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Azevedo, o 'goleador improvável' do AD Piães: "A minha alcunha já é CR7"

Azevedo, o ‘goleador improvável’ do AD Piães: “A minha alcunha já é CR7”

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O percurso de Azevedo no AD Piães tem sido notável, destacando-se, então, como uma figura central na equipa. Com sete golos em quatro jogos nesta temporada, o jogador tem demonstrado uma capacidade goleadora surpreendente, apesar de, no papel, ser um defesa-lateral. A sua dedicação e o seu espírito de equipa são pilares fundamentais para o clube aspirar a subida à Divisão de Honra da AF Viseu.

“Aceitei ficar e dar continuidade ao meu percurso no AD Piães, apesar de termos tido uma época de oscilações o ano passado sem termos conseguido a subida”, revela Azevedo, sublinhando o seu compromisso com o projeto. A sua decisão de permanecer no clube foi, então, impulsionada pela paixão e pelo empenho da direção, que o cativaram. “O verdadeiro motivo foi a dedicação que o Presidente e a Direção têm ao clube. Fico pelo amor que eles têm ao futebol e ao AD Piães”, acrescenta, evidenciando a forte ligação emocional que o une ao clube.

O ‘CR7 do Piães’ já tem sete golos, em quatro jogos

De lateral a extremo goleador

Inicialmente registado como defesa, Azevedo tem surpreendido tudo e todos com a sua veia goleadora. “Sou lateral-esquerdo e direito, mas este ano tem sido ao contrário”, explica. A mudança de posição para extremo e médio-ala revelou um talento adormecido. “Tenho características de extremo puro, aquele extremo ‘à antiga’ que joga muito de um para um, gosta de fazer ruturas… algo que não se vê no futebol moderno. A minha ginga e o meu futebol de rua acabaram por fazer a diferença na minha mudança de posição”, afirma.

Azevedo diz que é um extremo “à antiga”

No primeiro jogo da temporada, a sua entrada em campo como extremo foi decisiva. “No primeiro jogo saltei do banco e já sabia que ia jogar a extremo/médio-ala, e passados cinco minutos marquei. Desde aí tenho jogado a extremo e não a lateral, daí vêm os golos e as assistências”, conta, assim, justificando os seus impressionantes números desta temporada.

Preparação mental e espírito de equipa

Azevedo atribui grande parte do seu sucesso, então, à preparação mental e à renovada dinâmica da equipa. “A minha preparação principal para esta temporada foi mental. No ano passado não havia uma relação entre treinador e jogadores, nem algumas ligações de jogadores para jogadores e nem o gosto por jogar”, recorda. Esta temporada o cenário é, pois, diferente: “Agora, desde o início, quando chego ao balneário, onde há mais de metade de jogadores novos, vê-se uma nova vontade de ganhar, competitividade, rigor e compromisso.”

A diferença para a temporada passada está na mentalidade da equipa

O jogador destaca a importância do coletivo: “Tenho colegas com grande qualidade e quando marco golos não é só por mim, é por todos, como se fosse um agradecimento pelo trabalho de todos.” A união do grupo é um fator motivador. “Agradeço muito aos meus colegas e aos treinadores, porque é magnífico fazer parte deste grupo, independentemente de estarmos numa AF pequena. Quero que sejamos muito felizes no final da temporada.”

Não há outro amor na vida, igual ao amor de mãe

Apesar dos sete golos em quatro jogos, Azevedo não estabelece metas numéricas. “Sinceramente, se me tivessem dito há um mês e meio que ia ter sete golos em quatro jogos não ia acreditar, mesmo sabendo que ia jogar a extremo”, confessa. A pressão é vista, então, como um incentivo: “A minha alcunha no clube já é CR7. É uma pressão boa. Sei que tenho de fazer mais por todos os meus colegas e amigos no clube, mas não tenho uma meta de golos para esta época. Se puder fuzilar mais vezes as redes, será com todo o gosto.”

Todos os golos do 17 são dedicados à sua mãe, que nem sempre consegue estar na bancada

Os seus festejos são dedicados à pessoa mais importante da sua vida. “Dedico sempre os meus golos a alguém na bancada, que, normalmente, é a minha mãe, a pessoa mais importante da minha vida, o amor da minha vida”, revela. Neste contexto, a canção “Mãe Querida” encaixa na perfeição, visto que é a sua maior inspiração: “É dela que retiro muitas coisas, é a minha fonte de inspiração e é dela que tenho o ADN de deixar tudo em campo”.

O sonho palpável da subida de divisão

A meta coletiva para esta temporada é clara: a subida de divisão. “A promoção é a meta traçada pela Direção deste ano. É como se costuma dizer: ou é tudo ou não é nada”, afirma. O esforço conjunto é, então, evidente: “Houve muito esforço da Direção e dos treinadores, há muitos jogadores novos e de qualidade e o objetivo principal é a subida.”

O AD Piães só tem um objetivo: a subida para a Divisão de Honra da AF Viseu

O plantel está, pois, focado e preparado para os desafios. “Temos um plantel forte, unido, compacto e pronto para cada batalha. Nesta divisão, que tem um formato novo, há sempre uma batalha nova todas as semanas. Cada jogo é uma final”, conclui, expressando a determinação da equipa em alcançar o objetivo. “Resta-nos colocar em prática tudo aquilo que fazemos nos treinos. Os jogos são o reflexo dos treinos. Quem quer ser campeão no futebol tem de sofrer poucos golos, nem sempre são os que marcam mais golos.”

Azevedo, o ‘goleador improvável’ do AD Piães: “A minha alcunha já é CR7”

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