
Não há um defesa-esquerdo português? Foto: AFP or licensors
Nuno Farinha|O nível de opções à disposição de Roberto Martínez é de tal forma ‘absurdo’ que, a cada convocatória, escolha ele quem escolher… o adepto está sempre descansado. Portugal tem hoje alguns dos melhores jogadores do Mundo nas respetivas posições. Diogo Costa é um dos melhores guarda-redes do Mundo. Ruben Dias é um dos melhores centrais do Mundo. Nuno Mendes é, neste caso, o melhor lateral-esquerdo do Mundo. Vitinha é o melhor médio do Mundo. João Neves é, igualmente, um dos melhores do Mundo na sua posição. Tal como Bruno Fernandes. Bernardo Silva é um dos melhores criativos do Mundo. E Ronaldo é Ronaldo.
São, pois, tantas as soluções que fica sempre a sensação de que nunca haverá problema, chame Martínez quem chamar. E, de vez em quando, dá até para fazer uma “excentricidade”, como esta de convocar Carlos Forbs, um avançado que apontou 5 golos em 19 jogos pelo Brugge, e que na temporada passada, por exemplo, terminou a época sem marcar qualquer golo pelos dois clubes que representou (Ajax e Wolverhampton). Bastou-lhe fazer uma exibição de sonho frente ao Barcelona, esta semana, para ter a honra de saltar para os eleitos do selecionador nacional.
Mas não é aqui que Martínez merece o reparo. Num tempo em que Portugal beneficia, indiscutivelmente, do melhor leque de opções de que alguma vez dispôs, é preciso ser ainda mais rigoroso na hora das escolhas, sob pena de se cometerem erros que, mais tarde, podem custar caro. Ora, se a Seleção Nacional, de uma forma geral, se vai assumindo – e bem – como séria candidata à vitória no Mundial 2026, então é imperioso não dar uma imagem de grupo ‘remendado’ se, por exemplo, um jogador como Nuno Mendes está indisponível por lesão.
É verdade que Nuno Tavares (chamado por Martínez nas últimas convocatórias) também está a recuperar de lesão, mas… não há mais nenhum defesa-esquerdo disponível? Para esta dupla jornada (República da Irlanda e Arménia), o técnico entendeu por bem convocar três (!) defesas-direitos de raiz (João Cancelo, Nélson Semedo e Diogo Dalot) e nenhum lateral-esquerdo. E isto, no mínimo, é bizarro e até desrespeitador para algumas alternativas que faria sentido equacionar.
Claro que sabemos, todos, que Dalot e Cancelo já atuaram várias vezes no lado esquerdo, mas sempre em situação de recurso. Desta vez, um deles irá voltar a ocupar a posição, só que, agora, Martínez tinha opções diretas para ocupar a vaga de Nuno Mendes. E isso levanta legítimas dúvidas sobre a forma de gerir o grupo e pode até deixar no ar a ideia de alguma – como dizer? – falta de coragem para tocar em “vacas sagradas” que gravitam em torno da Seleção (e não estou a falar de jogadores!).
Francisco Moura era, perante a atual situação, uma escolha natural. Titular indiscutível no FC Porto (líder da Liga); foi o defesa do nosso campeonato com mais assistências (11) na época anterior (para além de ter apontado 4 golos); avaliado atualmente em 15 milhões de euros pelo Transfermarkt; e, sobretudo, um jogador que está, aos 26 anos, no ponto perfeito de maturidade. Moura fez 42 jogos na última época ao serviço do FC Porto, o que também prova, já agora, a fiabilidade e a resistência a lesões.
Deixar Francisco Moura fora desta convocatória chega a ser ofensivo. Tão ofensivo, já agora, como chegarmos a novembro de 2025 e Geovany Quenda (outro ausente na lista) continuar à espera da primeira internacionalização. Campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal pelo seu clube (jogador decisivo, aliás, em ambas as conquistas); com 71 (!) jogos pela equipa principal do Sporting aos 18 anos (14 deles na Liga dos Campeões); e já vendido para o Chelsea por 50 milhões de euros. Mesmo assim, ainda não convenceu o selecionador a colocá-lo em campo por um minuto que fosse. Haja paciência…

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