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Marco Silva: “Sinto saudades de jogar a Champions League”

Marco Silva: “Sinto saudades de jogar a Champions League”

Marco Silva: “Sinto saudades de jogar a Champions League”

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Marco Silva fez um balanço da carreira em Inglaterra e reforçou a ambição para o futuro, em entrevista ao Canal 11. Empenhado no projeto do Fulham, com quem tem contrato até final da presente época, o treinador português revela que já recusou duas oportunidades para voltar a treinar em Portugal e que sempre disse não aos milhões com que, amiúde, tem sido seduzido com ofertas da Arábia Saudita.

A certa altura deste defeso, a continuidade de Marco Silva no Fulham chegou a estar em dúvida, mas em entrevista ao Canal 11, o técnico dissipou-as. “Tenho mais esta época de contrato e, independentemente dos rumores que sempre acontecem, vou continuar e estou aqui com a ambição e entusiasmo de sempre”, assumiu Marco Silva logo no arranque da entrevista, conduzida pelo jornalista Miguel Belo, em Lagos, no Algarve. O local, mais uma vez, escolhido pelo Fulham para o estágio de pré-temporada. “A época foi muito boa e o objetivo e ambição é fazer melhor do que o ano passado em termos de pontos. Se o conseguirmos, vamos andar pelo 8.º ou 9.º lugares e depois podemos pensar noutros objetivos”, reiterou o treinador português que, ainda assim, assume falta de algo que já teve na carreira. Marco Silva: “Sinto Saudades de jogar a Champions League.”

Fulham de Marco Silva voltou a escolher Portugal e o Algarve para o estágio de pré-época Foto: Fulham

“Sei muito bem onde quero estar”

Com ideias muito claras, Marco Silva vincou que “ficar [no Fulham] tem sido a melhor opção”, mesmo que isso tenha significado a recusa de duas possibilidades para voltar a Portugal. Ou até um contrato financeiramente faraónico com um dos grandes clubes da Arábia Saudita.

“Já podia ter regressado a Portugal”, reconheceu Marco Silva. “A curto prazo, estou apenas concentrado no Fulham e voltar a Portugal não está no meu radar”, reforçou. O mesmo se aplica à Arábia Saudita: “Não tenho aceite, e não foi uma, nem duas nem três vezes que recebi convites, mas não aceitei por uma questão de carreira e familiar também. A parte financeira é tentadora, sem dúvida, mas ao nível em que estamos na Premier League não nos podemos queixar também”, assumiu o técnico, que trabalha, desde 2017, em Inglaterra. “Fui o terceiro treinador português a entrar na Premier League”, recordou.

À espera de quatro reforços

“Estou no melhor e mais competitivo campeonato do mundo”, expressou ainda Marco Silva, o que não lhe limita a ambição. “Gosto muito de estar na Premier League mas é um campeonato em que quero dar passos em frente”, assumiu. “Mas sinto saudades das competições europeias, de jogar a Champions League… se possível em Inglaterra, se não for possível aqui vai ser noutro campeonato. Sei muito bem onde quero estar”, juntou o técnico, de 48 anos, que vai iniciar a quinta temporada à frente do Fulham.

“Há uma identificação muito forte com o clube. Aceitar o desafio de treinar no Championship foi uma decisão de risco mas queria voltar a Inglaterra”, recordou, então, Marco Silva. “Queríamos ter impacto imediato e foi muito bom com a conquista do título. As últimas três épocas foram de grande sucesso”, sublinhou ainda o treinador português, que aguarda por quatro reforços para atacar a nova época. “Dois extremos, um médio n.º8 e um avançado”, revelou.

Ao sucesso desportivo, Marco Silva ofereceu ao Fulham, também, capacidade financeira, ao estabelecer “recordes de vendas”, primeiro com Mitrovic (Al Hilal) e depois com João Palhinha (Bayern de Munique).

Marco Silva ainda espera quatro reforços para atacar a nova temporada Foto: Fulham

A presença de Gyökeres no Arsenal

Marco Silva analisou também a saída de Gyökeres do Sporting para o Arsenal. O treinador do Fulham garantiu que, antes mesmo de ir para os leões, o avançado sueco já se encontrava referenciado por várias equipas inglesas, principalmente as do chamado “meio da tabela”.

“Essa história de que ninguém tinha reparado no Gyökeres [antes de rumar ao Sporting] é tudo conversa. Não repararam os clubes de topo em Inglaterra. Não é fácil um jogador ir do Coventry para os clubes de topo em Inglaterra. E, naquele momento, não era um jogador preparado para esse salto. Agora, os clubes de meio da tabela em Inglaterra, todos tinham reparado. Tanto é verdade que existiram algumas propostas. Eu cheguei a falar com o agente do Gyökeres, mas também tínhamos um avançado de nível mundial, que era o Mitrovic, muito difícil de substituir”, referiu o técnico português.

E será que Gyökeres está preparado para vingar em Inglaterra? Para Marco Silva, é certo que terá impacto: “Acho que vai encaixar num momento do jogo que o Arsenal também tem. Talvez, de todas as equipas que lutam pelo título, é a que tem o momento defensivo mais consolidado. No momento sem bola, se estiver um pouco mais baixa, não é grande preocupação. E aí vai ter muito espaço para explorar. Têm médios muito fortes e alas também, e aí encaixará muito bem. Num momento de ataque posicional, quando o Arsenal está claramente no seu espaço mais subido, iremos ver, então, a adaptação que terá.”

Marco Silva completou recentemente 48 anos e foi assim que o Fulham o saudou

Uma carreira em números e títulos

Com 509 jogos disputados na carreira, Marco Silva abraçou, então, projetos em clubes como Estoril, Sporting, Olympiacos, Hull City, Watford, Everton e Fulham, onde chegou em julho de 2021 e revolucionou o futebol dos cottagers. Pelo Fulham, Marco Silva soma, então, 184 jogos, com 81 vitórias (44,0 %), 40 empates e 63 derrotas. Na Premier League regista 209 jogos, 75 vitórias, 43 empates e 91 derrotas, com 287 golos marcados e 321 sofridos.

Marco Silva é ainda quem tem o maior win-rate de sempre (37,5 %) entre os treinadores que orientaram o Fulham na Premier League, após um 10.º lugar em 2022/23, 13.º em 2023/24 e 11.º em 2024/25, ao conquistar 54 pontos e a melhor pontuação de sempre no escalão máximo do futebol inglês (recorde era de 53 pontos, obtidos por Roy Hodgson em 2008/09). De resto, Marco Silva apresenta quatro títulos no currículo, tendo conquistado uma Segunda Liga (2011/12 ao serviço do Estoril), Taça de Portugal (2015 pelo Sporting), um campeonato grego (2015/16 pelo Olympiacos) e o título de campeão do Championship (2022) que recolocou, então, o Fulham na Premier League.

O impacto de Marco Silva vai muito além dos números. Inspirou jogadores, criou identidade, promoveu adjuntos das suas equipas técnicas a treinadores principais, revitalizou clubes e ganhou o carinho dos adeptos um pouco por todo o lado onde passou. É, sem dúvida, um dos grandes embaixadores do futebol português no estrangeiro na atualidade. É este impacto que justifica, então, o coro dos adeptos que acompanham os cottagers por toda a Inglaterra: “He’s a geeee-nius”.

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