
O bom exemplo do Moreirense
Nuno Farinha|O início perfeito de temporada, com três vitórias nas três primeiras jornadas, faz do Moreirense – para já – uma das equipas mais prometedoras da Liga 2025/26. Não apenas pelos triunfos conseguidos (e que, aliás, passou a ser o melhor arranque de sempre da história do clube) mas sim pelos sinais que se podem ler a partir daquilo que se viu nestas três primeiras jornadas.
Não é preciso, nem faz sentido, enquadrar os objetivos do clube com metas europeias ou mesmo presença em finais de Taça ou coisas do género. O que está em causa é o nascimento de um novo projeto, com nova mentalidade, com novas metas (a longo prazo) e com novos protagonistas a partir do momento em que o controlo do Moreirense passou a ser exercido pelo seu novo proprietário – o milionário Bill Foley, que lidera o grupo norte-americano Black Night, que detém, entre outros clubes, o Bournemouth, da Premier League.
O primeiro passo é sempre o mais decisivo. E o primeiro passa sempre pela escolha da peça mais importante de um clube de futebol: o seu treinador. Os novos responsáveis pelo Moreirense decidiram escolher Vasco Botelho da Costa, um jovem treinador já com provas dadas em escalões abaixo, mas sempre com trabalho de qualidade apresentado: foi assim no Estoril (sub-23), União de Leiria e Alverca.
Não foi preciso fazer-se uma revolução no plantel. O que aconteceu nesta primeira oportunidade de mercado, já com intervenção do novo treinador e, obviamente, da estrutura de topo do Bournemouth, foi acrescentar alguma qualidade, sem haver, no entanto, qualquer desvio do essencial: o perfil do jogador fazer sentido à luz do desenvolvimento projetado para o Moreirense. E, naturalmente, para os objetivos definidos pelo proprietário: consolidar o clube na primeira metade da tabela, valorizar os ativos e gerar uma nova capacidade de atração – seja dos Media, de novos adeptos/sócios, de novos patrocinadores, parceiros e, obviamente, “obrigar” clubes mais poderosos a seguir com atenção o talento que se pretende ver desenvolvido em Moreira de Cónegos.
O “novo Moreirense” não está obrigado a, por exemplo, entrar na luta pelas competições europeias. Mas pretende ser mais competitivo do que alguma vez foi e tem o objetivo de contribuir, na medida das suas possibilidades e responsabilidades, para melhorar a qualidade do futebol português.
Escrevo a poucas horas do início da 4.ª jornada, que abre, precisamente, com o Gil Vicente-Moreirense. Mais um dérbi minhoto, depois do sucesso (para o Moreirense) que foi o embate frente ao Vitória de Guimarães, na 3.ª jornada. Antes disso, o Moreirense já tinha conseguido vencer o “europeu” Santa Clara (e logo nos Açores), depois de, na estreia, ter vencido o Alverca, clube de onde, curiosamente, veio o treinador, Vasco Botelho da Costa, responsável máximo pelo regresso dos ribatejanos à I Liga.
Nada do que foi dito atrás sobre o projeto do Moreirense irá mudar com o jogo de hoje, em Barcelos. Aconteça o que acontecer, as bases do novo projeto estão lançadas e isso não depende – nem poderia depender – de altos e baixos circunstanciais. O que, de resto, acontece com todas as equipas, até com as mais fortes.
O que passou a existir com a entrada do grupo Black Night no futebol português é algo que, infelizmente, nem sempre acontece com a entrada de investidores nas nossas ligas profissionais: visão de longo prazo, definição clara de objetivos, racionalidade nas escolhas dos novos gestores/decisores e ambição controlada.
A forma como o plantel foi construído e, sobretudo, o critério que levou à escolha de Vasco Botelho da Costa provam que o “novo Moreirense” nasceu de forma correta. E, como sabemos, só se nasce uma vez. Portanto, convém “nascer bem”. Foi o caso.
A partir de agora, é esperar pelo crescimento. Não interessa que seja muito rápido. Importa é que seja… com saúde. E, até ver, os “sinais vitais” estão nas melhores condições.

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