
Eduardo Ferreira é sensação na distrital de Braga: “Nunca pensei que fosse correr tão bem”
Num início de temporada ainda insuficiente para se fazer conclusões, o Ases de Santa Eufémia ocupa o primeiro lugar, com treze pontos, os mesmos que o Caçadores das Taipas. Eduardo Ferreira não esconde o ânimo em torno do clube, mas deixa claro: “O nosso objetivo é a permanência, porque acabámos de subir e não vamos entrar em loucuras.” Além disso, revelou ao Craques o seu contentamento desde a sua chegada ao clube, no ano passado. “São pessoas espetaculares, acarinham-me sempre”, afirmou. Mas também pelos resultados e pelos golos marcados, principalmente esta temporada. O registo é notável: seis golos em seis jogos. “Um golo por jogo, chego ao fim e faço 30”, disse ainda, em jeito de brincadeira. Eduardo Ferreira é sensação na distrital de Braga: “Nunca pensei que fosse correr tão bem”.
Muito antes de se transferir para Santa Eufémia de Prazins, o avançado começou a sua aventura futebolística nos sub-10 dos Dragões Sandinenses, também em Guimarães.
Uns anos mais tarde, já em idade juvenil, foi fazer captações ao Moreirense e conseguiu ficar. “Foi uma experiência diferente jogar no campeonato nacional, pela qualidade dos jogadores”, explicou Eduardo Ferreira, em entrevista exclusiva ao Craques.

Para lá disso, ficaram as recordações e… a qualidade. “Acho que consegui tirar um bocadinho daquilo que é a qualidade desse patamar”. Algo em que, vindo daí ou não, se tem evidenciado temporada após temporada. Mas ficam também registados os momentos inesquecíveis. “Nos Sandinenses, cheguei a apanhar o Vitinha, atual jogador do Génova. Estávamos os dois a disputar o título de melhor marcador, com muitos golos. Mas ele era um fora de série” relembrou o jogador.
Depois da boa experiência fora de casa, foi hora de voltar aos Sandinenses, outra vez. E lá se estreou como sénior na temporada 2020/2021, que coincidiu com os anos do Covid-19, o que dificultou a sua adaptação. Na segunda época, já correu melhor. “Os primeiros meses foram complicados, mas depois a bola já não batia no poste e já entrava. Acabou por correr bem”, disse Eduardo Ferreira, que marcou oitos golos nesse ano.

Na temporada 2022/2023 e última ao serviço dos Sandinenses, sofreu, então, aquela que será a lesão mais temida no mundo do futebol, a rotura do LCA (Ligamento cruzado anterior). “Na terceira época tive uma rotura de ligamentos num joelho”, afirmou, lamentando, então, não ter participado nos jogos em que a equipa viria a confirmar a subida de divisão, neste caso, ao Campeonato de Portugal.
Antes de ser emprestado ao Desportivo de Ronfe, onde teve uma passagem rápida, Eduardo chegou a pisar os relvados do Campeonato de Portugal, com a camisola dos Dragões Sandinenses, por 16 minutos, mas avisa: “Não penso nisso como um objetivo de ter que voltar lá. Penso, só, que se tiver de acontecer acontece.”
E finalmente, a chegada ao Ases de Santa Eufémia na temporada 2024/2025, a qual confessa que foi inesperada. “A saída do Ronfe foi um bocado precoce. À quarta jornada, decidiram terminar o contrato comigo e pensei nessa altura deixar de jogar. Até porque as equipas já estavam formadas, e era muito difícil entrar em qualquer plantel naquele momento” afirmou o jogador.

No entanto, o melhor estava por vir. Quando as coisas pareciam não estar a seu favor, encaixou no Ases de Santa Eufémia que nem uma luva e até agora não se pode queixar: esta época marcou em todos os jogos, tendo mesmo feito o golo da vitória em casa do Arões, na última ronda. “Conseguimos ser campeões, era o objetivo da equipa. E este ano, estamos num patamar superior onde o clube merece estar claramente” disse. Com alguns altos e baixos ao longo da sua carreira, o avançado de apenas 24 anos só quer aproveitar o momento: “O objetivo é desfrutar daquilo que o futebol me dá (…) e acho que o Ases foi um clube que me fez muito bem.”
E certamente, fez. Eduardo Ferreira, sabe, então, melhor do que ninguém, o que é marcar em todos os jogos esta temporada. Com seis golos em seis jogos, é a sensação na segunda divisão distrital de Braga, ao serviço do Ases de Santa Eufémia.

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