
Pais no volante - quem são e o que fazem os progenitores dos pilotos de F1
Craques|Na grelha de 2025, os motores rugem e as câmaras focam os pilotos, mas longe dos holofotes há figuras tão determinantes como discretas: os seus pais. Empresários milionários, ex-pilotos, mecânicos dedicados ou aventureiros do mundo dos negócios, todos partilham, então, um traço comum. Foram eles que abriram caminho para que os filhos chegassem ao pináculo do automobilismo. Entre fortunas feitas em finanças e histórias de vida passadas em trailers junto a pistas de kart, estas são as vidas de quem ‘acelerou’ pelo futuro dos filhos nos bastidores. Pais no volante – quem são e o que fazem os progenitores dos pilotos de F1.
O paddock da Fórmula 1 é um universo onde talento e recursos se encontram. E os pais dos pilotos são, muitas vezes, os primeiros a colocar combustível nesse sonho. Na McLaren, Chris Piastri, cofundador da HP Tuners, investiu cerca de 4 milhões de euros na carreira do filho, garantindo-lhe dados e suporte técnico desde os tempos das categorias de base. Algo que este ano tem dado os seus frutos, com o filho Oscar a liderar o campeonato do mundo de pilotos até à pausa de verão.
Já Adam Norris, pai de Lando, fez uma autêntica fortuna nas finanças. Reformou-se, então, aos 36 anos e hoje lidera a Pure Electric, aplicando a mesma visão de negócio no apoio ao filho. Na Red Bull, Jos Verstappen dispensa apresentações: ex-piloto de F1 e treinador incansável do filho Max. Do lado oposto em termos de exposição, encontramos, então, Nobuaki Tsunoda. Mecânico e empresário, Tsunoda opta por manter-se quase invisível, ainda que tenha aberto portas a Yuki através da sua ligação com a Honda.

Na Ferrari, Hervé Leclerc, ex-piloto, foi o grande incentivador de Charles antes de falecer em 2017. E Anthony Hamilton, pai de Lewis, trabalhou em TI e foi mecânico e engenheiro de pista do filho. Mostrou-lhe, então, que o talento e esforço podem superar até mesmo as limitações financeiras. Que o digam os sete títulos do piloto britânico.
Em Brackley, Stephen Russell, pai de George, acumulou, então, mais de um milhão de libras no seu negócio de sementes. Enquanto Marco Antonelli, dono da AKM Motorsport e amigo de Toto Wolff, preparou o filho Andrea para substituir Hamilton em 2025.
Na Aston Martin, Lawrence Stroll não só investiu na carreira de Lance como chegou mesmo a comprar a própria equipa. Por seu lado, Fernando Alonso teve um percurso diferente. O pai, José Luis, mecânico de minas, deu-lhe um kart aos três anos, mesmo sem grandes recursos financeiros. Algo que não o impediu de se tornar um dos grandes nomes do desporto automobilístico.

A Haas também apresenta extremos: Laurent Ocon vendeu a casa para financiar o filho Esteban, vivendo anos num trailer. Enquanto David Bearman, pelo contrário, é um magnata dos seguros e decidiu, então, apoiar o filho Oliver com patrocínios familiares. Na Racing Bulls, Yassine Hadjar, doutorado em física quântica, e Jared Lawson, empresário da logística digital, mostram que a ciência e os negócios digitais também podem levar ao paddock.
Já na Sauber, Klaus Dieter Hülkenberg continua a gerir a empresa de transportes onde Nico começou a trabalhar, enquanto Lincoln Bortoleto construiu impérios nas telecomunicações brasileiras antes de apoiar o filho Gabriel Bortoleto. A Williams conta com duas histórias marcantes: Carlos Sainz Sr., lenda dos ralis e vencedor do Dakar, e Nigel Albon, ex-piloto da Porsche Carrera Cup Asia. Ambos financiaram a carreira dos filhos.

Por fim, na Alpine, Jean-Jacques Gasly, empresário do setor imobiliário, e Aníbal Colapinto, advogado argentino com paixão pelo kart, são exemplos de apoio silencioso, mas consistente. Seja através de milhões investidos, sacrifícios familiares ou anos passados na estrada, todos estes pais têm algo em comum: foram a primeira ‘equipa’ dos seus filhos. Sem eles, a grelha de 2025 talvez fosse muito diferente.

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