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Festa da Taça com um Clássico Histórico

Festa da Taça com um Clássico Histórico

Sara SalgueiraSara Salgueira|

O Jamor voltou a vestir-se para a festa no domingo, 17 de maio.

Mas desta vez, a história teve outro significado. Pela primeira vez, Benfica e FC Porto encontraram-se numa final da Taça de Portugal Feminina. Um clássico no feminino, carregado de rivalidade e afirmação para uma modalidade que continua a crescer em Portugal.
E os adeptos disseram presente.


O Estádio Nacional recebeu 22.258 adeptos, estabelecendo um novo recorde de assistência numa final feminina da Taça de Portugal. Mais do que um número, foi uma demonstração clara da dimensão que o futebol feminino começa a conquistar.
Dentro de campo, o Benfica entrou como favorito. Hexacampeão nacional, mais experiente na Liga BPI e habituado às grandes decisões, procurava fechar a época com a dobradinha. Do outro lado surgia um FC Porto ambicioso, destemido e com fome de continuar a escrever a sua própria história. A equipa sensação da temporada, já promovida à primeira liga, chegou ao Jamor sem medo do símbolo que tinha pela frente.
E isso notou-se desde cedo.

Apesar da entrada forte das encarnadas, o FC Porto mostrou organização, inteligência tática e personalidade competitiva. Ainda assim, aos 4 minutos, Caroline Moller colocou o Benfica em vantagem, num lance validado após intervenção do VAR. O Benfica dominava, mas encontrava uma equipa portista muito bem montada e preparada para competir.
As azuis e brancas fecharam espaços, tentaram roubar bola e mostraram maturidade competitiva surpreendente para uma equipa em crescimento. O Benfica acabaria por ampliar a vantagem aos 40 minutos, novamente por Caroline Moller, após uma jogada de bola parada iniciada num canto de Anna Gasper e assistência de cabeça de Diana Gomes.


O 2-0 parecia confortável, mas o FC Porto não desistiu.
Na segunda parte, a equipa portista cresceu no jogo e esteve perto de reduzir logo nos primeiros minutos. Eliza Turner, numa excelente iniciativa individual, obrigou Lena Pauels a uma defesa importante. O Porto acreditava. O Benfica geria. E o jogo ganhou ainda mais intensidade emocional.
No final, a Taça ficou para o Benfica. A dobradinha confirmou o domínio encarnado no futebol feminino português. Mas esta final deixou muito mais do que um vencedor.


Deixou um clássico que promete crescer. Deixou um FC Porto preparado para lutar entre os grandes. E deixou a imagem mais bonita de todas: um Jamor cheio nesta festa da Taça e do futebol jogado por mulheres.
Porque o futuro já começou.

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