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Oriental: a Águia de Marvila voltou a voar

Oriental: a Águia de Marvila voltou a voar

Oriental: a Águia de Marvila voltou a voar

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O Clube Oriental de Lisboa, histórico de Marvila, viveu anos no “elevador” entre divisões, mas 2025 pode marcar um renascimento. Sagrou-se campeão da 1.ª Divisão da AF Lisboa, pode ainda fazer a dobradinha e volta ao Campeonato de Portugal um ano depois, reacendendo esperanças de recuperar sua glória passada.

Fundado em 1946, o Clube Oriental de Lisboa (COL) nasceu da fusão de Chelas Futebol Clube, Marvilense Futebol Clube e Grupo Desportivo Os Fósforos, com o sonho de representar a zona oriental da capital. Com sete temporadas disputadas, então, na Primeira Divisão, todas entre 1950 e 1975, o Oriental marcou a história do desporto português. No entanto, as dificuldades financeiras e algum desinvestimento na equipa levaram o clube a um declínio, culminando em vários anos nas divisões inferiores. Mas a recente conquista da 1.ª Divisão da AF Lisboa em 2024/25, sob a liderança de Bruno Clara, um jovem treinador, pode sinalizar um novo capítulo para a águia grená. Oriental: a Águia de Marvila voltou a voar

O regresso ao Campeonato de Portugal é um passo crucial, mas os desafios continuam. Ao longo dos anos, o Oriental tem andado por quase todas as divisões sem se conseguir estabelecer em nenhuma das de topo.

Anos de declínio

A partir dos anos 80, o Oriental entrou em declínio. A exigida profissionalização do futebol português, aliada a problemas financeiros e instabilidade na gestão, relegaram o clube para escalões inferiores. Apesar das constantes subidas e descidas de divisão, a última década viu o COL confinado às distritais e, principalmente, aos últimos escalões. A degradação do Estádio Eng.º Carlos Salema, inaugurado em 1952, e a perda de adeptos agravaram, ainda mais, uma evidente crise a todos os níveis, deixando o clube à beira do esquecimento.

A última aparição nas divisões de elite foi, então, em 2015/16, na Segunda Liga. Numa época em que o Oriental acabaria por ser despromovido, a par de outro histórico clube de Lisboa e rival, o Atlético CP.

Glórias de outrora

O Oriental viveu o seu auge na década de 50 do século passado. Década em que somou cinco das sete presenças na I Divisão, com destaque para o quinto lugar obtido em 1950/51, logo após a promoção em 1949/50. Nesse ano de estreia, o clube de Marvila só ficou atrás dos três grandes e do Atlético. O Oriental enfrentou vários gigantes no seu estádio, o mítico Engenheiro Carlos Salema, o qual se tornou, então, um bastião de apoio fervoroso.

No palmarés das águias grenás constam dois títulos da II Divisão (1952/53 e 1955/56), além de uma conquista da Série 4 da III Divisão, em 2007/08. Ainda assim, nas últimas cinco décadas, o Oriental não regressou à Primeira Divisão, o que prova a dificuldade do clube em afirmar-se nas divisões secundárias do futebol português.

Ainda assim, algumas das estrelas que passaram no Oriental ainda hoje são recordadas. À cabeça surgem, desde logo, nomes como os de Quim, o “Cruyff de Marvila” ou o internacional português Nogueira, que passou pelo Boavista. Mas também os antigos médios Costinha e Luís Carlos, nascidos e criados na região ou ainda o ex-defesa-central João Manuel Pinto.

Um sinal de esperança

A temporada 2024/25 marcou, então, um momento de redenção e o regresso aos nacionais, depois de uma época nos distritais. O Oriental conquistou a 1.ª Divisão da AF Lisboa, garantindo, assim, o regresso imediato ao Campeonato de Portugal.

Além da conquista da liga, o Oriental pode consumar a dobradinha frente ao Olivais e Moscavide, adversário da final da Taça da Associação de Futebol de Lisboa. Este feito só aconteceu uma vez na história, proeza alcançada pelo Lourinhanense, em 1989/90. A equipa capitaneada pelo experiente Joãozinho (ex-Sporting e Sporting de Braga) vai lutar pelo segundo troféu da temporada no dia 1 de junho, no Complexo Desportivo Elias Pereira, estádio do Sacavenense.

Adeptos do Oriental voltaram a festejar o regresso aos Nacionais esta temporada

Liderado, então, por Bruno Clara, jovem treinador de 32 anos, o clube está a viver uma das melhores épocas recentes. No Campeonato de Portugal, o COL vai, por isso, enfrentar a difícil missão de se consolidar. A recuperação das infraestruturas e o envolvimento da comunidade serão essenciais para levar o Oriental a sonhar com voos mais altos. Como os que viveu nos primeiros anos da sua existência.

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