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Lúcia Alves embalou e as águias voaram para a conquista da Supertaça

Foto: SL Benfica

Lúcia Alves embalou e as águias voaram para a conquista da Supertaça

Tiago CamposTiago Campos|

O primeiro troféu da época 2026/27 veste de vermelho. O Benfica venceu o FC Porto por 5-1, no Estádio Municipal do Fontelo, e conquistou assim a 4ª Supertaça Feminina da sua história numa tarde em que a resistência portista durou essencialmente até ao intervalo.


Lúcia Alves foi a grande figura de uma equipa encarnada que acelerou definitivamente na segunda parte e transformou um clássico equilibrado numa goleada.

Lúcia Alves – Foto: SL Benfica

Sob um sol abrasador de mais de 30 graus em Viseu, Ivan Baptista apresentou o Benfica esperado, enquanto Daniel Chaves lançou Morgan Stone, Daniela Santos e Fatumata Sissé no onze portista.

Sem as lesionadas Lara Perruca e Alex Kerr, o FC Porto procurava discutir o primeiro troféu da época antes da estreia na elite do futebol feminino português, mas encontrou desde cedo dificuldades perante a pressão alta das encarnadas.

O Benfica assumiu a iniciativa, mas foi o FC Porto quem festejou primeiro. Aos sete minutos, Maria Negrão colocou um livre na área e Morgan Stone desviou para a baliza, num golo que acabaria anulado por fora de jogo milimétrico após uma longa análise do VAR.

Pouco depois, a resposta encarnada foi cruel. Lúcia Alves encontrou Frøya Dorsin em profundidade e a norueguesa aproveitou uma abordagem infeliz de Daniela Santos (exibição para esquecer da antiga jogadora do Benfica) para inaugurar o marcador para as encarnadas aos 13 minutos.

As águias continuaram por cima, com Caroline Møller particularmente influente no ataque, enquanto o FC Porto apresentava dificuldades em ligar o meio-campo às três jogadoras mais adiantadas.

As bolas paradas, porém, davam outra vida às portistas. Foi precisamente daí que nasceu o empate: depois de uma mão de Møller na área, Fátima Pinto assumiu a grande penalidade e fez o 1-1 aos 33 minutos.

Fátima Pinto – Foto: FC Porto

O golo coincidiu com o melhor período azul e branco. O FC Porto subiu a pressão e conseguiu finalmente perturbar a construção encarnada, mas quando parecia ter equilibrado definitivamente a final, o Benfica voltou a castigar.

Aos 42 minutos, Diana Gomes lançou Nycole Raysla nas costas da defesa e a brasileira percebeu o adiantamento de Cora Brendle, assinando com qualidade o 2-1.

Ainda antes do intervalo, Maria Negrão esteve muito perto de empatar diretamente de canto, obrigando Lena Pauels a uma grande defesa. As portistas chegavam vivas ao descanso. Não sabiam ainda que o pior estava para vir.

O Benfica regressou dos balneários disposto a terminar rapidamente com as dúvidas. A pressão voltou a sufocar a saída portista e, aos 55 minutos, uma carga de Daniela Santos sobre Catarina Amado valeu grande penalidade. Marit Lund não desperdiçou e colocou o resultado em 3-1.

A partir daí, houve praticamente apenas Benfica. Carolina Tristão (jovem de apenas 17 anos, mas que joga como se fosse uma veterana) tomou conta do meio-campo, recuperando, aparecendo em diferentes zonas e dando continuidade ao domínio das águias.

À sua frente, Møller continuava a oferecer qualidade entre linhas e Lúcia Alves fazia do corredor direito a sua autoestrada particular. A portuguesa acumulou metros, desequilíbrios e cruzamentos perante uma defesa portista incapaz de travar a sua profundidade.

Dorsin ainda obrigou Cora Brendle a uma excelente defesa antes de, aos 66 minutos, surgir um dos melhores lances da tarde. Lúcia Alves voltou a romper pela direita e ofereceu a Caroline Møller o 4-1.

Era o retrato perfeito da segunda parte: uma equipa a encontrar espaços por todo o lado e outra já sem capacidade para acompanhar o ritmo.

As substituições não diminuíram a intensidade encarnada. Andreia Norton (regressando aos relvados depois de uma ausência de mais de 470 dias) obrigou Brendle a nova intervenção e, aos 82 minutos, duas jogadoras saídas do banco construíram o quinto: Chandra Davidson assistiu e Anna Csiki colocou a “manita” no marcador.

Já nos descontos, Lúcia Alves procurou o golo que faltava à sua exibição, com um remate em arco que passou perto da baliza. Não marcou, mas também não precisava. A internacional portuguesa já tinha deixado a assinatura espalhada por praticamente todo o corredor direito do Fontelo.

O FC Porto conseguiu competir durante parte do primeiro tempo e encontrou nas bolas paradas a melhor forma de ameaçar o adversário, mas a segunda parte revelou a distância que ainda existe para uma equipa que está a dar os primeiros passos entre a elite. O Benfica, mesmo depois das mudanças sofridas no verão, respondeu com uma demonstração de força.

5 golos, uma Supertaça e um primeiro aviso às suas rivais: o Benfica começou 2026/27 como tantas vezes terminou nos últimos anos: a levantar um troféu.

Conquista Supertaça – Foto: SL Benfica

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