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Kika Nazareth: Trabalho, Entrega e Amor à Camisola

DR X @BarcaFem

Kika Nazareth: Trabalho, Entrega e Amor à Camisola

Sara SalgueiraSara Salgueira|

Este fim de semana, Kika Nazareth conquistou o 16.º troféu da carreira, depois do Barcelona bater o Real Madrid por 2-0 na final da Supercopa de Espanha.

No Benfica, Kika passou seis épocas, disputou mais de 100 jogos oficiais e marcou 82 golos, deixando a sua marca de forma indelével no clube. Foram anos de crescimento, afirmação e identidade, antes de levar o seu talento para terra de “nuestros hermanos” e, há dois anos, vestir as cores do Barcelona — hoje, indiscutivelmente, a melhor equipa do mundo no futebol feminino.

A saída do Benfica não foi um ponto final, mas um passo lógico. Kika levou consigo tudo o que construiu em Portugal: personalidade, leitura de jogo e maturidade competitiva. Em Barcelona encontrou um contexto de exigência máxima, onde só joga quem entrega todos os dias e onde o coletivo está sempre acima do individual. E foi aí que voltou a provar que o talento português não é promessa: é realidade.

O percurso recente, no entanto, tem sido marcado por ausências forçadas nos grandes palcos. Na época passada, uma lesão impediu-a de estar em campo na final da Liga dos Campeões, em Lisboa, diante do Arsenal. Esta temporada, uma expulsão — contestada pelo próprio Barcelona — afastou-a da final da Supercopa de Espanha frente ao Real Madrid. Duas finais, dois momentos de consagração coletiva, duas vezes fora das quatro linhas. Para muitas jogadoras, seriam capítulos difíceis de digerir. Para Kika, foram apenas mais etapas do caminho.

Porque Kika venceu na mesma. Venceu porque esteve sempre presente. Porque nunca deixou de ser parte ativa do grupo. É uma presença notada com ou sem bola, com ou sem minutos. É mais uma voz no banco, mais uma adepta na bancada, mais uma líder silenciosa num balneário repleto de estrelas. A dedicação, a entrega e o amor com que defende cada camisola tornam Kika maior do que qualquer ausência.

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Já nem todos ou todas querem ser Cristiano Ronaldo, Marta ou Alex Morgan. Muitos querem ser Kika Nazareth. Porque Kika representa um talento possível, próximo, construído com trabalho e persistência. O talento está lá — sempre esteve — e os resultados confirmam-no. Esta época, soma já 25 jogos e cinco golos pelo Barcelona, números que ajudam a contar a história, mas não a explicam por completo. Kika é influência constante: na forma como ocupa espaços, como liga setores, como pensa o jogo antes das outras.

Hoje, Kika Nazareth é muito mais do que uma internacional portuguesa a jogar no estrangeiro. É um símbolo do futebol feminino nacional, dentro e fora de Portugal. Um exemplo de como se cresce sem perder identidade, de como se vence mesmo quando não se joga, de como o impacto vai muito além do marcador. Num futebol cada vez mais obcecado por estatísticas, Kika continua a provar que há vitórias que não cabem em números. E é por isso que tantos querem ser como ela.

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