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Pedro e Diogo Martins: os gémeos que estão em alta

Pedro e Diogo Martins: os gémeos que estão em alta

Eduardo Pedrosa CostaEduardo Pedrosa Costa|

Pedro e Diogo Martins jogam na Ovarense e Vila Meã, respetivamente. Estão em destaque em cada equipa, são gémeos já confudiram os árbitros.

Pedro Martins está a ser uma das figuras da Ovarense, que lidera a principal divisão distrital de Aveiro. O irmão gémeo, Diogo, é destaque no Vila Meã, vice-líder da Série B do Campeonato de Portugal.

Fizeram a formação e jogaram juntos até 2023, com química invejável e ambos no meio campo.

A partir daí, foi preciso seguir caminhos diferentes porque “sofriam” muito um com o outro. Agora, aos 27 anos, continuam a ser destaque em equipas diferentes e, em entrevista ao Craques.pt, revelam que continuam a viver o futebol um do outro todos os dias.

Pedro Martins joga na Ovarense
Diogo Martins compete no Vila Meã

Ainda veem os jogos de cada um, procuram ajudar-se mutuamente e contam histórias de como já confundiram os árbitros em campo.

Lê na integra a entrevista conjunta a Pedro e Diogo Martins.

Como começou esta paixão pelo futebol?

Pedro- O nosso avô e o nosso pai sempre tiveram um gosto pelo futebol e jogavam de forma amadora. Desde miúdos que andávamos sempre com a bola e um professor de educação física, que era treinador no Folgosa da Maia, clube da nossa terra, foi quem nos indicou para começarmos a jogar.

Como foram aqueles primeiros tempos a fazerem a formação juntos?

Pedro- Jogámos juntos dos 6 aos 23 anos e passávamos 24 horas juntos, entre a escola, na mesma turma, e no futebol. Criámos boas memórias e histórias engraçadas, desde a treinadores e árbitros que nos confundiam. Havia situações que não era tão agradável porque sofríamos quando um estava lesionado, por exemplo.

Devem ter histórias engraçadas por serem gémeos.

Diogo- Sim, uma vez um árbitro ia-me mostrar o segundo cartão amarelo mas quem já tinha amarelo era o meu irmão. Acabou por mostrar o vermelho e deu-se ali uma confusão, tiveram de parar o jogo e os treinadores explicaram que quem tinha o primeiro amarelo era o Pedro.

Em campo deviam ter uma química especial.

Pedro- Sem dúvida, muitas vezes nos treinos o Diogo olhava para um lado, mas eu sabia que a bola ia para o outro, e dizia-lhe para tirar o pisca porque já sabia para onde ele ia. Até em jogos sempre sabíamos bem o que o outro ia fazer.

Diogo- Tem um lado bom e lado mau. Temos muita confiança um no outro mas por vezes chateavamo-nos. Mas o entendimento um com o outro era incrivel, já sabíamos o que cada um ia fazer e isso facilitava imenso.

Pedro Martins

Em casa falam de futebol? Há muita discussão?

Diogo- É a primeira coisa que fazemos mal acaba o jogo. Se tiver ido ver o jogo do Pedro, mando logo mensagem a dizer o qu esteve bem e mal, ao contrário ele faz o mesmo.

Se jogarmos no mesmo dia, é chegar a casa, jantar, e ver o jogo um do outro para comentarmos o que achamos. Mesmo durante a semana vamos falando sobre o jogo seguinte, em termos estratégicos e como está a ser a semana de treinos de cada equipa.

Foi propositado terem deixado de jogar juntos em 2023?

Pedro- Não foi propositado. Até então, as melhores propostas vinham sempre de clubes que nos queriam aos dois. Até à maioridade os nossos pais não tinham possibilidades de levar cada um de nós a sítios diferentes e os treinos eram à mesma hora.

Diogo- Foram as oportunidades que o futebol nos deu. Acabávamos por sofrer muito um com o outro, quando um jogava e o outro sim, quem jogava não estava a 100% porque sabia que o outro estava triste. O melhor para os dois era seguir caminhos separados.

Ainda gostavam de voltar a jogar juntos? E de terminar a carreira juntos?

Pedro- Gostava que se proporcionasse, não é uma obsessão, mas gostava, fosse em que clube fosse. Neste momento estou a gostar da Ovarense e sei que o Diogo também, no Vila Meã.

Diogo- Se o futebol não nos proporcionar isso mais cedo, sim, no último ano de carreira gostávamos de jogar juntos.

Diogo Martins

Ambos estão a fazer uma boa época, que análise fazem?

Pedro- Temos uma excelente equipa na Ovarense, a luta pela subida acredito que vai ser entre nós e o Espinho. Temos jogado bem, temos os jogadores certos para a ideia de jogo do mister, com futebol de posse e bem jogado. Queremos sempre os três pontos.

Diogo- A situação da descida do Boavista e da indefinição que isso causou dificultou o plantel porque foi criado aos poucos. Foi bom ter mantido a base do ano passado, ficámos na série mais competitiva do Campeonato de Portugal e nós não acreditávamos que iamos estar tão bem nesta fase.

Temos vindo a crescer e sentimos que muita gente diz ‘é este o fim de semana que o Vila Meã perde e vem por aí abaixo’ mas nós ganhamos sempre.

Aos 27 anos, que sonho têm para a carreira?

Pedro- Não vou mentir, neste momento o meu sonho é subir a Ovarense. É um clube que tem todas as condições para estar bem acima até do Campeonato de Portugal, não só no investimento financeiro, nas infraestrutas, mas pelas pessoas muito sérias que tem.

Claro que gostava de jogar o mais acima possível, não digo Primeira Liga mas Liga 2 ou Liga 3.

Diogo- É dentro do mesmo. Já temos 27 anos, não somos jovens promessas e sabemos que é difícil chegar ao contexto profissional. Os nossos sonhos são mais a curto prazo, de ter sucesso na época corrente.

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