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A caminho do Mundial!

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Rolando FreitasRolando Freitas|

O início do ano marca um período de atividade significativa para o andebol. Caracterizado, então, pela realização de competições de seleções nacionais em todo o mundo.

Este mês de janeiro representa o auge dos grandes eventos continentais e o início do caminho para o próximo Campeonato do Mundo em 2027, com a Dinamarca como atual campeã. Já abordado sob a perspetiva de Portugal, o Campeonato Europeu, organizado pela Dinamarca, Noruega e Suécia, que se realiza de 15 de janeiro a 1 de fevereiro, irá atribuir quatro lugares. Isto, além dos dez a serem destinados após o playoff deste ano, com base no desempenho no último Campeonato do Mundo. A caminho do Mundial!

Na Ásia, o Campeonato Asiático, a disputar-se no Kuwait, também determina a atribuição das quatro vagas designadas. Adicionalmente, o Ruanda acolherá a qualificação africana num pavilhão deslumbrante com cinco vagas disponíveis. Por fim, o Paraguai será o palco do Campeonato Centro Sul-Americano, com quatro vagas ainda em disputa. As restantes serão atribuídas em datas a serem oportunamente comunicadas para a América do Norte e o Caribe e os famosos wildcards.

Uma espécie de ‘mini-campeonato’ do Mundo

Este período de intensa atividade, com a primeira quinzena de janeiro repleta de jogos amigáveis e torneios de dois a três dias, visa proporcionar uma preparação adequada a todos os países envolvidos nestes eventos continentais. A quantidade de jogos é tal que se poderia quase considerar este período como um mini-Campeonato do Mundo, com jogos que frequentemente transcendem as fronteiras continentais. Influenciados por fatores como proximidade geográfica, níveis de competitividade, orçamentos e contactos privilegiados.

A Federação Espanhola de Andebol organiza o Torneio Internacional de Espanha, que este ano se realiza na região de Navarra, de 8 a 11 de janeiro. Portugal participará neste evento, que serve como preparação para a sua competição continental. Inicialmente concebido como um torneio de quatro equipas, expandiu-se nos últimos anos para seis seleções. O objetivo principal é avaliar as capacidades, ocultar as fraquezas e, sobretudo, consolidar e testar as estratégias das equipas participantes.

Portugal e Tunísia são exceções

O Torneio Internacional de Espanha merece uma atenção particular devido à política desportiva que a federação vizinha tem implementado, resultando num aumento da sua influência e sucesso internacional. A presença de numerosos jogadores e treinadores espanhóis em várias partes do mundo é testemunho disso mesmo. Neste torneio, para além de Portugal, que conta com um treinador português, só a Tunísia é que não tem um treinador espanhol. As restantes quatro seleções – Espanha, Egito, Eslováquia e Irão – contam, então, com técnicos do país vizinho.

É plausível afirmar que esta iniciativa não é fortuita e serve como preparação para a seleção espanhola. Esta beneficia da vantagem de não necessitar de deslocar-se e de jogar num ambiente repleto de fervoroso apoio popular, antes de enfrentar uma prova de elevado nível competitivo. Adicionalmente, esta estratégia promove os treinadores locais, que, após o sucesso internacional da sua seleção nacional, proliferaram no panorama mundial do andebol. Disseminando, então, uma imagem positiva do andebol espanhol e dos seus conceitos de jogo.

Oportunidades de evolução e promoção

Simultaneamente, são evidentes os benefícios que os países orientados por estes treinadores obtêm. Com jogos de elevada qualidade e em espaços de competição igualmente prestigiados. Por outro lado, esta política proporciona apoio e suporte aos seus treinadores mais qualificados, criando oportunidades de evolução e promoção, alargando o mercado e gerando condições propícias ao crescimento de novos treinadores nos seus ambientes de origem.

Esta política desportiva, vista de fora, parece ser eficaz, também através de parcerias por cedência de quadros e agentes de apoio ao funcionamento de algumas estruturas de outras federações. Tais como árbitros, preletores na área do andebol ou do treino, e outros, como a presença de dirigentes desportivos em órgãos internacionais de referência.

Na realidade, encerra um exemplo de modelo de negócio onde múltiplos agentes saem beneficiados. Bem como fortalecida e reconhecida a imagem de um desporto e do seu país. Trata-se, então, de um exemplo a seguir com interesse e a ser avaliado com atenção.

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