
Os 50 anos de Robbie ‘God’ Fowler
O avançado inglês, nascido e formado no Liverpool, celebra hoje uma marca especial. Conhecido pelo instinto matador que revelou nos primeiros anos pelos reds mas também por algumas polémicas e lesões que o impediram de gravar o seu nome a letras de ouro na história dos reds.
22 de setembro de 1993. Robbie Fowler, estrela das camadas jovens do Liverpool, estreou-se pela equipa principal, lançado pelo técnico Graeme Souness, num jogo da Taça da Liga em casa do Fulham, em que os reds ganharam por 3-1. Fowler estabeleceu o resutado final aos 83’ e a lenda nascia aí. O Craques relembra hoje a carreira de um dos maiores goleadores da história da Premier League – Os 50 anos de Robbie ‘God’ Fowler.
O arranque foi especial. A jogar na sombra da lenda Ian Rush – melhor marcador da história do Liverpool, com 346 golos apontados -, Fowler apareceu no início de 1993/94 e deu logo nas vistas. Depois do golo na estreia, cometeu a proeza de fazer os 5(!) golos da goleada ao Fulham no desafio da 2ª mão da Taça da Liga e tomou-lhe o gosto.
A estreia a marcar na Premier League foi a 16 de outubro de 1993, diante do Oldham Athletic (vitória por 2-1). A 18 de dezembro desse ano, já somava 15 golos em 18 jogos com a camisola do Liverpool, desafiando a média de golos de Rush e apontado como o futuro grande avançado dos reds. Acabaria a época com 19, após uma quebra natural na sequência de uma paragem de dois meses devido a uma fratura num tornozelo.
Na época seguinte, 1994/95, arrancou outra vez em grande estilo. Foram 9 golos nos primeiros 11 jogos, incluindo um hat-trick histórico frente ao Arsenal na 3ª jornada do campeonato. Fowler marcou 3 golos em apenas quatro minutos e 33 segundos, um feito que perdurou até… 2015, quando Sadio Mané (que também vestiu a camisola do Liverpool) fez um hat-trick pelo Southampton em dois minutos e 56 segundos.
Os 25 golos em 42 jogos em 1994/95 confirmaram Fowler como um dos melhores avançados da Premier League, tendo o avançado ganho o prémio de Jovem Jogador do Ano nessa época.

Fowler, um avançado canhoto mas capaz de rematar bem com os dois pés e também com bom jogo aéreo, foi marcando golos atrás de golos pelo Liverpool, tendo sido importante na conquista de alguns troféus. Dessa forma, ganhou, então, a alcunha de “God” (Deus) por parte dos adeptos do Liverpool, ao alcançar a marca de 100 golos em 165 jogos com a camisola do Liverpool, ou seja, tendo então melhor média de golos do que Ian Rush.
Além dos golos, ‘God’ Fowler evidenciava-se pelas atitudes. Em 1996/97, o avançado simulou um penálti após choque com David Seaman, guardião do Arsenal, e avisou o árbitro que não fora falta. O juiz manteve a decisão e Fowler falhou o penálti de propósito, num ato que lhe rendeu a admiração por parte de vários quadrantes.

Na mesma época, numa eliminatória com os noruegueses do Brann, Robbie Fowler foi notícia por utilizar uma camisola do Liverpool a mostrar apoio aos trabalhadores do porto da cidade – Albert Docks – que tinham sido despedidos de forma injusta pela empresa Mersey Docks and Harbour Company.
Em 2000/01, o Liverpool contava no seu ataque com três internacionais ingleses. O mais experiente era Robbie Fowler, além de Emile Heskey e o prodígio Michael Owen. Mas o ‘God’ foi determinante no triplete de Taças que a equipa de Gérard Houllier conquistou.
Fowler fez, então, o golo na final da Taça da Liga, frente ao Birmingham, em que os reds ganharam após penáltis (1-1, 5-4 g.p.). Mas marcou também nas meias-finais da Taça e entrou aos 77 minutos da final, diante do Arsenal, participando na reviravolta operada nos últimos 7 minutos. Por fim, fez ainda um golo na sensacional final da extinta Taça UEFA dessa temporada, em que o Liverpool bateu os espanhóis do Alavés por 5-4, após prolongamento.

Marcou, então, 18 golos em 53 jogos em 2000/01, tendo sido o terceiro melhor marcador da época, atrás de Heskey e Michael Owen.
Em 2001, Fowler foi vendido ao Leeds, após algumas épocas marcadas por lesões no Liverpool. Cumpriu duas temporadas no Leeds e depois quatro épocas no Manchester City. Onde conseguiu recuperar, então, algum do seu ‘killer instinct’.
Ainda assim, o ‘Deus’, que na infância era adepto do… Everton, não mais perdeu o seu amor pelo Liverpool. Nunca chegou a ganhar a Champions mas foi visto nas bancadas do Estádio Atatürk, em Istambul, a 25 de maio de 2005. A torcer pelo seu clube, quando os reds venceram a Liga dos Campeões, numa final épica, em que estavam, então, a perder por 3-0 frente ao AC Milan ao intervalo.
Em janeiro de 2006, haveria de deixar o City a custo zero e a assinar pelo Liverpool, voltando a casa e deixando os fãs reds entusiasmados com o regresso de ‘Deus’.
Quanto às polémicas, foram várias, dentro e fora de campo, com lesões e picardias, especialmente nos dérbis a ferver com o Everton.

A maior aconteceu em 1999, então num dérbi frente ao Everton, e após bisar no triunfo (3-2), Fowler comemorou um dos golos deitado sobre a linha de fundo, a fingir que estava a ‘cheirar a linha’. Esta foi, então, a resposta do goleador à sequência de acusações por parte de adeptos e responsáveis do Everton de que o ‘God’ estaria a jogar sob o efeito de substâncias ilícitas, como cocaína.
Fowler deixaria depois o Liverpool, com 183 golos em 369 jogos, ocupando hoje o 7º lugar na lista de melhores marcadores de sempre dos reds, a qual é liderada por Ian Rush (346 golos em 660 jogos).
Jogaria ainda no Cardiff, Blackburn Rovers, nos australianos do North Queensland Fury e Perth Glory e nos indianos do Muangthong United. No total da carreira, marcou 259 golos em 590 jogos oficiais. Hoje, o Craques.pt assinala, então, os 50 anos do Robbie ‘God’ Fowler.

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