Depois de fazer a volta mais rápida de sempre da Fórmula 1, no templo da velocidade, em Monza, o neerlandês já treina e corre de olhos postos em Nürburgring.
Antes do Grande Prémio do Azerbaijão, desta semana, o ‘neerlandês voador’ voltou a brilhar. Desta vez em Monza, e após bater um dos maiores recordes da modalidade, decidiu, então, aventurar-se noutra competição automobilística, e, quem sabe, já a pensar em novos horizontes… Super Max ‘troca’ os monolugares pelos GT’s.
Max fez jus ao templo da velocidade
Monza foi palco do regresso do neerlandês Às vitórias e aos recordes
Antes de ir para o Azerbaijão, Verstappen assinou, então, mais uma exibição de luxo em Monza, reforçando um palmarés que já inclui o maior número de vitórias numa só temporada (19), mais triunfos consecutivos (10) e a mais longa série de voltas lideradas consecutivamente (1058). Números que o colocam, pois, lado-a-lado com nomes históricos como Sebastian Vettel ou Alain Prost, e que provam a hegemonia que construiu. Por falar em Vettel, o neerlandês superou oficialmente o número de pole positions do alemão, com a ‘P1′ conquistada no templo da velocidade, onde Max assegurou a volta mais rápida da história da modalidade: 1’18”792”’.
Como se isso por si só não fosse suficiente, o piloto de 28 anos superou ainda o lendário recorde de Michael Schumacher, estabelecido em 2003. O neerlandês cumpriu a prova mais rápida de sempre da Fórmula 1. 1 hora, 13 minutos e 23 segundos foi o tempo que o piloto da Red Bull demorou para terminar a corrida e conquistar a sua terceira vitória do ano.
Ainda sobre recordes, Max Verstappen ainda teve tempo de assinar mais um em Monza. O neerlandês venceu um Grande Prémio com a maior margem para o segundo lugar: 19,2 segundos.
‘Super Max’ poderá correr num volante de um Ferrari, mas não na Fórmula 1
Mas, fora dos holofotes da F1, Verstappen voltou a dar que falar. Desta vez testou os seus próprios limites ao participar numa prova do Nürburgring Endurance Series (NLS), no, então, mítico circuito de Nordschleife, a Alemanha. O neerlandês conduziu um Porsche Cayman GT4, pela equipa Lionspeed GP. O objetivo passava por conquistar a licença ‘Permit Nordschleife A’, requisito essencial para quem quer competir nas 24 Horas de Nürburgring.
Verstappen, ao volante do Porsche Cayman GT4, em Nordschleife
Numa estreia de respeito, o neerlandês terminou, então, em sexto lugar na categoria CUP3, deixando mais de 68 segundos para o segundo piloto mais rápido entre os ‘convidados’. Uma demonstração de talento e rápida adaptação que alimenta a possibilidade de, num futuro próximo, Verstappen alinhar nas 24 Horas de Nürburgring com um carro GT3, e, quem sabe, até ao volante de um Ferrari.