
Golpe de Mestre na maior goleada dos distritais
Nem o imparável Vitória de Sernache, antes da subida ao Campeonato de Portugal, vencera por uma margem tão alargada enquanto disputou, na temporada passada, a distrital de Castelo Branco. Após o 11-0 ao Belmonte, o Idanhense soma agora duas vitórias e um empate e ocupa, então, o 1º lugar. Prometendo, então, ser este ano um dos fortes candidatos à promoção. “O objetivo do clube é isso mesmo. Meter o Clube União Idanhense nos lugares onde merece estar”, disse o médio, de 20 anos, em entrevista exclusiva ao Craques. Golpe de Mestre na maior goleada dos distritais.
Fundado em 1917, o Idanhense é um histórico clube de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, que foi criado com fins culturais e sociais, voltado para as classes operárias. E só surge com uma equipa sénior de futebol em 1974/1975, onde jogou o campeonato distrital nos primeiros anos.
Desde aí, já chegou por três vezes à terceira divisão nacional, que equivale aos dias de hoje, ao Campeonato de Portugal. Conquistou a Taça José Farromba por três vezes, na qual, também ainda não perdeu este ano, somando dois empates apenas.

Em 2014 o clube renasce, com um grupo de jovens que se juntou e abriu uma ala para o atletismo e pequenos eventos associativos. O futebol volta também, inicialmente como modalidade amadora, mas passado algum tempo, outra vez, em competições oficiais.
Depois disso, já subiu, então, ao Campeonato de Portugal, na temporada 2021/2022. E João Mestre sabe o objetivo que o clube definiu em voltar a esses palcos. “Sabemos a responsabilidade que é estar em primeiro lugar. Mas não sentimos essa pressão. Entramos sempre focados, com respeito pelo adversário”, afirma o jogador, com olhos no bom arranque de campeonato.
O objetivo de João Mestre não é menos do que chegar aos palcos principais do futebol português. “É um sonho que eu tenho desde menino, e trabalho todos os dias a pensar nisso, para chegar a esse patamar”, afirma o médio, que tem o privilégio de partilhar o balneário com Alex Kakuba, antigo futebolista do Estoril.

Para realizar tais sonhos, o jovem médio do Idanhense sabe os sacrifícios que tem de fazer. “No Amora e no 1º Dezembro era longe, mas conseguia ir a casa. E tinha o conforto dos meus amigos e da minha família”, diz. Agora, em Castelo Branco, a história é diferente. “Aqui no Idanhense foi mais difícil, longe de casa, longe da família e dos amigos, longe de tudo”, afirmou.

Mas o jovem jogador sabe melhor o que ninguém o quer “Falei com os meus pais, e quis focar-me ao máximo nisto. E decidi arriscar, é o meu sonho e o que eu quero.” Com isso, até já foi recompensado pelo seu desempenho. “Vou a casa todos os fins-de-semana, mas agora como fui chamado à seleção distrital (Castelo Branco), não consigo ir”, disse João Mestre. Com isso, o jovem, de 20 anos, representa um dos milhares de jogadores que partilham o mesmo sonho de chegar aos grandes palcos do futebol.

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