
LAst Dance - a reforma começa em Los Angeles
O recorde anterior pertencia aos Utah Jazz da temporada 2000-01, cuja média etária era de 32,6 anos. Uma equipa então liderada por veteranos como John Stockton ou Karl Malone. Agora, a franquia de Los Angeles ultrapassou essa marca ao montar um plantel recheado de nomes consagrados e experientes que supera a marca dos Utah Jazz. A média de idades mais velha de sempre de um plantel da NBA é agora de 33,2 anos. LAst Dance – a reforma começa em Los Angeles.
Para compor este plantel, orientado pelo histórico Tyronn Lue, os LA Clippers assinaram, então, com Brook Lopez (37 anos), Chris Paul (40), Bradley Beal (32) e John Collins (27), além de renovarem com o armador James Harden (cumpre 36 anos a 26 de agosto). Estes reforços chegam para complementar uma base já madura, liderada por Kawhi Leonard (34), consolidando uma equipa veterana com um vasto currículo na liga, mas também marcada por um curto prazo de validade.

Apesar do talento acumulado, o grande desafio dos LA Clippers será o relógio. A maioria dos contratos têm duração de apenas um a dois anos, o que restringe severamente a janela competitiva da franquia. Trata-se, então, de uma aposta ousada e imediata. Ou conquistam o título num curto espaço de tempo, ou enfrentarão uma inevitável e completa reconstrução.
A temporada passada já havia mostrado alguns sinais promissores. Os LA Clippers surpreenderam muitos analistas com um desempenho sólido na fase regular. Mesmo sem a principal estrela da franquia, Kawhi Leonard, por estar lesionado em grande parte da temporada, a equipa garantiu uma vaga direta nos playoffs da conferência Oeste.
No entanto, acabaria eliminada logo na primeira ronda dos playoffs pelos Denver Nuggets, de Nikola Jokic, em sete jogos. A determinada altura, muitos pensaram mesmo que a formação de LA poderia provocar uma das maiores surpresas do ano. Algo que acabou por não se confirmar, graças às sólidas prestações do ala Aaron Gordon.
Agora, com um plantel ainda mais experiente, e, consequentemente, mais vulnerável a lesões e à queda de rendimento, os Clippers jogam todas as fichas no presente. A expetativa é que a liderança de jogadores como Chris Paul e James Harden, aliada à presença dominante de Brook Lopez no garrafão e ao talento ofensivo de Beal, Collins e Kawhi, possam finalmente levar os Clippers a uma final da NBA.
Tal ainda não aconteceu, então, na história da franquia. Nem mesmo nos seus tempos áureos, em que contavam com o trio formado por Chris Paul, Blake Griffin e De Andre Jordan.

Contudo, essa busca pelo inédito vem acompanhada de riscos altos. A margem de erro é mínima. Se a aposta não der certo já esta temporada, o futuro próximo pode trazer um cenário de reconstrução longa e sem garantias. Ainda para mais porque a maioria das escolhas de draft futuras da franquia estão, então, entregues a outras equipas da liga. Como é o caso dos atuais campeões Oklahoma City Thunder, que poderão, então, beneficiar desta corrida contra o tempo feita pelos rivais de conferência.
Uma coisa é certa. A história cobrará resultados rápidos e os adeptos também. A temporada 2025-26 pode ser a última dança de um dos elencos mais talentosos e envelhecidos que a NBA já viu. Será que a experiência vai ‘trazer’ a primeira final aos Clippers? Só o tempo o dirá.

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