
Yuki Tsunoda - o sucessor do lugar amaldiçoado
Ao que parece, e cada vez se nota mais, a Red Bull tem o seu segundo lugar amaldiçoado. Em menos de dez anos, o japonês Yuki Tsunoda prepara-se, então, para ser o sexto companheiro de equipa de Max Verstappen, que é o mesmo que dizer, o sucessor do lugar amaldiçoado.
O sucessor do ‘rookie’ Liam Lawson apareceu ao fim de dois grandes prémios. A estreia do neozelandês como um dos principais pilotos de uma equipa deu-se na Austrália e a segunda, e derradeira, corrida foi na China. Mas nestas duas ‘race weeks’, o jovem nascido em 2002 não fez qualquer ponto, nem em corrida e nem em sprint.

No começo, foi Max Verstappen o jovem contratado pela Red Bull Racing, em maio de 2016, para a corrida em Barcelona. Grande prémio em que saiu como vencedor. Nessa altura, o piloto principal era Daniel Ricciardo, e juntos fizeram 58 corridas.
Nesses anos, Daniel Ricciardo era perspetivado como um dos grandes sucessos no panorama do automobilismo. O piloto australiano terminou o terceiro, e último, ano como segundo piloto da equipa austríaca. Começando, então, um ciclo de inconsistência do piloto coadjuvante do neerlandês.
Este registo deixa-o como o segundo piloto da Red Bull que mais vezes correu com Max.

Em 2019, chegou o prodígio francês Pierre Gasly à primeira equipa da Red Bull Racing. O gaulês, que vinha de uma época que terminou em 15º na Toro Rosso, confirmou o começo da maldição dos maus resultados daquele lugar, e cumpriu, então, 12 grandes prémios.
A última corrida foi na Hungria, no Hungaroring, em agosto. Excluindo a temporada atual (2025), Pierre Gasly foi o piloto que menos vezes atuou ao lado de Verstappen.

A bomba do verão dessa temporada foi esta troca, que vinha com todas as expectativas para correr de feição aos austríacos. O substituto de Gasly foi o tailandês que venceu a Fórmula 2 em 2018, frente a Lando Norris (atual McLaren) e George Russel (atual Mercedes).
Albon, vindo da Toro Rosso, concluiu essa temporada com excelentes prestações. Em destaque está o GP do Japão, no qual terminou no quarto lugar, apenas atrás de Valteri Bottas, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton.
A temporada de 2020, última do piloto na Red Bull, na altura Aston Martin Red Bull Racing, nem foi assim tão má para que se desse a saída sem justificações. Nesse ano, o tailandês fez dois pódios (Toscana e Barcelona) e 105 pontos, terminando a época em sétimo.

A Red Bull acertou a contratação de Sérgio Pérez no final de 2020. Já com dez anos de Fórmula 1, o mexicano, vindo da Racing Point (depois Aston Martin), deixou o lugar para Sebastian Vettel.
Ao fim de três temporadas de sucesso, com contribuições diretas para a vitória de Verstappen no campeonato de 2021 e o bicampeonato de construtores da Red Bull (2022 e 2023), este novo piloto tornou-se uma dor de cabeça para o neerlandês.
Discussões constantes e ‘bocas’ para os meios de comunicação social começaram a fazer parte do dia-a-dia no mundo das corridas. Mas, além disso, o desempenho de ‘Checo’ Pérez também começou a quebrar, o que começou a levantar suspeitas da saída da equipa.
No mesmo dia que foi contratado, mas quatro anos depois, Helmut Marko, ex-piloto e conselheiro da Red Bull, confirmou que a equipa austríaca pagou milhões ao mexicano pela demissão, depois de Pérez ter comunicado a saída nas redes sociais. Sérgio Pérez, também conhecido como Ministro da Defesa, face aos seus atributos de proteção da posição em pista, saiu da Red Bull e atualmente não tem lugar no grid.
O mexicano foi o colega de Max Verstappen que mais tempo permaneceu na Red Bull.

Depois de quatro anos de uma boa parceira entre Max e ‘Checo’, os responsáveis da equipa austríaca optaram por promover o jovem Liam Lawson para a temporada de 2025.
A verdade é que as suas exibições de então não foram positivas face às expectativas que trouxe dos últimos anos na Fórmula 2. Nem nos treinos, nas qualificações ou corridas. Ao fim de dois grandes prémios (Austrália e China), o neozelandês foi rebaixado para a Racing Bulls, equipa satélite, para trocar de lugar com Yuki Tsunoda, o novo promovido.
O jovem, nascido em 2002, foi o piloto que durou menos tempo ao lado de Max Verstappen.
A Fórmula 1 já comunicou a troca de cadeiras com efeito imediato e com os olhos postos no Japão. O próximo GP vai ser no país do sol nascente, o país de que Tsunoda é natural, e a expetativa cresce em relação às futuras performances do piloto, de 24 anos.
A coleção de parceiros de Max Verstappen já chegou, então, à meia dúzia. Curiosamente, o número seis na cultura japonesa simboliza a longevidade, a qual muitos esperam que se concretize na Red Bull.
Sérgio Pérez (2021 a 2024) – 90
Daniel Ricciardo (2016 a 2018) – 58
Alexander Albon (2019 e 2020) – 26
Pierre Gasly (2019) – 12
Liam Lawson (2025) – 2

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