
José Pedro: "Quero que eles saiam daqui com alguma referência que lhes transmiti"
José Pedro deixou os relvados há 10 anos, mas encontrou no Sindicato dos Jogadores uma oportunidade de voltar ao ativo e ajudar quem mais precisa. “Primeiro, não podia dizer que não ao Presidente Joaquim Evangelista”, confessa o técnico, que já havia passado pela instituição, então, como treinador-adjunto de Silas. Entre a imprevisibilidade do número de jogadores nos treinos e a ausência de competição regular, José Pedro adapta-se diariamente aos desafios únicos deste projeto. “No fundo é voltar a uma casa conhecida”, explica, destacando a vertente social que distingue este trabalho de qualquer outro no futebol. E avisa. José Pedro: “Quero que eles saiam daqui com alguma referência que lhes transmiti.”
Qual é o principal objetivo de treinar esta “equipa”?
Primeiro, não podia dizer que não ao Presidente Evangelista. O Joaquim acompanhou a minha carreira, praticamente toda, a nível profissional. Cheguei a utilizar o Sindicato no passado e foi aí que a nossa relação cresceu. Já tinha passado cá com outra equipa técnica, e dada a minha situação atual, somando o convite do Doutor não podia dizer não. No fundo é voltar a uma casa conhecida. Tenho o objetivo de ajudar os jogadores e, a nível de treino, dar o mínimo exigível para estarem ativos e em forma.
Há quanto tempo conhece o Presidente?
Há muito. Deixei de jogar há 10 anos. Passei pelo Belenenses há 20 anos, portanto é dessa altura. Cerca de 20 anos. A partir daí foi sempre uma relação de amizade que tem vindo a crescer. Temos uma relação muito boa.

Quando é que passou pelo Sindicato?
Enquanto jogador nunca passei. Felizmente tive sempre clube no início das temporadas. Passei aqui na equipa técnica do Silas, em 2017, já nestas instalações em Odivelas. Não passei como jogador, mas sim como treinador-adjunto. O objetivo é o mesmo: ajudar os jogadores.
Já tinha encontrado algum jogador deste ano nesse Estágio?
Sim, o guarda-redes Iuri Fernandes. Penso que um ou outro também.
Está planeado haver torneios internacionais ou só jogos? Quais são as divisões das equipas desses jogos?
Até ao momento não sei. Só jogos. Acho que vai passar tudo por este local. O único jogo que aconteceu foi com o Comércio e Indústria. Ainda não sei quais serão as outras equipas, não está fechado ainda. Sei que, no passado, algumas equipas de Primeira e Segunda Liga e Liga 3 fizeram jogos particulares contra a equipa do Sindicato de Jogadores.

Como é que se mede o trabalho de um treinador deste grupo?
Todos os projetos possuem, então, diferentes contextos. Este mede-se pelo lado da ajuda aos jogadores nesta fase. Mas também pelo lado social que o Sindicato apresenta para ajudar os jogadores a enveredarem por outras áreas. Neste curto período até ao fecho do mercado, que é até quando vamos estar cá, é sempre neste sentido: ajudar a parte desportiva dos jogadores, mas também proporcionar-lhes uma segunda via que pode passar, então, por trabalhar e estudar. Lá está o lado social.
Qual é o desafio mais específico deste cargo?
Aceitei com o objetivo de olhar para a ajuda que podia dar. Naturalmente, a nível pessoal, tenho o objetivo de que eles saiam daqui melhores jogadores, a entenderem melhor o jogo. Para que depois, no futuro, nem que seja só um pouquinho, digam que tiveram um treinador que lhes demonstrou algo bom quando estiveram no Sindicato. Esse é sempre um objetivo dos treinadores e eu não sou exceção. Quero que eles saiam daqui com alguma referência que lhes transmiti.

Que diferenças é que há no planeamento destes treinos, tendo em conta que não há jogos regulares?
Por vezes é difícil. Preparamos o treino para 20 jogadores e às vezes só aparecem 17 ou 18. Preparei o treino de hoje para 18, porque é esse o número habitual, e apareceram 26… ajustei em 15 minutos. A experiência que tenho permite-me ajustar estas coisas rapidamente, já não tenho essa dificuldade. No início da minha carreira tive esse problema numa equipa da 1.ª distrital e demorava mais tempo. Agora, resolvo facilmente. A minha preparação aqui no Sindicato é adaptar-me ao número de jogadores. Só esta semana é que tivemos guarda-redes. Nos primeiros treinos não havia. Depois, surgiu um. Tive de inventar exercícios sem golo, sem cruzamento para finalizar. Foi mais de posse de bola, resistência e força.
Qual é a grande diferença deste ambiente para os clubes tradicionais?
Trata-se, então, de não haver a competição e a exigência que a competição acarreta. Aqui é um espaço mais aberto, com alguma diversão e bom ambiente. Encontram-se, então, algumas diferenças, mas a principal é a falta de competição. Vamos ter jogos aqui, mas não são uma competição e nunca serão ‘a sério’.
Algo que a treinadora Isabel e os atletas já entrevistados disseram foi que o Estágio deste ano poderia começar mais cedo. Concorda?
Sim. Acho que a estrutura do Sindicato tem essa consciência. Começámos com poucos jogadores. Mas sim, estou plenamente de acordo, acho que começámos um pouco tarde.

Qual é, então, o papel do Sindicato na ajuda aos jogadores, sendo concorrência ao que poderiam fazer sozinhos com um PT?
Há um jogador que não pode vir todos os dias, porque trabalha com um PT individualmente. Diz-me que não tem nada a ver, mas como já pagou disse que não ia deixar de ir lá. Se puder, vem de segunda a sexta-feira, porque é totalmente diferente. Eu nunca tive PT, mas acredito que seja totalmente diferente.
Ser treinador aqui no Sindicato dá visibilidade?
Já estive em divisões inferiores e não acho que se possa comparar o Sindicato com nenhuma divisão. Isto é um contexto completamente diferente. Mas estando aqui ou estar sem fazer nada, é outra coisa. Estar em competição, seja numa divisão inferior, distrital, Campeonato de Portugal ou Liga 3, dá sempre visibilidade. Não há comparação, porque estás a competir. O único ponto desse género que pode haver aqui no Sindicato é a minha situação. Estar sem clube e ficar em casa ou estar aqui acho que é melhor estar cá. Estou a exercer, ajudar e a fazer qualquer coisa rentável. Entre estar a competir, seja que campeonato for, ou ser treinador aqui, acho que é preferível estar numa liga.

Há perspetivas de vir a orientar um clube esta temporada?
A perspetiva do treinador é sempre a de estar a treinar, claro. Uma pessoa quer sempre o melhor. Se eu estiver na Liga 2, é melhor do que na Liga 3. E também prefiro estar na Liga 3 do que no Campeonato de Portugal. A perspetiva é sempre de ter uma oportunidade para poder exercer o trabalho.
Que feedback é que recebe dos jogadores?
Tem sido bom. Preparar um treino para 18 e aparecerem 26 até é bom sinal. Quer dizer, então, que estão a gostar de vir. Transmitem-me que os treinos são bons e sentem-se bem. Terem vindo tantos acaba por ser benéfico para mim, porque vem mais gente para treinar comigo. José Pedro: “Quero que eles saiam daqui com alguma referência que lhes transmiti.”

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