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Arábia Saudita – Quando os milhões não compram ambição

Arábia Saudita – Quando os milhões não compram ambição

Arábia Saudita – Quando os milhões não compram ambição

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Nos últimos anos, a Arábia Saudita transformou-se num dos destinos mais apetecíveis do futebol mundial, oferecendo contratos milionários para atrair estrelas da elite europeia. Cristiano Ronaldo, Neymar, Benzema ou N’Golo Kanté são alguns dos nomes que aceitaram cruzar o deserto a troco de contratos lucrativos. No entanto, há vários exemplos de atletas que ainda não se deixaram seduzir pelas mil e uma noites, colocando a carreira, a ambição desportiva e a identidade pessoal acima dos petrodólares. Arábia Saudita – Quando os milhões não compram ambição.

A começar por um craque bem conhecido do futebol português. Viktor Gyökeres, 27 anos, bicampeão nacional pelo Sporting, com 96 golos marcados em 102 jogos nas duas últimas épocas, tem estado nas bocas do mundo face ao desejo de sair de Alvalade neste defeso. Mas uma certeza o sueco tem: não quer rumar ao Médio Oriente.

Diversas notícias nas últimas semanas dão conta disso mesmo. Prefere regressar, então, a Inglaterra, onde o Arsenal lhe acena com proposta que triplica o que aufere de leão ao peito. De resto, já no verão de 2024, Gyökeres recusara ofertas da Arábia Saudita. Nomeadamente do Al-Hilal e do Al-Ittihad. A rejeição aos milhões sauditas reforça a ambição do sueco de triunfar no futebol europeu.

O caso de Bruno Fernandes

Aos 30 anos, Bruno Fernandes continua a liderar o Manchester United com uma intensidade que encanta Ruben Amorim. Na época 2024/25, somou 15 golos e 21 assistências em 55 jogos. O impacto do médio português vai muito além dos números. Em 2024, recusou uma oferta do Al-Hilal, avaliada em €200 milhões por três temporadas, com salários semanais superiores a 600 mil euros, isentos de impostos.

Mais recentemente o Al-Hilal voltou, então, à carga. Os sauditas chegaram a 77M€ por época para convencer o capitão do United, mas a resposta voltou a ser negativa. O presidente do Al-Hilal ligou-me há um mês e fez uma proposta muito ambiciosa. Houve um tempo de espera pela minha parte para pensar no futuro. Falei com o mister Ruben Amorim que, durante todo esse período, me chateou bastante para que não fosse. O clube disse que não estaria disposto a vender-me, só mesmo se eu quisesse sair, que não era uma questão financeira”, assumiu, então, o internacional português.

Amorim convenceu Bruno Fernandes a continuar no United. Foto: Reuters

“Estou onde quero estar. O Manchester United é mais do que um clube para mim”, afirmou também Bruno Fernandes recentemente à imprensa britânica.

De Bruyne e Salah também rejeitaram

Com 34 anos, Kevin De Bruyne já poderia ter cedido à tentação de um último contrato milionário no Golfo. Mas a lealdade ao Manchester City manteve-se até ao fim do contrato e nem mesmo agora, que tinha carta branca para decidir o futuro, optou pela Arábia Saudita. Preferiu antes aceitar o desafio que lhe foi lançado por Antonio Conte e já foi anunciado como reforço do Nápoles para as próximas duas épocas. Desta forma, o internacional belga vai ajudar o campeão italiano a defender o título e a fazer uma boa campanha na Liga dos Campeões em 2025/26.

De Bruyne aperta a mão de De Laurentiis, presidente do Nápoles. Foto: SC Napoli

Mohamed Salah é um faraó que, para o Liverpool, não se vende. Ele que tem sido consecutivamente tentado pelo ouro saudita. O avançado egípcio, de 33 anos, recusou, então, pelo menos duas propostas milionárias. A primeira, em 2023, a rondar os €155 milhões por dois anos. A segunda, já este ano, proveniente do Al-Ahli e que incluía um salário líquido de €80 milhões por temporada. Salah, porém, manteve-se fiel a Anfield. “Nunca forcei a saída. Tenho contas por fechar com este clube”, terá dito a amigos próximos, segundo a Imprensa britânica. E renovou por duas temporadas pelo campeão inglês.

Salah: o homem dos recordes fica em Anfield
Salah voltou a recusar ofertas da Arábia para renovar pelo Liverpool

Resistência de alto nível

Até mesmo nomes menos conhecidos rejeitaram o apelo da Arábia Saudita. Jogadores como Serginho Andrade, extremo do Viborg, recusou oferta recente do Al Wasl; Luka Modrić, 39 anos, deixou o Real Madrid e foi tentado por clubes sauditas mas estará perto de se tornar reforço do AC Milan.

Também Robert Lewandowski, do Barcelona, renovou contrato com o clube catalão, ignorando, então, as abordagens feitas pelo Al-Shabab. Há um ano, Bernardo Silva, do Manchester City, também recebeu oferta choruda do Golfo, mas o compromisso com Guardiola e o projeto do City falou mais alto. Se por um lado o futebol árabe se apresenta como o novo ‘El Dorado’, são ainda muitos os casos de jogadores que resistem, então, à tentação. A prova de que nem tudo no futebol tem preço.

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