
Grimi: o leão da Serra salvou o Sporting da Covilhã. Foto: Nelson Manteigas
A ligação de Leandro Grimi a Portugal está intimamente ligada ao Sporting. Depois de ter jogado no clube de Alvalade durante três épocas e meia, iniciou a carreira de treinador no Sporting da Covilhã, cidade de onde a mulher é natural. Grimi: o leão da Serra salvou o Sporting da Covilhã. Começou, então, nos juniores, devido à interferência de outro antigo leão, e foi, esta época, chamado a render Francisco Chaló na equipa principal dos serranos para afiar as garras do leão e garantir a permanência na Liga 3 na última jornada.
Mas voltemos ao início. Grimi terminou a carreira de jogador em 2021, ao serviço do Huracán, e resolveu voltar para Portugal. “O motivo do meu regresso a Portugal foi a minha mulher, que é da Covilhã. Estivemos sempre juntos e quanto eu terminei a carreira, viemos viver para a Covilhã. Comecei a tirar o I Nível de treinador e dei os primeiros passos. Aí, o treinador do Sp. Covilhã em 2022 era o Leonel Pontes. Ele já me conhecia e falou no clube para ver se eu podia integrar a equipa técnica dos juniores. E assim foi”, explica Grimi ao Craques.
O trabalho desenvolvido nos juniores foi de excelência. Em 2022//23 foi adjunto e depois tornou-se, então, técnico principal em 2023/24, com uma caminhada que resultou na conquista do Campeonato da 1ª Divisão Juniores A da AF Castelo Branco. “Fomos campeões invictos, só tivemos um empate na época passada. Correu tudo muito bem, fui bem recebido no clube e fizemos uma grande festa”, contou.
A transição para o plantel sénior deu-se em janeiro deste ano, logo após a saída de Francisco Chaló do comando técnico dos serranos. Grimi ainda cumpriu três jogos da fase regular e depois discutiu a Fase de Permanência, salvando a equipa de uma descida que, a dado momento, chegou a parecer certa.

“Sinto um enorme orgulho pelo que os jogadores alcançaram. E vou estar para sempre agradecido ao Presidente pelo que me proporcionou. Fizemos uma fase final séria, em que até merecíamos mais do que conseguimos porque em vários jogos sofremos golos aos 89’, 90’+6 e 90’+8, que nos complicaram a vida. Mas só num jogo, o penúltimo frente ao Oliveira do Hospital, é que não fomos superiores ao adversário”, reconhece o técnico argentino.
No final, tudo acabou bem para o Sporting da Covilhã. “Eu estive sempre tranquilo porque conhecia a união que havia entre os jogadores e o grupo que tínhamos”, explica. Antes de identificar, então, a chave do sucesso: “Foram os valores que implementámos no grupo. O respeito, o ninguém ser mais do que o outro e uma crença mental assinalável. Só desta forma podíamos manter o clube na Liga 3.”

Sobre o futuro, Grimi quer esperar um pouco para ouvir o que o Sp. Covilhã pretende para o futuro. “Sinto-me feliz, esta é a minha casa, tenho aqui a minha família e um clube e adeptos que foram sempre impecáveis comigo. Vamos esperar para ver o que acontece”, finaliza o novo leão da Serra.

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