Portugal está na final do Campeonato da Europa de Futsal. A Seleção Portuguesa de Futsal venceu esta quarta-feira a França por 4-1, nas meias-finais disputadas em Liubliana, garantindo a quarta presença numa final europeia. Bicampeã em título, a equipa orientada por Jorge Braz vai agora defrontar a Seleção Espanhola de Futsal, no sábado, às 18h30 (hora de Lisboa), na luta pelo inédito tricampeonato continental.
França surpreende, Portugal reage com classe
O encontro começou com um susto para a seleção nacional. A França, estreante em meias-finais de um Europeu, entrou sem complexos e adiantou-se no marcador logo aos seis minutos, por Touré, aproveitando um momento de alguma instabilidade defensiva portuguesa.
A resposta, porém, foi à imagem desta geração: calma, confiante e coletiva. Portugal assumiu o controlo do jogo e chegou à reviravolta ainda antes do intervalo. Diogo Santos empatou aos 18 minutos e, apenas um minuto depois, Tomás Paçó colocou a equipa das quinas na frente, mudando por completo o rumo da partida.
Segunda parte de afirmação portuguesa
Na segunda metade, Portugal confirmou a superioridade. Mais equilibrada, mais agressiva na pressão e com maior critério na posse, a seleção nacional foi empurrando a França para trás. Erick Mendonça ampliou a vantagem aos 29 minutos e, já na reta final, um autogolo de Gueddoura, aos 35, fechou o marcador em 4-1.
O resultado espelhou a maturidade competitiva de uma equipa que soube sofrer, reagir e dominar, mesmo perante um adversário intenso e fisicamente forte.
Foto: FPF
Jorge Braz e a identidade vencedora
No final do encontro, Jorge Braz destacou o equilíbrio emocional da equipa e a confiança mútua entre jogadores como fatores decisivos para a reviravolta. O selecionador sublinhou ainda o atrevimento na pressão e a capacidade de assumir riscos nos momentos certos, sem perder organização.
Também os jogadores reforçaram a importância da união do grupo. Diogo Santos falou de orgulho coletivo, enquanto Bernardo Paçó destacou o caráter da equipa e a capacidade de errar, reagir e continuar a competir ao mais alto nível.
Pedro Proença e Jorge Braz – Foto: FPF
Espanha no último degrau
Na final, Portugal vai reencontrar a Espanha, que garantiu o apuramento ao vencer a Croácia por 2-1. Será um duelo entre duas referências absolutas do futsal europeu, repetindo a final de 2018, também disputada na Eslovénia.
A seleção espanhola, recordista de títulos na competição, apresenta um futsal mais tático e controlado, o que promete um jogo de exigência máxima, onde o detalhe e a eficácia poderão ser decisivos.
À procura de um feito histórico
Com esta qualificação, Portugal atinge a sua quarta final de Campeonatos da Europa (2010, 2018, 2022 e 2026). Depois das conquistas em 2018 e 2022, a seleção nacional entra em campo com a possibilidade de alcançar um feito inédito na sua história, ao tentar conquistar o tricampeonato europeu consecutivo, algo que só foi alcançado pela Espanha, tetracampeã entre 2005 e 2012.
O percurso recente confirma Portugal como uma potência do futsal mundial e consolida o legado de Jorge Braz, que soma dois Europeus, um Campeonato do Mundo, a Finalíssima Intercontinental e cinco distinções como Melhor Selecionador do Mundo.
Lista de vencedores do EURO de Futsal – Fonte: zerozero.pt
Falta um jogo
Portugal está novamente onde gosta de estar: numa final, frente aos melhores, com títulos para defender e história para tentar escrever. No sábado, em Liubliana, a seleção nacional entra em campo para mais um capítulo que pode ficar gravado a ouro no futsal português.