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'Super Mario' não chegou ao último nível

‘Super Mario’ não chegou ao último nível

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Poucos jogadores geraram tantas expectativas no início de carreira como Mario Balotelli. O avançado italiano chegou a ser apontado como o futuro do futebol europeu, mas acabou por trilhar um percurso marcado por altos e baixos. Em alusão ao jogo da Nintendo, Super Mario, dá ideia que Balotelli nunca chegou ao último nível: a consistência.

Dotado de um talento inegável e de uma personalidade excêntrica, Balotelli viveu o auge da sua carreira ainda muito jovem, mas a indisciplina e a falta de consistência ditaram uma queda abrupta. Uma história de glória precoce que se transformou numa das maiores desilusões do futebol moderno. Na semana de estreia da Liga dos Campeões recordamos ‘Super Mario’ Balotelli.

O ‘futuro astro’ da Squadra Azurra nasceu em Milão

Balotelli começou a destacar-se no Inter de Milão, ainda adolescente, onde conquistou três títulos da Serie A e uma Liga dos Campeões, sendo orientado por José Mourinho. A sua força física, técnica apurada e frieza perante a baliza fizeram dele, pois, um dos jovens mais temidos do futebol mundial.

A sua saída deu-se em 2010, quando se transferiu para o Manchester City, a troco de mais de 29 milhões de euros. Foi em Manchester que ‘Super Mario’ viveu alguns dos momentos mais memoráveis da sua carreira. Foi por lá que fez a assistência para ‘aquele’ golo de Sergio ‘Kun’ Agüero, que deu o título da Premier League em 2011/12. A fama e o mediatismo cresceram ao mesmo ritmo do seu protagonismo em campo… e das suas polémicas fora dele.

O festejo de Balotelli num dos golos à Alemanha nas meias-finais do Euro’2012

Após a aventura inglesa, regressou, então, a Itália para representar o AC Milan, clube onde voltou a mostrar flashes da sua genialidade e onde se tornou titular indiscutível na seleção italiana. O ponto alto da carreira foi no Euro’2012, com dois golos decisivos nas meias-finais, frente à Alemanha.

Mario perdeu o ‘Super’ em Anfield

As exibições em Anfield ficaram muito aquém das esperadas

A instabilidade emocional, os episódios de indisciplina e a falta de compromisso começaram a minar, aos poucos, a sua evolução. A transferência para o Liverpool, em 2014, representou o início de uma das maiores quedas da história do futebol mundial. O rendimento ficou muito aquém das expectativas, e os conflitos dentro do balneário acabaram por tirar-lhe oportunidades em campo.

Na estreia em Génova, o seu último clube, levou um cartão amarelo em menos de cinco minutos

Seguiram-se passagens, curtas e irregulares, então, pelo Nice e Marselha, em França, pelo Brescia, Monza e Genoa, em Itália, pelo Adana Demirspor, na Turquia, e pelo FC Sion na Suíça, quase sempre com o mesmo padrão: arranques sem motivos de críticas, seguidos de quebras de rendimento e novos conflitos internos.

Lesões, problemas físicos e uma atitude alheada do rigor profissional foram contribuindo para o seu afastamento dos grandes palcos. Hoje, aos 35 anos, Balotelli é recordado pelo potencial que ficou por cumprir. De promessa do futebol mundial e da seleção italiana, a um símbolo de desperdício de talento.

Sem compromisso, sem rigor, sem disciplina, hoje Super Mario é apenas uma sombra do que se esperou dele um dia.

‘Super Mario’ não chegou ao último nível

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