Boavista encerra atividade após falhar pagamento aos credores
Craques PT|
O Boavista Futebol Clube encerrou oficialmente a sua atividade, naquela que é uma das páginas mais tristes da história do futebol português. A decisão surge após o clube não ter conseguido cumprir o pagamento acordado com os credores, levando a administradora de insolvência a executar a deliberação aprovada na assembleia de credores.
Segundo a administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros, o Boavista falhou o depósito da verba necessária para suportar as despesas correntes do clube referentes ao mês de junho, bem como o défice das modalidades. Perante a ausência de qualquer perspetiva de regularização, foi determinado o encerramento de todas as atividades desenvolvidas no Estádio do Bessa e restantes instalações.
A medida abrange todas as modalidades do clube, colocando um ponto final na atividade desportiva da histórica instituição axadrezada.
O Boavista, campeão nacional em 2000/01 e um dos clubes mais emblemáticos do futebol português, vivia há vários anos uma profunda crise financeira. Apesar de, em dezembro de 2025, ter sido alcançado um acordo que permitiu evitar o encerramento imediato, o incumprimento dos pagamentos acabou por tornar inevitável este desfecho.
Foto: Boavista fc
O encerramento da atividade representa um duro golpe para o desporto nacional e marca o fim de um ciclo de mais de um século de história. O Boavista deixa um legado ímpar no futebol português, com um título de campeão nacional, várias Taças de Portugal, presenças marcantes nas competições europeias e gerações de atletas formados no Bessa que ajudaram a escrever algumas das páginas mais importantes.
“Resta-nos agradecer a todos os diretores, adjuntos e treinadores pela sua grandiosa dedicação, quase sem limites, e pelos excelentes atletas que formaram e tanto engrandeceram o já prestigiado nome do Boavista. Por fim, e como não poderia deixar de ser, um grande aplauso para os atletas que dignificaram esta instituição centenária por esse mundo fora”, salientou a administradora de insolvência, informando que as chaves das instalações, livres de pessoas e bens, têm de ser entregues até 31 de julho.