
O “Jardinismo” já faz escola na Toca da Raposa
O arranque de Leonardo Jardim no Cruzeiro não foi fácil. Duas vitórias nos primeiros cinco jogos não eram, então, suficientes para os adeptos do clube da Toca da Raposa, mas tudo mudou num ápice. Jardim abdicou de Gabriel Barbosa e Dudu no onze e apostou num ataque mais móvel e pressionante e as vitórias apareceram. São já três consecutivas, uma delas sobre o Flamengo, e o Cruzeiro soma 16 pontos à 8ª jornada, os mesmos que tinha em 2014, último ano em que foi… campeão. O ‘Jardinismo’ já faz escola na Toca da Raposa.
É o novo termo utilizado na imprensa brasileira para descrever o trabalho do técnico português em três meses no clube. Para além das vitórias, o futebol ofensivo, com transições rápidas e jogadas enleantes encanta. E o Sport Recife foi, então, a última vítima: triunfo por 4-0 em Pernambuco, naquela que é a vitória mais gorda de uma equipa visitante na atual edição do Brasileirão.
“O Cruzeiro é fatal”, titula a imprensa brasileira, referindo-se aos ataques rápidos e mortíferos que a equipa de Jardim desenha. A jogar com um trio de médios no apoio ao ponta-de-lança, sobressai Matheus Pereira, antigo jogador do Sporting, que foi contratado ao Al Hilal no verão passado. O ex-leão foi alvo de cobiça, já no início deste ano, por parte de Flamengo e Zenit mas o Cruzeiro não o deixou sair e em boa altura o fez.

Jardim entrou no Cruzeiro em fevereiro e o arranque foi tudo menos fácil. Contabilizando todas as competições, o técnico português só ganhou dois dos primeiros 11 jogos e a saída chegou a ser falada. Sobretudo depois da eliminação nas meias-finais do Estadual Mineiro e na fase de grupos da Copa Sul-Americana.
Foi, então, altura de reunir as tropas e fazer ajustes já em pleno Brasileirão. Com reforços de peso como o guardião Cássio e o lateral-direito Fagner (ambos ex-Corinthians), o extremo Dudu (ex-Palmeiras) e o avançado estrela Gabriel Barbosa (ex-Flamengo), a pressão foi intensa, mas a equipa soube, entretanto, responder.
Cássio é o dono da baliza e na defesa reinam Fagner e a dupla Fabrício Bruno/Villalba. No meio-campo sobressaem Romero e Lucas Silva (que teve passagem pelo… Real Madrid) e o ataque está, então, entregue a Matheus Pereira e Kaio Jorge, antiga promessa do Santos. Com a ajuda dos irrequietos Wanderson e Christian nas alas.
No total, foram, então, 13 os reforços do Cruzeiro para atacar um campeonato que se espera melhor do que o insosso 9º lugar alcançado em 2024.
É, então, numa boa fase que ‘Jardinismo’ se prepara para enfrentar mais um teste. A receção sempre complicada ao Atlético Mineiro, num duelo que se espera que seja frenético, agendada para dia 19.
Os métodos de Leonardo Jardim começam, enfim, a ganhar o respeito dos adeptos. Para este jogo, o técnico já conta com o regresso de Romero ao meio-campo, depois de ter substituído alguns titulares na 2ª parte com o Sport, de forma a que não ficassem castigados e impedidos de atuar no clássico.

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