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Escrevi um Livro
Sou Treinador
Não Sou Escritor

Escrevi um Livro Sou Treinador Não Sou Escritor

Wilson TeixeiraWilson Teixeira|

Há uma coisa que aprendi depressa quando decidi escrever o meu livro “Sem Vagas Para a Paixão”, que relata de forma genuína e sincera, as dificuldades que eu tive e que muitos treinadores passam hoje em dia para conseguirem tirar os seus cursos de treinador em Portugal: as pessoas não sabem muito bem o que fazer com a honestidade.

As pessoas estão habituadas ao polido. Ao marketing. À narrativa construída para impressionar. Quando aparece alguém a contar que dormiu em quartos de hostel, que passou noites sem dormir, que foi para Andorra porque em Portugal o sistema não lhe deu alternativa – isso desconforta. Ou então, para alguns, diverte.

Muito sinceramente, não me importa nem uma coisa nem outra.

Escrevi este livro porque senti que tinha de o fazer. Não com pretensões literárias. Não para ganhar prémios. Escrevi porque foi o meu escape Escrevi porque precisava de desabafar nos dias mais difíceis. Escrevi porque há demasiados treinadores jovens a começar este caminho sem perceber o que os espera. E alguém tinha de o dizer. Eu decidi ser o primeiro a fazê-lo por escrito, num relato sincero.

Em Portugal, conseguir acesso a um curso de treinador de futebol UEFA A ou UEFA PRO demora mais, custa mais, e exige mais sacrifício pessoal do que tirar um curso de direito ou de medicina. Isto não é uma opinião. É uma realidade que quem vive por dentro do futebol, de quem conhece bem e raramente fala em voz alta.

Eu falei.

Oito meses. Sozinho. Com tudo o que isso implica a nível pessoal, financeiro e emocional. Não foi uma aventura. Foi uma escolha difícil, feita por alguém que recusou aceitar que o sistema tinha a última palavra.

O livro já chegou a treinadores que me escreveram a dizer que se reconheceram naquelas páginas. Que sentiram que não estavam sozinhos. Para mim, isso vale mais do que qualquer prémio literário ou do que o dinheiro das vendas do livro.

As redes sociais estão cheias de ruído. De gente que vive a destilar ódio. Páginas que comentam, que ironizam, que transformam tudo em conteúdo descartável. É o modelo. Eu percebo. Mas há uma diferença entre fazer barulho e ter algo a dizer.

Este livro tem algo a dizer.

Não é perfeito. Eu não sou escritor, como disse desde o primeiro dia. Sou treinador de futebol. E foi exatamente por isso que o escrevi – porque a história era minha, e ninguém a ia contar por mim.

E isso, no fundo, é o que separa quem faz algo por ser alguém e conseguir alcançar os seus sonhos, de quem se limita a comentar apenas o que os outros fazem.

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