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Belenenses-Paços de Ferreira aos olhos de Gaspar

Belenenses-Paços de Ferreira aos olhos de Gaspar

Belenenses-Paços de Ferreira aos olhos de Gaspar

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O Belenenses e o Paços de Ferreira vão terminar a temporada a jogar o playoff da Liga Portugal 2. O histórico lisboeta deu um pulo de qualidade na fase final da Liga 3 e espreita um regresso à Liga 2, de onde o Paços tudo fará para não sair. O antigo defesa-central das duas equipas é hoje comentador desportivo e prevê um playoff discutido.

A época 2024/25 termina com dois duelos entre históricos com vários anos de Primeira Liga. Belenenses e Paços de Ferreira iniciam hoje um dos playoffs mais atrativos dos últimos anos e se o primeiro vai procurar um regresso à Liga 2, o segundo tentará evitar uma incómoda descida à Liga 3. Em exclusivo ao Craques.pt, Gaspar, antigo defesa-central de ambas as equipas, afirma que é um duelo de “duas equipas que deviam estar na Primeira Divisão”, que vivem agora “um momento complicado da sua história”. Mostramos-lhe, então, o Belenenses-Paços de Ferreira aos olhos de Gaspar.

O primeiro duelo está agendado para amanhã, no Restelo (19h00), onde o Belenenses ainda não perdeu qualquer jogo esta época a nível de campeonato. Já o Paços de Ferreira interrompeu, então, em Viseu, uma série de seis derrotas consecutivas e 10 nos 12 jogos anteriores.

Vertente psicológica

“Pela história, o jogo cai para o Paços, mas estamos a falar do quarto maior de Portugal (Belenenses)”. Foi desta forma que Gaspar começou a sua análise àquele que foi considerado “o melhor play-off de sempre” pelos dois clubes nas redes sociais. O agora comentador desportivo do canal V+ (Grupo TVI) entende, então, que “a experiência individual vai pesar mais do que o coletivo.”

Rui Fonte soma 7 golos em 33 partidas em 2024/25

Ainda assim, Gaspar deixa um aviso. “Na minha visão, o favorito é o Paços de Ferreira. Ainda assim, a parte psicológica pode ser determinante. O Paços começou a época com um orçamento e um plantel para subir de divisão e termina a época num playoff para não descer. É impensável. Foram muitos jogos, com muitas frustrações. Mas há dois jogos para salvarem o pescoço”, realça Gaspar.

Rodrigo Pereira leva 12 golos em 35 jogos esta época

Para o antigo central, a força anímica do Belenenses, que chega revigorado ao playoff, pode ter, então, um papel decisivo. “O Paços tem maior dose de favoritismo mas chega a este playoff carregado de momentos negativos. Já o Belenenses tem uma equipa modesta mas vem de uma campanha tranquila, degrau a degrau. Chegar a estes dois jogos numa onda de vitórias é muito diferente”, afirma, tirando, então, a pressão aos azuis do Restelo.

A história diz-nos que o Paços de Ferreira tem um registo positivo frente à equipa do Restelo. No total, são 14 vitórias para a equipa da Capital do Móvel e 8 para o Belenenses, havendo, ainda, 17 empates. A última vitória do Paços de Ferreira neste frente-a-frente foi alcançada em 2024. Já o Belenenses não bate os pacenses desde 2008.

Memórias alegres dos dois clubes

Gaspar jogou nas duas equipas ainda neste século. Representou, então, o clube da Capital do Móvel em 2000/01 enquanto no Restelo fez parte do plantel em 2005/06 e 2006/07. E histórias não faltam para contar.

No Paços, Carneiro tinha marido e muitos filhos

“Numa disputa de bola entre o Pedro Correia e Carlos Carneiro, o Carneiro perdeu os sentidos. Quando os recuperou, a equipa começou a dizer que ele era outra pessoa, que tinha outra vida, que era tudo completamente diferente. Dissemos-lhe que ele tinha um marido e muitos filhos e ele ficou atónito. Perguntava se não se chamava Carlos Carneiro e nós dizíamos que tinha outro nome. Mas a cara dele de confusão era impagável. Depois do momento mais sério, começámos  a gozar com ele.”

No Belenenses, Jesus comparou-o a… Ronaldo

“Com Jorge Jesus houve muitas histórias, muitas já foram reveladas pelo Cândido Costa. Destaco uma que foi num jogo frente ao Mafra na pré-época. Tinha falado com o mister sobre a pouca utilização que vinha tendo e queria saber se seguia a minha vida noutro clube ou se ia jogar ali. O treinador percebeu e nesse mesmo jogo fui convocado, como já era costume, e fui titular. Ganhámos 1-0, com um golo meu. Um golaço que só os grandes jogadores marcam. Tive muita sorte. No dia seguinte, da maneira que o Jorge Jesus falava de mim fiquei a pensar ‘Sou o Cristiano Ronaldo ou o Gaspar?!’ A forma como ele me elogiava era tão exagerada que nem eu próprio me reconhecia. Fiquei mesmo surpreendido.”

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