
Alvaiázere já vive um momento mais Alegre
Carlos Alegre aceitou o desafio de treinar o GD Alvaiázere e encontrou um cenário complicado. Quando chegou, a equipa vinha de três derrotas seguidas, com cinco golos sofridos em cada uma das partidas. A experiência do antigo treinador do Grupo Desportivo Pampilhosense ajudou, de imediato, a conferir alguma organização à equipa e a recuperar um espírito de compromisso que parecia estar completamente posto de parte pelos jogadores. Resultado: em 4 jogos, a equipa já somou tantos pontos (4) como nos oito jogos anteriores. Alvaiázere já vive momento mais Alegre.
A realidade era, então, bem diferente quando o novo treinador chegou. “Só tínhamos 16 jogadores e depois o Netinho lesionou-se num joelho. Ou seja, no primeiro jogo levei 5 suplentes e empatámos 0-0 em Pombal. Depois, só tivemos quatro no segundo jogo, em casa do Motor Clube, onde ganhámos por 1-0”, explica Carlos Alegre. Mas o cenário começa a melhorar. E nem mesmo a derrota no último jogo, frente ao Beneditente, fez esmorecer o grupo. “Sempre gostei de plantéis curtos, mas este era demasiado (risos). Já chegaram dois elementos e ainda vão chegar mais dois. Falta-nos ainda um lateral-esquerdo”, acrescenta.

Alegre trouxe, então, organização à equipa e terá, agora que o campeonato entrou na pausa de Natal e Ano Novo, algum tempo para fazer uma mini pré-época. “Não sei como é que as coisas foram feitas e nem sequer pretendo questionar o que foi feito para trás. Mas notei, nestes primeiros jogos, que a equipa vai-se muito abaixo fisicamente a partir dos 60 minutos. Temos de melhorar essa vertente. Com outro tipo de capacidade física e mais dois ou três médios ao meu gosto, podemos fazer um campeonato tranquilo na 2ª volta”, acredita Carlos Alegre.
E quem acredita nas ideias do mister é o grupo. Palavra do capitão Diogo Rodrigues. “O Carlos Alegre é da velha guarda de treinadores. Tem um trato diferente para com os jogadores. A filosofia dele é máxima liberdade para máxima responsabilidade. Os treinos são mais intensos, mas mais simples também. O grupo deve sofrer algumas mudanças nesta paragem porque saiu alguma malta com o mister anterior e o Carlos vai trazer gente da confiança dele. Mas vamos melhorar, já o estamos a fazer”, confessa.

Diogo Rodrigues, de 38 anos, é central e capitão do Alvaiázere desde 2020. Mas não só: “Também sou Coordenador da formação e Vice-Presidente do Clube. Faço de tudo um pouco. Aliás, a ideia, no final da época passada, era pendurar as botas e fi-lo. Mas convenceram-me a voltar a jogar e a coisa está-se a compor com a chegada do Carlos. Trouxe estabilidade, organização e mais tranquilidade ao clube.”
Diogo Rodrigues tem uma experiência profunda do futebol distrital. “Estive dois anos no Caranguejeira, quatro em Ourém, três no União da Serra, cinco no Pelariga e agora é o quinto no Alvaiázere. Sempre tive a sorte de passar em clubes de gente boa”, reconhece o capitão da equipa de Alegre. “Aqui conheço toda a gente. Adaptei-me bem e gosto das pessoas. Sinto-me muito bem aqui”, afirma.

Um sentimento partilhado também pelo treinador, que faz 120 quilómetros para cada treino e em dia de jogo. Mas com todo o gosto. “Dei-me logo bem com o presidente João Caria. O clube tem boas condições, o estádio também é muito bom. Sabemos que o clube tem de se organizar melhor e é isso que estamos a tentar implementar aqui. Trazer outro tipo de responsabilidade porque estamos no distrital, mas temos de ser o mais competentes possível”, afirma Carlos Alegre, que foi jogador e é pai de dois futebolistas, em exclusivo ao Craques.

No final, uma palavra para o grupo. “O grupo é porreiro e sinto que com mais dois ou três elementos, podemos ter aqui uma equipa muito competitiva. Melhorar os índices físicos e, com dois ou três reforços, podem contar com o Alvaiázere na 2ª volta do campeonato”, diz. O aviso à navegação fica feito.

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