
Craques|A conferência de imprensa em Doha revelou um Queiroz combativo, questionando abertamente as decisões da Confederação Asiática de Futebol (AFC) que, segundo ele, favorecem, descaradamente, as nações anfitriãs (Catar e Arábia Saudita).
O ambiente de tensão é palpável à medida que Omã se prepara para enfrentar o Catar, uma das equipas que, juntamente com a Arábia Saudita, beneficiou de uma decisão da AFC. Esta decisão atribuiu a vantagem de jogar em casa e um calendário de jogos mais favorável a estas duas seleções, levantando sérias questões sobre a transparência e a equidade do processo.
Carlos Queiroz, um técnico com um currículo invejável de quatro qualificações para Mundiais, não hesitou, pois, em criticar a situação, sublinhando a dificuldade da tarefa que tem pela frente. A sua procura pela quinta qualificação, um feito inédito na história do futebol, é, agora, ainda mais desafiadora, mas a sua postura demonstra que a equipa de Omã não se renderá facilmente.

A AFC tomou a decisão de conceder, então, ao Catar e à Arábia Saudita a vantagem de jogar em casa nos play-offs de qualificação para o Mundial’2026. Uma medida que gerou indignação entre as seleções adversárias. Esta decisão, anunciada em junho, e sem critérios de seleção claros, foi contestada por países como Indonésia, Iraque, Omã e Emirados Árabes Unidos, que manifestaram interesse em sediar os jogos ou solicitaram locais neutros. A falta de transparência da AFC neste processo tem sido um ponto de discórdia significativo.
Além da vantagem de jogar em casa, as equipas anfitriãs beneficiam de um calendário de jogos mais espaçado. Enquanto o Catar e a Arábia Saudita terão seis dias de descanso entre os seus jogos, as outras seleções têm 72 horas. Carlos Queiroz expressou, assim, a sua incredulidade perante esta situação: “Jogamos contra o Catar e voltamos a jogar três dias depois, o Catar joga seis dias depois, e eles já sabem o resultado e o que precisam de fazer. Isto nunca aconteceu antes. As pessoas que fizeram os regulamentos não pensaram nisto e não prestaram atenção.” O treinador português questionou ainda a lógica de tal arranjo, sugerindo que “talvez as pessoas que organizaram isto tenham uma visão diferente do futebol”.

Para Carlos Queiroz, a tarefa de qualificar Omã para o Mundial de 2026 seria, então, um “milagre”, dada a complexidade da situação. Omã, que nunca se qualificou para um Campeonato do Mundo, enfrenta, assim, desafios adicionais, incluindo a logística de ter cinco jogadores a atuar no estrangeiro. Estes atletas terão, então, de viajar “após os seus jogos de domingo, chegando a Omã na terça-feira para jogar na quarta-feira”, devido ao “início das datas FIFA apenas na segunda-feira”. Queiroz ilustrou a dificuldade com uma analogia: “Tenho perguntado aos chefes de cozinha aqui como fazer uma omelete sem ovos”.
O treinador português, que já levou África do Sul (2002), Portugal (2010) e Irão (2014 e 2018) ao Mundial, está determinado a fazer história com Omã. No entanto, a sua crítica não se limita à vantagem de casa e ao calendário. Queiroz também apontou a estranheza de tais decisões serem tomadas a meio da competição, algo que considera sem precedentes e que deveria “desconfortar” os responsáveis.

A controvérsia em torno dos play-offs asiáticos não se limita apenas à vantagem de casa e ao calendário. A geopolítica também parece desempenhar um papel. A Indonésia manifestou a sua preocupação com a nomeação de um árbitro kuwaitiano para o seu jogo contra a Arábia Saudita. A equipa indonésia solicitou um árbitro “verdadeiramente neutro, possivelmente da Europa ou de outro lugar, alguém que não tenha interesse na região”.
Este cenário adiciona uma camada extra de complexidade e desconfiança a uma fase de qualificação já de si desafiadora. A postura de Carlos Queiroz, embora crítica, reflete a realidade de uma competição onde fatores externos podem ter um impacto significativo no desfecho. Apesar de todas as adversidades, a equipa de Omã, sob a liderança de Queiroz, está pronta para lutar “contra tudo e todos” na esperança de alcançar o sonho de uma inédita participação no Campeonato do Mundo.

A última questão da conferência voltou-se, então, para o formato do play-off e se Carlos Queiroz acharia o mesmo se estivesse do lado do Catar. “Sentiria o mesmo. Quando termina um jogo gosto de ir para casa com o sentimento de que foi bem ganho, com as condições certas. Mas estamos a 24 horas do jogo… não fui eu e nem os jogadores que decidiram isto. Quem decidiu isto é que tem de viver com isto para o resto da vida. Não somos nós. Nós deixamos um apelo à inspiração, a um grande jogo amanhã, a fazer os adeptos felizes, que desfrutem e se divirtam. E no fim que ganhe a melhor equipa no campo. As coisas fora do campo nós não controlamos. Neste ponto da minha carreira, já não tenho problema em dizer o que acho, nem fico preocupado com o que acham do que eu digo. Porque acho que a minha opinião está certa. E tenho a certeza que vocês também acham, até as pessoas aqui no Catar. Mas, mais uma vez, muito obrigado a quem criou este cenário. Agora vamos desfrutar”.
Carlos Queiroz e a batalha de Omã para o Mundial: “Somos nós contra tudo e todos”

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