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Alvarinho foi herói em casa

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Álvaro Gomes foi o melhor em campo no jogo da sua despedida. Entrou ao intervalo da final da Taça do Algarve, “por consequência do resultado”, e decidiu o título com dois golos de levantar as bancadas do Estádio Algarve. O algarvio revelou que foi uma “despedida bonita”, no sítio onde começou a carreira.

A final da Taça do Algarve 2025 só ficou decidida para lá do minuto 90, muito devido à estrelinha de Alvarinho. O canhoto marcou dois golos (67’ e 90+3’) que valeram a primeira taça desta competição para o palmarés pessoal, precisamente no último jogo da carreira, no seu Algarve e no estádio onde se estreou como sénior. Natural de Faro e adepto do Farense, Alvarinho, despediu-se dos relvados na final da Taça do Algarve, frente ao Silves, num jogo em que foi decisivo. Alvarinho foi herói em casa.

Foi no Estádio Algarve que o canhoto começou e acabou. Em agosto de 2009, no Farense – Vitória do Pico, na Taça de Portugal, Alvarinho estreou-se enquanto sénior e logo com golo. Agora, em abril de 2025, frente ao Silves, ao serviço da formação de Moncarapacho, pendurou as chuteiras depois de dois golos magníficos.

Uma despedida muito especial

Em exclusivo ao craques.pt, Alvarinho revelou que foi a entrada ao intervalo “não foi planeada” mas sim “uma consequência do resultado”. “O mister sentiu que a minha entrada podia mudar o jogo e foi isso que fiz. Foi muito especial. Foi uma despedida muito bonita, num estádio onde fiz o meu primeiro jogo como sénior e por coincidência também marquei. Se não me engano, também foram dois golos”, acrescentou, mesmo não se recordando do seu único golo no jogo de estreia.

Alvarinho fez 7 golos e 6 assistências em 32 jogos esta época

A decisão do “último ano como jogador” já estava, então, planeada “desde o início da época”, mas o anúncio apenas “foi feito no dia do jogo da Taça (frente ao Silves)”. “Já tinha sentido no ano anterior que o meu corpo já não respondia da maneira que queria. Demorava muito tempo a recuperar dos jogos e tinha, também, algum desgaste mental que já se vinha acumulando ao longo dos anos”, revelou quem, 2024/25, cumpriu 32 jogos e marcou sete vezes, além das seis assistências.

Relação com Faro e com o “clube de coração”

Ao longo da entrevista, Alvarinho nunca escondeu o seu sentimento por Faro e pelo Farense. A fase em que sentiu mais saudades de casa foi, naturalmente, quando jogou no estrangeiro: “Faro e o Farense são a minha casa. Sempre foram. Quando estive fora do país, tive sempre intenção de voltar. Foi onde cresci como jogador e como homem. Passei por, praticamente, todas as divisões com o Farense. Sem dúvida, o meu ponto mais alto no clube foi a subida à Primeira Liga, após 20 anos sem estarmos lá.”

A carreira como jogador terminou, mas Alvarinho continua ligado ao futebol e ao seu Farense, como olheiro. “Neste momento estou a trabalhar como scout, no Farense. Sempre quis ficar ligado ao futebol e poder fazer isso no meu clube de coração é realmente gratificante”, assume.

Primeiros troféus foram na Polónia

O jogador acumula, então, passagens em vários clubes. Depois da formação no Farense desde os sub-11, Alvarinho passou por quase todas as divisões do futebol português e também jogou no estrangeiro. No segundo ano como sénior, depois de ter cumprido uma temporada no Farense, na terceira divisão, Alvarinho transferiu-se para o primodivisionário Paços de Ferreira. O fantasista admite ter sido, então, um “salto gigante”, a começar pela “difícil adaptação” à capital do móvel.

Alvarinho terminou a carreira com um troféu ao serviço do Moncarapachense

“As coisas começaram logo por correr mal. Rompi o ligamento cruzado anterior de um joelho ao fim de duas semanas de treinos. A partir daí, voltar a ter confiança foi complicado para mim e acabei por não me adaptar ao clube. Nesse ano comecei a ter mais noção do que é o futebol profissional”, confessou Alvarinho.

Em 2014, o primeiro ano fora do país, Alvarinho conquistou, então, os seus únicos troféus nacionais. Foi no Zawisza Bydgoszcz, na Polónia, que Alvarinho ajudou a vencer as primeiras, e únicas, Taça da Polónia e Supertaça do clube. O extremo de 34 anos voltou atrás no tempo para contar a experiência na Europa de Leste: “Quando fui para a Polónia, era jovem e tinha pouca experiência numa primeira divisão. Na altura, tive algum tempo para me adaptar, porque me proporcionaram isso. Experimentar diferentes culturas contribuiu para o meu crescimento enquanto jogador.”

Por fim, Alvarinho identificou, então, os melhores momentos que viveu no futebol. “Tive muitos pontos altos. As várias subidas de divisão pelo Farense e as conquistas da Taça da Polónia e da Supertaça foram, sem dúvida, os pontos mais altos da minha carreira”, concluiu Alvarinho, em exclusivo ao Craques.pt.

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