
Pedro Rodríguez - a alma imensa de um vencedor
Pedro Rodríguez subiu à equipa principal do Barcelona em 2008, mas até foi na época seguinte, sob o comando de Pep Guardiola, que começou a dar nas vistas. Em 2009/10, Pedro fez logo história ao marcar em todas as competições em que o Barça participou: La Liga, Taça do Rei, Liga dos Campeões, Supertaça de Espanha, Supertaça Europeia e Mundial de Clubes. Era um feito inédito e, ao mesmo tempo, prometedor. Pedro Rodríguez – a alma imensa de um vencedor.
Um jovem, de apenas 22 anos, com um faro de golo tremendo e uma ética de trabalho invejável. Pedro ganhou rapidamente a confiança de Guardiola e tornou-se um peça importante no histórico trio atacante que viria a formar com Lionel Messi e David Villa.

Porém, mesmo quando brilhava, Pedro nunca foi “a estrela”. Era sempre o terceiro ou quarto nome mencionado. Um jogador que fazia o trabalho sujo, abria espaços, pressionava sem parar, e, de vez em quando, decidia com um golo crucial. Foi assim, também, na final do Mundial de Clubes, na Supertaça ou até em finais da Liga dos Campeões. Com a seleção espanhola, Pedro esteve, então, no centro do sucesso. Fez parte da equipa que venceu o Mundial de 2010 e a Euro 2012. Mas, de novo, raramente foi figura central. Enquanto nomes como Iniesta, Xavi ou Casillas se tornavam lendas, Pedro ia somando internacionalizações discretas, alternando entre o 11 titular e a função de suplente utilizado.
Em 2015, com a concorrência cada vez mais feroz no Barcelona, após a chegada de Neymar Jr. e a explosão do trio “MSN”, Pedro decidiu procurar protagonismo fora de casa. Assinou, então, pelo Chelsea, num momento em que muitos esperavam que assumisse finalmente o papel de líder ofensivo. Mas esse salto nunca aconteceu.

Apesar de alguns momentos de brilhantismo, como um hat-trick ou golos importantes, Pedro foi novamente um jogador útil, mas nunca decisivo ao ponto de ser referência. Ganhou, então, títulos em Inglaterra, mas ficou sempre na sombra de nomes como Eden Hazard ou Diego Costa.
As últimas paragens da sua carreira têm sido já em solo italiano. Primeiro na Roma e depois na Lazio, sendo o primeiro jogador a trocar os giallorossi pelos laziale diretamente nos últimos 40 anos. E a verdade é que na Lazio, Pedro parece ter ganho um novo alento para o futebol. Se na Roma fez apenas uma época, Pedro prepara-se para cumprir a quinta temporada ao serviço da Lazio, aos 37 anos.

Isto depois de, nas últimas 4 épocas, ter realizado uma média de 44 jogos/época (176 no total) e apontado 34 golos. Em 2024/25, Pedro apontou 14 golos, número que não atingia desde… 2013/14, quando marcou 19 pelo Barcelona.
Pedro teve, então, uma carreira recheada de títulos: 5 Ligas espanholas, 3 Ligas dos Campeões, Mundial, Euro, Premier League, entre muitos outros. Mas a verdade é que, apesar de tudo o que ganhou, fica a sensação de que Pedro poderia ter sido muito mais do que efetivamente foi.
Não tanto no que toca a troféus, pois esses teve de sobra, mas mais em termos de impacto individual. Faltou-lhe talvez carisma, ousadia ou, simplesmente, sorte. Nunca foi um jogador para liderar um projeto, para arrastar equipas atrás de si. E talvez, no fundo, nunca o tenha querido ser. Mas todos se lembrarão de Pedro Rodríguez como um vencedor.


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