
Rivellino: o fio de ouro que une Fluminense e Al Hilal
Roberto Rivellino, histórico camisola 10 do futebol brasileiro, que conquistou um Campeonato do Mundo pela Seleção Brasileira em 1970, é um dos poucos jogadores que representaram Fluminense e ao Al Hilal. Hoje, os clubes serão adversários nos quartos-de-final do Mundial de Clubes. Mas ambos acarretam a bonita história de terem tido Rivellino com o seu emblema ao peito. Rivellino: o fio de ouro que une Fluminense e Al Hilal.
O futebol, por vezes, tece pontes inesperadas entre clubes e culturas. No caso de Fluminense e Al Hilal, essa ligação é, então, personificada por jogadores que tiveram a honra de vestir as camisas de ambos os emblemas, deixando suas marcas em diferentes continentes. O nome mais emblemático, sem dúvida, é o de Roberto Rivellino. O lendário camisola 10, um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro, onde brilhou e conquistou títulos, encerrou, então, a sua carreira no Al Hilal. Mas ainda a tempo de se tornar numa figura icónica também no futebol saudita. No Fluminense, fez 158 jogos e marcou 53 golos, e no Al Hilal cumpriu 57 jogos, apontando, então, 23 golos.

Além de Rivellino, outros nomes importantes também trilharam esse caminho entre o Rio de Janeiro e Riade. Thiago Neves, médio-ofensivo talentoso e com passagens marcantes por ambos os clubes, é, então, outro exemplo dessa conexão. E ainda Carlos Eduardo, médio com passagens pelo Fluminense e que também brilhou no Al Hilal, além de FC Porto e Estoril, é mais um elo entre as duas instituições.

O embate entre Fluminense e Al Hilal nos quartos-de-final do Mundial de Clubes não é apenas um encontro normal. O Fluminense, campeão da Libertadores, chega com a força do futebol sul-americano, conhecido pela sua garra, técnica e paixão. Do outro lado, o Al Hilal, representante da Ásia, ostenta um poderio financeiro e um plantel recheado de estrelas – incluindo os portugueses João Cancelo e Rúben Neves -, que o tornam um adversário temível e imprevisível. A expectativa é de um jogo equilibrado, onde a experiência e a organização tática podem fazer a diferença, sem favoritismos antecipados.
Ambas as equipas demonstraram, então, a sua capacidade de superação para chegar a esta fase do torneio. O Fluminense, com a sua filosofia de jogo pragmática de Renato Gaúcho, ultrapassou o Inter de Milão na última ronda. Já o Al Hilal, com a sua ascensão meteórica no futebol mundial e a contratação de jogadores de renome internacional, almeja provar que o investimento pesado pode traduzir-se em títulos de expressão global. Especialmente depois de ter ultrapassado o favorito Manchester City.
Fluminense – Fábio; Ignácio, Thiago Silva e Freytes; Samuel Xavier, Bernal, Martinelli, Nonato e Renê; Jhon Arias e Cano.
Al Hilal – Bono; João Cancelo, Koulibaly, Tambakti e Renan Lodi; Rúben Neves, Milinkovic Savic e Salem Al Dawsari; Malcom, Marcos Leonardo e Nasser Al Dawsari.

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