta direção também começou a notar em mim e isso dá sempre mais vontade e compensa o esforço de, às vezes, estar horas ao frio à espera só para ter dois minutos e desejar boa sorte aos jogadores. Eles merecem porque se esforçam.

Já viajaste no autocarro da equipa…

Sim, foi em Faro, na época passada. Tinha autocarro para regressar ao Norte à meia noite, mas como o jogo acabou cedo esperei pelos jogadores para dar os parabéns pela vitória.

Entretanto um diretor perguntou-me como eu ia para casa e disse-me que eu ia de autocarro, sim, mas com a equipa. Nunca tinha visto nada assim e os jogadores foram todos muito simpáticos, nunca vou esquecer essa viagem, deixou-me bastante feliz.

O que ainda gostavas de viver enquanto adepto do Arouca?

Gostava de, com esta equipa técnica, este plantel e esta direção, ir ao Jamor. Viver o momento do Jamor [final da Taça de Portugal] seria um sonho e acho que um dia ainda será possível.

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