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Braga deixou marcas mas Aveiro pode trazer um novo ritmo

Créditos: Ana Grifus

Braga deixou marcas mas Aveiro pode trazer um novo ritmo

Sara SalgueiraSara Salgueira|

As Navegadoras continuam a mostrar qualidade e maturidade competitiva. Já levam o seu futebol pelo mundo, mas é em Portugal que se sente, cada vez mais, a abertura de portas: mais estádios, mais público, mais olhos atentos — dos apaixonados, dos curiosos e até dos céticos que começam a ficar sem argumentos. O crescimento sente-se.

No caminho de preparação para a qualificação do Mundial de 2027, a Seleção A deslocou-se a Braga para defrontar os Países Baixos, uma seleção com nome, estatuto e um coletivo já bem consolidado. O desafio era exigente e isso percebeu-se desde o primeiro minuto.

Portugal entrou bem, com personalidade, mas voltou a pagar pela falta de eficácia. Em dois minutos — 21’ e 23’ — as neerlandesas foram pragmáticas e fizeram dois golos que expuseram fragilidades defensivas que teimam em surgir nos jogos de maior dificuldade.

O momento mais duro surgiu à meia hora de jogo: a lesão de Kika Nazareth. As lágrimas que levou consigo para fora do relvado não eram apenas de dor; eram sobretudo de frustração, de quem quer ajudar a equipa e teme por o que pode vir. O estádio sentiu esse impacto.

Ainda assim, a equipa reorganizou-se e reagiu. Aos 42’, Andreia Faria voltou a confirmar o excelente momento que atravessa e reduziu para 2-1, dando nova vida ao jogo.

Na segunda parte, Portugal assumiu o controlo, criou oportunidades — com Telma Encarnação novamente em destaque — e empurrou as neerlandesas para trás. Faltou apenas transformar pressão em golo, algo que volta a pesar nos momentos decisivos.

Francisco Neto mexeu bem, deu energia ao jogo, estreou Érica Cancelinha e arriscou tudo com três centrais na reta final. A mensagem foi clara: Portugal quis discutir o resultado até ao último minuto.

A derrota deixa um sabor amargo porque sabemos que esta Seleção tem capacidade para mais. Mas também deixa sinais positivos: a reação em cenários adversos, o espírito de grupo e a forma como a equipa não desiste — mesmo quando o jogo se inclina.

Na terça-feira, a equipa desce até Aveiro para defrontar o Brasil, num ambiente que promete intensidade e cor. E, no meio de samba e Carnaval, que seja o de Ovar a dar o compasso para Portugal sair a dançar.

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