
Apontado, recentemente, ao AFS, que não atravessa uma boa fase, Rúben Semedo terminou a sua ligação com o Catar e está sem clube. Ao longo da sua carreira, também jogou pelo Rio Ave e FC Porto, mas nunca se afirmou.
Se, em 2008, Aurélio Pereira já tinha como objetivo formar grandes jogadores, também olhava para a academia como muito mais que isso. Rúben Semedo, tinha, certamente, os requisitos para jogar no Sporting e foi o que aconteceu, quando, aos 15 anos, foi chamado para jogar no clube, vindo do Futebol Benfica.

Nos escalões de formação deu certezas daquilo que valia, e foi campeão nacional de juniores na temporada 2011/12, onde partilhou balneário com João Palhinha, João Mário, Ricardo Esgaio e Gelson Martins.
Nos primeiros anos enquanto profissional começou a sua aventura pela equipa B do Sporting, e até se estreou na equipa principal, mas foi emprestado ao CF Reus, da terceira divisão espanhola, na temporada 2014/15.

No regresso ao clube ainda conquistou a Supertaça, mas foi emprestado novamente, desta vez, ao Vitória FC. A meio da época, Jorge Jesus, chamou-o de volta e deu-lhe a oportunidade de ser um dos pilares fundamentais do eixo defensivo, ao lado de Seba Coates.
No ano seguinte afirmou-se como titular indiscutível na equipa do Sporting, e estreou-se na Liga dos Campeões, com 22 anos. Uma jovem promessa que parecia ter sido mais um sucesso da formação, começou a perder as asas quando lhe abriram as portas para voar.
E assim foi. As espectativas eram grandes, mas o resultado foi no mínimo; desastroso. Na temporada 2017/18, Rúben Semedo foi vendido ao Villarreal por 14 milhões de euros, ainda como uma grande promessa, mas rapidamente foi do ‘oito ao oitenta’.

Com a chegada a Espanha, entrou em campo apenas cinco vezes, por decisões técnicas, mas também por se ter lesionado. Com isso, os primeiros casos de envolvimento judicial aconteceram em outubro e novembro, quando foi detido por incidentes numa discoteca. Mas o pior estava por vir.
Em 2018 chegou mesmo a ser acusado por suspeitas de sequestro, roubo, agressão e posse ilegal de armas. Ficou em prisão preventiva por cinco meses, e, mais tarde, foi condenado a uma pena suspensa de cinco anos e obrigado a pagar uma multa de elevada quantia.
Depois disso, ainda foi emprestado ao Huesca e ao Rio Ave, mas acabou mesmo por sair da Península Ibérica para ir jogar no Olympiacos, entre 2019 e 2021. Onde se envolveu em casos de violência doméstica.
Mesmo assim, teve os anos de maior rendimento na Grécia. Além de ser titular indiscutível, venceu a Liga Grega por duas vezes e a Taça uma vez. E ainda foi a tempo de ser emprestado, novamente, para o FC Porto, que apesar do pouco que jogou, também foi Campeão Nacional e vencedor de uma Supertaça.

Em 2022/23, afastou-se, em definitivo, dos grandes palcos e rumou ao Catar, onde jogou no Al-Duhail, Al-Khor e, mais recentemente, no Al-Markhiya, clube que deixou esta temporada.
Entre polémicas e aventuras, esta foi a carreira desafiante de Rúben Semedo. Que parece não ter acabado. Neste momento procura um novo caminho, e o regresso a Portugal é uma possibilidade, através do AFS.
Mas uma coisa é certa, Aurélio Pereira sabia do que estava a falar, quando se referia a uma academia de excelência, que não trata só dos pés, mas também da cabeça.
Entre polémicas e aventuras: a carreira desafiante de Rúben Semedo

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